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Date Posted: 09:03:19 04/19/04 Mon
Author: Patricia Rosa de Lima Silva
Subject: Sobre tarefa #4

Patricia Rosa de Lima Silva - CONTRIBUIÇÃO INDIVIDUAL

TAREFA #4 : COMPETÊNCIA COMUNICATIVA

PONTOS MAIS RELEVANTES DE CADA CAPÍTULO DO LIVRO DE ALMEIDA FILHO

APRESENTAÇÃO:

O livro toma uma perspectiva crítica produtiva de ensino comunicativo como seu elemento catalizador para caracterizar as múltiplas variantes de ensino
contemporãneo de línguas no Brasil e exterior e avança, ao longo dos capítulos, na sua caracterização, manifestações, esteio teórico e potencial de ensino
e pesquisa para a nossa época.

CAPÍTULO I : ENSINAR E APRENDER UMA LÍNGUA ESTRANGEIRA NA ESCOLA

Pontos mais relevantes:

* A aprendizagem formal possui 2 modalidades: Uma que busca o aprender consciente, monitorado, de regras e formalizações, típicos da escola enquanto
instituição controladora do saber, e outra que almeja a aquisição subconsciente quando o aprendiz se envolve em situações reais de construir significados
na interação com outros falantes/usuários dessa língua.

* São cruciais novas compreensões vivenciadas da abordagem de aprender dos alunos e da abordagem de ensinar dos professores. A abordagem é
caracterizada pelas maneiras de estudar, de se preparar para o uso, e pelo uso real da língua-alvo que o aluno tem como "normais".
Para aprender os alunos recorrem às maneiras de aprender típicas da sua região, etnia, classe social e até do grupo familiar restrito em alguns casos.

*Pode ocorrer que uma cultura de aprender a que se prende um aluno para abordar uma lingua estrangeira não seja compatível ou convergente com
uma abordagem específica de ensinar de um professor, de uma escola ou de um livro didático. O desencontro seria assim fonte básica de problemas,
resistências e dificuldades, fracasso e desânimo no ensino e na aprendizagem da lingua-alvo.

*A abordagem de ensinar, por sua vez, se compõe do conjunto de disposições de que o professor dispõe para orientar todas as ações da operação
global de ensinar uma língua estrangeira.

* São as qualidades dessas duas forças potenciais, isto é, da abordagem de aprender que o aluno traz e da abordagem de ensinar de que o professor
dispõe para a produção do processo de aprender que devemos contemplar primeiro nas descrições e explicações dos processos de aprender e
ensinar linguas nas mais diversas situações. É crucial mudar as essencias dessas forças se desejarmos avançar nas mudanças e superações da aprendizagem
da aprendizagem e do ensino.

Glossário:

Abordagem: é uma filosofia de trabalho, um conjunto de pressupostos explicitados, princípios estabilizados ou mesmo crenças intuitivas quanto à
natureza da linguagem humana, de uma língua estrangeira em particular, de aprender e de ensinar linguas, da sala de aula de linguas e de papeis de
aluno e de professor de uma outra lingua.


CAPÍTULO II: OPERAÇÃO GLOBAL DE ENSINO DE LINGUAS

Pontos mais relevantes:

* Este capitulo aborda algumas atividades do processo de ensinar linguas:
1) O planejamento das unidades de um curso;
2) A produção de materiais de ensino ou a seleção deles;
3) As experências na, com e sobre a lingua-alvo realizadas com os alunos principalmente dentro mas também fora da sala de aula;
4) A avaliação de rendimento dos alunos (mas também a própria auto-avaliação do professor e avaliação dos alunos e ou externa do trabalhodo professor)

* Uma abordagem equivale a um conjunto de disposiçoes, conhecimentos, crenças, pressupostos e eventualmente principios sobre o que é linguagem humana,
LE, e o que é aprender e ensinar uma lingua-alvo.

* Todo professor de LE ( e ou outras disciplinas, com os devidos ajustes) constrói um ensino (um processo de ensinar) com pelo menos quatro dimensões,
uma não redutível a outra, todas influenciadas simultaneamente por uma dada abordagem

* O conceito de abordagem é também compreendido como uma filosofia, um enfoque, uma aproximação, um tratamento, uma lida. O objeto direto de abordar
é justamente o processo ou a construção do aprender e do ensinar uma nova lingua.

Glossário:

Competência Implícita: competência constituída de intuiçoes, crenças e experiencias.
Competência Aplicada: é aquela que capacita o professor a ensinar de acordo com o que sabe conscientemente (subcompetência teórica) permitindo a ele
explicar com plasibilidade porque ensina da maneira como ensina e porque obtém os resultados que obtém.
Competência Profissional: competência capaz de fazê-lo conhecer seus deveres, potencial e importância social no exercício do magistério na área de
ensino de linguas.


