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Date Posted: 15:15:45 04/01/04 Thu
Author: Terezinha
Subject: tarefa 2

1ª Parte:
Uma história de aprendizagem de línguas estrangeiras de uma aluna não muito jovem

Ufmgprat
Aluna: Terezinha Almeida Melo Pereira


Inglês


Quando fiz o curso ginasial(5 a 8ª séries), o inglês fazia parte do currículo desde a 5ª série. Depois fiz o curso normal e estudei mais 2 anos de inglês. Nesse tempo todo, minha professora de inglês era uma freira belga, que falava um português com bastante de sotaque. Não se praticava a conversação. Aprendíamos através de leitura silenciosa, leitura oral do texto estudado e tradução. Ouvir fitas em inglês, isso nem passava perto de nós. Nem havia ainda esse tipo de recurso disponível, toca-fitas, pelo menos em cidade do interior.
Quando me formei, fui trabalhar com o curso primário, 1a a 4ª séries, como era então chamado o ensino fundamental. Trabalhei durante 11 anos na regência de classe. Casei-me, tive filhos e o curso de inglês que pensava fazer foi sendo adiado. Depois mudei de profissão e trabalhei durante 18 anos na Caixa Econômica Federal. Quando me aposentei ( 1996), a primeira coisa que fiz foi me matricular no “Number One”, o curso de inglês que há na minha cidade. Nesse momento, meu objetivo já era o de poder ler em uma língua estrangeira ( minha grande paixão é a literatura). Fui bem no primeiro semestre, mas quando foram intensificando a conversação, fui perdendo a fala. Aos trancos e barrancos passei pelas diversas fases do curso, falando quase nada, até chegar à última etapa. Nesse momento, pensei em trabalhar com tradução. Empiricamente, fiz a tradução de alguns contos e acho até que ficaram boas. Uma delas foi publicada em um livro. No final de 1999, resolvi fazer o vestibular de Letras na UFMG. Foi esse estudo de inglês que salvou a minha pátria, permitindo meu ingresso na faculdade. Em inglês tirei minha maior nota, tanto na 1ª como na 2ª etapa. No CENEX, antes da greve que deixou o calendário “desencontrado” com o da Letras, fiz um semestre do inglês intermediário e um semestre de “Inglês através da Literatura”, que aconteceu somente uma vez, mas foi o melhor curso de língua estrangeira que já fiz até hoje.
No final do ano passado, fiz prova para aproveitamento de estudos em inglês e pude conseguir os créditos para o Instrumental I e II. Continuo lendo em inglês, sempre que posso, faço poucas consultas ao dicionário. Posso entender uma aula dada por um professor brasileiro que ensina inglês. Tenho dificuldade de entender o inglês falado pelo nativo dos USA e da Inglaterra.

Italiano

Pensando na possibilidade de fazer licenciatura em italiano, fiz, na Letras, 4 semestres da língua italiana. A barreira que encontrei foi a mesma: a fala.
As maiores barreiras que vejo no curso de línguas estrangeiras, tanto num curso particular de uma franquia em Pará de Minas, onde moro, como no curso de línguas estrangeiras na Letras:
- Não há um professor nativo, para ensinar, pelo menos, por um semestre ( seria o caso do leitor)
- Os professores (todos os que tive) , são extremamente ansiosos, não têm paciência para esperar o aluno a processar sua fala e sempre lhe roubam o turno para fazer constantes correções, tanto de gramática como de pronúncia.

Barreiras do aluno ( no meu caso):
O aparelho fonador não funcionada bem na emissão de diversos sons (principalmente o de pessoas de idade “beirando” os 50, depois de 50.) Isso vale para o momento em que inicia a aprendizagem. O que é meu caso.
O aluno, principalmente mais velho, tem vergonha de errar, de expor sua fala em língua estrangeira perante outras pessoas. Como é tantas vezes corrigido, na emissão de uma única frase, ele prefere calar, não participar dos diálogos.
A pronúncia que ouve do não nativo daquela língua que está aprendendo, nunca é igual a dos nativos. Percebo isso quando vejo filmes em inglês ou italiano. E também quando tive oportunidade de falar, por diversas vezes, com alguns italianos que fizeram um curso na UFMG. Há um distanciamento grande no jeito de falar, na entonação de voz e até na gesticulação. Percebo que o professor costuma ter a posição “de professor” e de “brasileiro”.

Quando fiz uma disciplina de PLE, por sinal muito proveitosa, bem ministrada, cheguei a conclusão de que, por motivos pessoais, físicos, nunca seria, diria, uma “regular” professora de italiano. Mas, acho que posso ser uma boa professora de PLE. E também acho que posso trabalhar com tradução- literatura.

Aproveito para fazer uma sugestão de uma disciplina on-line para o próximo semestre de Tradução- sem especificação de língua e sem pré-requisitos de estudo avançado de língua estrangeira. Imagino que farão matrícula os alunos que realmente se sentem capazes de encarar a empreitada.

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