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Date Posted: 19:07:27 04/30/04 Fri
Author: Sandra Cristina
Subject: Tarefa 5 - Grupo 4 - Inglês
TAREFA 5 – GRUPO 4 – INGÊS
(Deborah Bant, Sandra Cristina e José Euríalo) - 30/04/2004
APRENDENDO UMA LÍNGUA ESTRANGEIRA
Explicar como uma pessoa aprende uma segunda língua ou uma língua estrangeira tem sido o objetivo de muitas abordagens, métodos, metodologias e teorias, durante séculos, desde aquele lendário episódio bíblico da Torre de Babel, narrado no capítulo 11 do livro de Gênesis. Muitas idéias interessantes estão disponíveis sobre esse assunto, milhões de páginas foram escritas, ao longo desses anos, mas a questão continua sem resposta definitiva.
Colocando religião e fé à parte, pensamos que, a despeito de todos esses esforços e alguns avanços da Lingüística, talvez os grandes problemas que a busca de uma resposta definitiva tem a enfrentar estejam vinculados à complexidade e à imprevisibilidade inerentes ao Homem, bem como ao pequeno conhecimento que temos sobre o cérebro humano e seu funcionamento, que têm demandado sérias e caras pesquisas.
Parte do conhecimento lingüístico disponível tem ajudado as pessoas a criar ou modificar suas práticas, recorrendo a alguns procedimentos e estratégias originais para aprender ou ensinar um idioma, mas a maioria delas (apesar de sua originalidade) continua sendo uma espécie de conjunto de meras técnicas isoladas que são aplicáveis apenas em alguns contextos específicos, a grupos específicos ou, mais comumente, a uma ou outra pessoa. Assim, paradoxalmente, não são, exatamente, conhecimentos voltados para uma efetiva e eficaz prática educacional, uma vez que não podem ser generalizadas para todas as situações de aprendizagem, sob pena de falhas.
Algumas prováveis explicações para essas falhas podem residir no fato de que os seres humanos são complexos demais para serem considerados como máquinas, que processam determinados insumos para produzir determinados produtos, ou como animais, que agem dirigidos por instintos. Outra explicação provável pode ser baseada na constatação de que o processo de aprendizagem de uma segunda língua ou de uma língua estrangeira envolve, mais do que simples “treinamento”, “educação”. Esses termos têm sido, freqüentemente, usados como sinônimos, mas defendemos que “treinamento” pode implicar preparação para exercícios sem reflexão, sem racionalização (afinal, animais podem ser treinados) e pode ser algo formal, com início e término determinados, ao passo que “educação” deve ser algo permanente, sempre em processo, envolvendo valores sociais, culturais, morais, intelectuais e normas de uma sociedade às quais a pessoa deve se adequar como indivíduo e membro de uma dada sociedade que se distingue, entre outras coisas, por valores, hábitos e preconceitos compartilhados.
Como os seres humanos são, sobretudo, seres de linguagem (animais que falam), a aprendizagem de uma linguagem envolve mais do que treinamento; implica, da mesma forma que educar uma criança, educação. Então, aqui está uma questão central: como educamos nossas crianças? Será que apenas explicando-lhes como a sociedade funciona? São os pais, simultaneamente, sociólogos, antropólogos, advogados, psicólogos, políticos, administradores, etc que têm esse dever? Apenas expondo-lhes aos movimentos, à dinâmica da vida em sociedade? Pedindo-lhes que ouçam, repitam e memorizem regras e fórmulas? Conferindo-lhes notas e certificados? Providenciando para que tenham momentos de entretenimento? Definitivamente, não! Talvez os pais eduquem seus filhos trabalhando sobre suas necessidades e as exigências do pequeno grupo social a que pertencem e da sociedade em geral, guiando-os, sugerindo-lhe atitudes, partilhando amor, convicções, dúvidas, etc., mas ninguém pode prever, com segurança, os resultados desse processo. Eles são imprevisíveis, como a vida, uma vez que educação pode acontecer sem esforço consciente, sem um lar tradicional, sem uma escola formal, sem conveniências de hierarquia social ou de outra ordem, ou acontecer com tudo isso à disposição do indivíduo.
Percebemos, então, que a aprendizagem de uma segunda língua envolve vários fatores e caminhos que estão fora de nosso controle (como professores ou alunos) e que não há teoria que explique isso. Talvez haja, sim, modelos temporários que tentam estabelecer ordem na forma desorganizada, imprevisível, caótica com que aprendemos algo novo. Modelos como os que usamos para tentar camuflar a desordem e buscar uma explicação de causa e efeito para tudo, sempre, para termos uma situação menos incômoda face ao desconhecido que reside em nós mesmos.
