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Date Posted: 19:37:52 04/15/04 Thu
Author: Carolina e Juliane
Subject: Grupo 1:Espanhol- Tarefa 3

Tarefa 3
Grupo1:Espanhol
Juliane e Carolina

Competência Comunicativa

Em seu texto “Ensino de língua estrangeira”, Luciane Sturm aponta e esclarece quais seriam os componentes daquilo que se denomina ‘competência comunicativa’. Citando Canale & Swain (1980) Sturm apresenta a “competência comunicativa como composta por três competências interligadas, cujo desenvolvimento paralelo tornará o aprendiz de LE proficiente na língua alvo (LA). São elas:
-Competência gramatical – o conhecimento da estrutura gramatical correta da língua;
-Competência socioling6uística – o conhecimento do que é socialmente aceitável na língua;
-Competência estratégica – o conhecimento de como usar as estratégias de comunicação para comunicar um significado pretendido.

Sturm aprofunda sua pesquisa nesse último ítem, ‘a competência estratégica’ que seria ‘ a habilidade de transmitir ou compreender com sucesso uma mensagem’. Apresenta vários autores que se debruçaram sobre o tema, avaliando as diversas possibilidades envolvidas na chamada competência estratégica. Apresenta as idéias de Tarone e Yule (1989) que em resumo, vê a copetência estratégica como as inúmeras possibilidades que o falante tem de fazer-se, em alguma medida, compreendido. Apresenta trabalhos de Faerch & Kasper(1983) que apresentam as Ecs como planos potencialmente conscientes. Aponta ainda que, a partir da década de 80 os pesquisadores começaram a se interessar mais por tal estudo. Embora a autora apresente a abordagem psicolingüística e a abordagem interacional, prefere deter-se mais na segunda abordagem, embora saiba dos possíveis ‘buracos’ que tal abordagem pode apresentar. Em Tarone, Sturm vê a utilização das Ecs como ferramentas que auxiliam os interlocutores na busca de uma concordância em relação a um objetivo comunicativo. Ressalta o fato de que ‘a língua é uma parte da comunicação, e não um objeto estático’. Apresenta também a idéia de que ‘o uso de uma EC faz parte da comunicação referencial utilizada por qualquer falante’, não sendo, dessa forma, privilégio dos aprendizes de L2.
Sturm apresenta 5 categorias que representam as tentativas do falantede L2 de solucionar um possível problema de comunicação:
-Evitação (E)
-Paráfrase (P)
-Transferência consciente (TC)
-Repetição
-Explicação

Algumas dessas categorias apresentam sub-categorias que são elementos formadores das Ecs.
Posteriormente a autora apresenta exemplos de desenvolvimento dessas potencialidades em sala de aula e fala da importância de apontar , para os alunos, a existência de tais ferramentas.
Apresenta, também as sugestões de Dörney (1995) de procedimentos interligados e fundamentais para o treinamento de Ecs. Dentre as seis sugestões apresentadas pelo autor, a que se faz, em nossa opinião, mais relevante é “encorajar os alunos a correr riscos e a usar as Ecs (...) sem ter medo de cometer erros.”