CAPÍTULO III: A AULA COMUNICATIVA DE LÍNGUA ESTRANGEIRA NA ESCOLA

Neste capítulo o autor discuti não só o que implica essa experiência global de uma aula de/em LE na escola mas, principalmente, quais das suas
partes ou conformações e movimentos se justificam a partir do conhecimento presentemente disponivel no Brasil sobre o processo complexo de aprender
e ensinar linguas.

Pontos mais relevantes:

* O autor apresenta um prototípico de 4 fases necessárias à fruição da aula de LE num cenário onde o artifício é construtivo e noutro onde a sala de aula
é lugar autêntico de aprender (ensinar) conteúdos e procedimentos:
1) Clima e confiança- O clima se refere metaforicamente à construção do ambiente distintivo em que vai se dar mais uma aula de lingua estrangeira. A
confiança visa reduzir uma eventual impermeabilidade do filtro afetivo, que se obtém geralmente pela ansiedade alta, pela percepção de irrelevância no
plano pessoal, timidez, cansaço, motivação insuficiente, falta de identificaçao cultural com a lingua em estudo.
2) Apresentação - resume na familiarizaçao do aluno com amostras de uso da linguagem e pontos de conteúdo linguistico.
3) Ensino e Uso - a culminância do esforço preparatório, iniciador, desobstruidor e impulsionador das fases precedentes.
4) Pano - é o fechamento do período de trabalho com o re-conhecimento dos conteúdos enfocados e um sumário daqueles que eram ou se tornaram
objetivos específicos para a aula.


CAPÍTULO IV: MÉTODOS COMUNICATIVOS DE ENSINO DE LINGUAS

Pontos mais relevantes:

Definiçoes de método comunicativo:
* Métodos: são as distintas e reconhecíveis práticas de ensino de lingua com seus respectivos correlatos, a saber, os planejamentos das unidades, os
materiais de ensino produzidos e as formas de avaliação do rendimento dos aprendizes. São formas estabilizadas de práticas de ensinar linguas com
uma base comunicativa (abordagem).

* Os métodos comunicativos têm em comum : o foco no sentido, no significado e na interação interação propositada entre sujeitos na lingua estrangeira.
O ensino comunicativo é aquele que organiza as experiencias de aprender em termos de atividades relevantes/tarefas de real interesse e/ou necessidade
do aluno para que ele se capacite a usar a lingua-alvo para realizar açoes de verdade na interação com os outros falantes-usuarios dessa lingua.

* Um método comunicativo pode certamente incluir os traços da oralidade e carga informativa mas não esgota nem de longe o seu potencial. E quando
o objetivo é criar condições favoraveis para a aquisição de um desempenho real numa nova lingua, a questão dos procedimentos metodológicos para
fazer experenciar essa lingua torna-se ainda mais necessário compreender (e não só saber fazer) esse potencial metodologico comunicativo.


CAPÍTULO V: O QUE QUER DIZER SER COMUNICATIVO NA SALA DE AULA DE LINGUA ESTRANGEIRA

Pontos mais relevantes:

* Ser comunicativo significa preocupar-se mais com o proprio aluno enquanto sujeito e agente no processo de formação atraves da L.E. Isso implica menos
enfase no ensinar e mais força para aquilo que abre ao aluno a possibilidade de se reconhecer nas praticas do que faz sentido para a sua vida do que faz
diferença para o seu futuro como pessoa.

* Práticas compatíveis com a postura comunicativa de aprender e ensinar LE na escola:
1) a significação e relevancia das mensagens contidas nos textos, diálogos e exercicios para a pratica de lingua que o aluno reconhece como experiencia valida
de formação e crescimento intelectual;
2) a utilização de uma nomenclatura comunicativa nova para descrever conteudos e procedimentos que inclui topicos, funçoes comunicativas e cenarios;
3) a tolerancia esclarecida sobre o papel de apoio da lingua materna na aprendizagem de outra lingua, incluindo os "erros" que agora se reconhecem mais
como sinais de crescimento da capacidade de uso da lingua;
4) a aceitação de exercicios mecanicos de substituiçao que embasam o uso comunicativo extensivo da lingua, ensaiado atraves da pratica simultanea em
pares para a aquisiçao inconsiente;
5) o oferecimento de condiçoes para a aprendizagem consciente de regularidades linguisticas, especialmente quando solicitadas pelo aluno;
6) a apresentação de temas e conflitos do universo do aluno na forma de problematização e açao dialogica.;
7) a devida atenção a variaveis afetivas tais como ansiedade, inibiçoes, empatia com as culturas dos povos que usam a lingua-alvo e com os diferentes estilos
de aprender;
8) a avaliação de rendimento e proficiencia de funçoes comunicativas e elementos do discurso dentro de eventos de fala/escrita que o aluno controle na forma
de descrição de desempenho comunicativo do que se pode fazerm ao inves de meras notas numericas.