No nosso caso, nossas trajetórias de aprendizagem da língua inglesa envolveram atividades e estratégias previstas no modelo de PAIVA (2002). Como três aprendizes, vivenciamos experiências em que a motivação, o esforço pessoal, o interesse e a participação em sala de aula e fora dela conduziram ao que aquela pesquisadora denomina de “autonomia do aprendiz”, tomado como um agente de seu próprio processo de ensino-aprendizagem. Salientamos, todos, a importância de escolas ou professores que reconheceram a importância de uma visão holística de linguagem e as peculiaridades de cada um, bem como a preocupação de conscientizar os alunos sobre seu papel e sua responsabilidade no processo de aprendizagem, visando à sua própria autonomia no uso do idioma-alvo.
Sendo, pois, processo contínuo, dinâmico e complexo que envolve tanto o contexto social quanto aspectos cognitivos, motivação, interação, compromisso/responsabilidade, esforço constante e consciência para a busca de autonomia, aprender uma segunda língua ou uma língua estrangeira, definitivamente, não é um processo linear e de resultados previsíveis. Por isso, acreditamos que o modelo teórico proposto por PAIVA (2002) é inovador e digno de atenção. Nossos movimentos, ao tentarmos aprender uma língua estrangeira, são brownianos, caóticos, e as atividades são fractais e complexas. Isso é algo incômodo e assustador para quem pretende aprender ou ensinar idiomas. Decifrar fractais é, pois, um desafio que se impõe a todos nós, estudantes e futuros professores. Exercitar nossas dúvidas, com alguns parâmetros norteadores, sem angústia extrema face ao desconhecido, é melhor do que substituí-las por várias pontes pênseis (ainda que relativamente seguras) que ligam um quase nada a um lugar nenhum, ainda que isso nos estilhace, no peito, algumas convicções, substituindo-as pela certeza da imprevisibilidade e do imponderável que é inerente a todos nós, seres humanos, animais que falam.
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Re: Tarefa 5 - Grupo 4 - Inglês -- Vera, 19:18:06 04/30/04 Fri [1]
Opa! Já li esse ótimo texto em outra mensagem.
Vera
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Re: Tarefa 5 - Grupo 4 - Inglês -- José Euríalo, 19:23:20 04/30/04 Fri [1]
A senhora o leu sim, Profª Vera, mas ele era nosso mesmo: da Cristina, da Deborah e meu; ok?! Quando eu lhe enviei mensagem sobre essa dupla postagem, a senhora já havia publicado sua observação.
Perdão! Se puder, delete esse segundo texto nosso da "tarefa 5", por favor! Na verdade, trata-se do mesmo texto, com duas alterações mínimas.
Ah, obrigado pelo generoso comentário! ;-)
José Euríalo.
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Re: Tarefa 5 - Grupo 4 - Inglês -- Vera, 19:31:27 04/30/04 Fri [1]
>A senhora o leu sim, Profª Vera, mas ele era nosso
>mesmo: da Cristina, da Deborah e meu; ok?! Quando eu
>lhe enviei mensagem sobre essa dupla postagem, a
>senhora já havia publicado sua observação.
>
Eu vi que era do mesmo grupo. Só quis brincar.
Vera
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Re: Tarefa 5 - Grupo 4 - Inglês -- José Euríalo, 19:18:49 04/30/04 Fri [1]
Profª Vera:
Postei nossa "tarefa 5" alguns minutos antes de a Sandra fazê-lo. Não pense, por isso, que não temos tido contatos, que não estejamos trabalhando em grupo. Basta um acesso ao subgrupo para esclarecer eventual dúvida.
Esssa dupla "publicação" ocorreu porque fiz duas pequeninas alterações de última hora no texto e o enviei a este Fórum quando eram 23h, horário-limite combinado com a Sandra e a Deborah via Internet. Como há algumas diferenças nos relógios dos computadores, tivemos esse contratempo (garanto-lhe que não ocorrerá de novo) que, se, por um lado, pode dar margens a dúvidas quanto ao funcionamento do grupo, por outro demonstra nossa preocupação com a entrega das tarefas no prazo estabelecido pela senhora.
Penitenciando-me (junto à senhora e aos(às) colegas) por esse lapso,
José.
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Re: Tarefa 5 - Grupo 4 - Inglês -- Vera, 19:34:07 04/30/04 Fri [1]
Não se preocupe. Como te disse, na outra mensagem, só quis brincar. Entendi que por excesso de zelo 2 pessoas do mesmo grupo postaram a tarefa. Isso acontece com freqüência.
Não fique encanado. O grupo está indo muito bem.
Vera
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Re: Tarefa 5 - Grupo 4 - Inglês -- José Euríalo, 19:44:44 04/30/04 Fri [1]
:) :) :) :) :)
Que bom!!! Vou dormir mais tranqüilo!
Que Deus continue nos abençoando!
José Euríalo.
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