Em nossas interações, virtuais e não virtuais, Carolina e eu descobrimos que embora exista uma ampla bibliografia sobre “Competência comunicativa” e uma ampla lista de sugestões sobre como aproveitá-las quando lidamos com o ensino de idiomas, seja este L1 ou L2, não são muitos os grupos que obtêm sucesso na empreitada. O que ocorre é que sobre todos estes estudos, paira uma premissa básica que muitas vezes é ignorada na relação professor-aluno; tal premissa é o respeito mútuo que deve haver em tal interação. Embora em sala de aula os papéis de aluno e professor estejam ilusoriamente bem definidos, o que acontece (ou deveria acontecer!) em uma sala de aula é vida, e como evento único deveria ser compreendido em toda a sua amplitude. A reunião de pessoas é sempre um evento único, irrepetível. É uma oportunidade de crescimento para todos que se encontram envolvidos naquele palco, que na presente situação, é a sala de aula. Um professor que não mantenha uma conduta ética, vigorosa, interessada dentro desse espaço, jamais verá surgir em seu espaço de atuação uma verdadeira interação com a língua que propõe, ainda que essa língua seja a língua materna. Almeida Filho, no primeiro capítulo do seu “Dimensões Comunicativas no ensino de línguas” (pág.12) fala de desestrangeirizar a língua, ou seja, através da interação social fazer com que a ‘experiência pessoal seja rica e educacionalmente compensadora’. Para que uma interação social seja rica e educacionalmente compensadora é necessário que as pessoas envolvidas nessa interação estejam disposta a “aceitar o outro como legítimo outro na convivência” (Maturana,2002).
Tal postura requer trabalho, negociação. Estar vivo é estar atento. Professor e aluno deveriam saber que o espaço que historicamente denomina-se “sala de aula” é um palco onde os atores deveriam buscar sempre seu melhor desempenho. Pode e deve ser um espaço generoso, onde cada um é indispensável para o próprio crescimento e para o crescimento do outro. Dessa forma requer talento, empenho, disponibilidade. No momento atual, onde o mundo (des)orienta-se por valores medíocres que literal e metaforicamente visam lucro,dominação, ganâncias o espaço da sala de aula, obviamente, acaba por refletir tais valores. E assim não é raro assistirmos a apresentações de baixíssima qualidade. Pensar num espaço onde o professor atue como moderador, como regente das diversas vozes que soam no momento de sua aula é pensar num profissional (como um diretor de teatro) que busca fazer desabrochar o que cada um tem de melhor dentro de si. As competências comunicativas e as inúmera estratégias descritas por Sturm, devem ser vistas e sentidas como elementos que irão compor a apoteose, aquele momento onde após assistir o empenho de cada um na construção do espetáculo, o público quer aplaudir, agradecido. Nesse teatro do qual tratamos aqui, o público é o próprio elenco e professor e aluno são partes igualmente importantes na construção do espetáculo. Como qualquer bom espetáculo, este também não termina assim que voltamos prá casa, mas se faz parte integrante de nossa história. Se somos realmente construção constante, devemos respeitar e trabalhar para a boa realização desse espaço vital. Os momentos de encontro para a construção de nossa história, de nosso conhecimento, devem ser sentidos como momentos únicos e inapagáveis. Por isso, devem ser, sempre, verdadeiros e comprometidos. Devem refletir o comprometimento que cada um de nós tem com a própria vida e a dos demais.

Bibilografia:
ALMEIDA FILHO, José Carlos P. 'Dimensões comunicativas no ensino de línguas'-Campinas,SP:Pontes,1993.
MATURANA, Humberto. 'A ontologia da realidade' - Belo Horizonte,MG: Editora UFMG, 2002.
STURM, Luciana. 'Ensino de língua estrangeira-estratégias comunicativas' Passo Fundo:UPF editora:2001

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Replies:

[> Re: Grupo 1:Espanhol- Tarefa 3 -- Vera, 19:46:20 04/15/04 Thu [1]

Excelente pesquisa e muito relevante a citação de Maturana.
Vocês estão de parabéns.

Vera


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[> Belo Espetáculo -- Lucas, 11:42:43 04/17/04 Sat [1]

Fiquei emocionado com o espetáculo que acabei de ler. E a sala de aula é isso mesmo. E como a Vera mencionou, valeu a citação de Maturana, que Maturana deveria ser mais discutido na faculdade. Fiz uma disciplina com Cristina Magro e pude ter um contato com suas idéias, mas nunca mais vi nenhum professor discutí-lo. E suas idéias são importantíssimas para entender a linguagem e as relações entre nós.


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[> Re: Grupo 1:Espanhol- Tarefa 3 -- José Euríalo, 05:04:45 04/18/04 Sun [1]

Juliane e Carolina:

"!Buenos días!"

Valeu a pena vir aqui bisbilhotar... Gostei muito de ler o que vocês escreveram para sua "Tarefa 3". Parabéns pelo "espetáculo"! :-)

"!Gracias!"

José Euríalo.


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