CAPÍTULO VI: ALGUNS SIFNIFICADOS DE ENSINO COMUNICATIVO DE LINGUAS

Pontos mais relevantes:

* O ensino comunicativo de LE é aquele que organiza as experiencias de aprender em termos de atividades/tarefas de real interesse e/ou necessidade do
aluno para que ele se capacite a usar a L-alvo para realizar açoes de verdade na interação com outros falantes-usuarios dessa lingua;
ou
* O ensino comunicativo é aquele que nao toma as formas da lingua descritas nas gramaticais como o modelo suficiente para organizar as experiencias
de aprender outra L mas sim aquele que toma unidades de ação feitas com linguagem como organizatorias das amostras autenticas de lingua-alvo que
se vão oferecer ao aluno-aprendiz.

* Movimento Comunicativos:
1976 - Wilkins - conteudos de programas chamados nocional-funcionais por combinarem conceitos gramaticais e funçoes comunicativas.
Livro Notional Syllabuses.
1978 - Widdowson - argumentos na confusão profunda existente entre ensinar forma gramatical e uso. Enfatiza a importancia do conceito de competencia
comunicativa no movimento de renovaçao metodologica.
1982 - Johnson - propoe criterios basicos para uma metodologia de base comunicativa. As tecnicas de ensino e pratica em sala de aula tem de passar por
algumas provas para serem admitidas como comunicativas: ser praticaveis/exequiveis, ter um hiato de informação a ser preenchido, ser relevante enquanto
tarefa, transferir informação de um meio para o outro, ser do tipo quebra-cabeças.
1980 - Carroll - descrição dos participantes, tarefas necessarias, grau de habilidade desejada etc.
1986 - Almeida Filho - teorizaçoes e criticas contra o movimento comunicativo funcional.


CAPÍTULO VII : A FUSÃO DA GRAMATICA COM A COERÊNCIA COMUNICATIVA

Pontos mais relevantes:

* A idéia básica é buscar nas outras matérias escolares as fontes potenciais de conteúdos e metodologias para suplementar a aprendizagem da lingua
estrangeira, por exemplo um texto de Geografia, em que o mesmo pode contribuir:
a) o professor poderia garantir que os alunos não fossem meros mostruarios de vocabulario e estruturas formais;
b) um texto dessa natureza poderia projetar a atençao dos alunos para alem dos limites da sala de aula;
c) esses textos representariam uso autêntico da lingua estrangeira;
d) o assunto tratado em tais textos seria nao só comunicativamente relevante mas tambem linguistiscamente apropriado;
e) permitiriam o uso de recursos não-linguisticos tais como demonstraçoes de experimentos simples, mapas, quadros numericos e diagramas;
f) o conhecimento e o desempenho da lingua se beneficiariam do fato de serem percebidos nos textos como parte integral do uso comunicativo propositado.

* Quanto a escolha de um texto de conteudo real, tres requisitos podem ter papel importante na sua escolha:
a) o apelo ao interesse do leitor;
b) o potencial de conter informação que já é ou pode ser codificada em diagramas ou quadros de percepção imediata;
c) a relativa familiaridade do conteudo por ja ter sido ensinado anteriormente pelo outro professor (de geografia, por exemplo).


CAPÍTULO VIII: COMO AVALIA UM PROFESSOR QUE COMEÇA A ENSINAR LINGUA ESTRANGEIRA NUM CONTEXTO
COMUNICATIVO

* Quatro traços distintos caracteristicos das formalizaçoes teóricas sobre avaliação comunicativa:
a) avaliaçao de desempenho atraves do uso da lingua alvo;
b) procedimentos mais holisticos do que formas quantitativas de avaliação de pontos isolados;
c) são tipos de avaliações que confrontam o aprendiz com situaçoes e tarefas autenticas, que exigem um comando coordenado de capacidades comunicativas;
d) é avaliação expressa em conceitos que indicam competencias e desempenho em tarefas especificas ao inves de numeros que indicam apenas grosseiramente
o que o aprendiz pode ou não pode realizar.

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Replies:

[> Re: Sobre tarefa #4 -- Vera, 11:59:53 04/21/04 Wed [1]

Patrícia,

Seu grupo não está funcionando?

Abraço,

Vera


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[> Re: Sobre tarefa #4 -- Carolina Ribeiro, 07:28:05 04/23/04 Fri [1]

Gostei muito da forma como vc apresentou seu trabalho; ficou bem visual e explicado. A idéia de fazer um glossário al final de cada capítulo também me pareceu muito interessante. Até fiquei com vontade de rescrever o meu trabalho mas infelizmente não tenho tempo.
Muito bom trabalho!
Carolina


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