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Date Posted: 19:39:28 05/07/04 Fri
Author: José Euríalo
Subject: Tarefa 6 - Grupo 3 - Inglês

TAREFA 6 – GRUPO 3 – INGLÊS
(Deborah Brant, Sandra Cristina e José Euríalo)

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O ENSINO DE GRAMÁTICA POR MEIO DE “ABORDAGEM COMUNICATIVA” EM LIVROS DIDÁTICOS DE INGLÊS

PAIVA & FIGUEIREDO (2003), em seu artigo “O ensino significativo de gramática em aulas de língua inglesa” trazem algumas interessantes e valiosas considerações sobre o ensino de gramática em uma língua estrangeira e os exemplos de atividades práticas que apresentam são realmente “significativos”. Há um ponto, porém que acreditamos merecer alguma censura, que diz respeito a livros de gramática, conforme salientamos abaixo.

Indubitavelmente, um livro de gramática é algo semelhante a uma fotografia que registra uma imagem ou uma paisagem, estaticamente, mas, perguntamos, seria possível escrever um livro dinâmico, uma espécie de gramática que fosse capaz de registrar novos fatos lingüísticos em tempo real? Definitivamente, não! As línguas modernas são o que são e apresentam certa homogeneidade em uma comunidade específica graças a alguns acordos e consensos formais e táticos aceitos ou subscritos por toda uma comunidade lingüística. Assim sendo, línguas estão vinculadas a poder, a unidade/integridade nacional, e não podem ser tão mutantes quanto a pele de um camaleão. Sem uma gramática séria e bem estruturada, sem um aparato formal, mas não tirânico para frear milhões de mudanças prováveis (às vezes elas são tão efêmeras que não merecem atenção), talvez cada país reeditasse aquele episódio bíblico do livro do Gênesis. É o que acontece, em proporções pequenas, mas freqüentemente, em alguns países africanos, onde tribos continuam fazendo uso de diferentes idiomas e dialetos. Por isso, alguma gramática normativa tem que ser ensinada em sala de aula de língua estrangeira. A difícil e esfíngica questão que se impõe é como isso deve ser feito e, então, o ainda inédito artigo de PAIVA & FIGUEIREDO (2003) é realmente valioso e vale a pena ser lido e relido, assim como aqueles textos enfeixados como “Parte I – Ensino e aprendizagem de gramática” do livro A gramática e o vocabulário no ensino de Inglês: novas perspectivas, de DUTRA & MELLO (2004, p.9-53).

Hoje em dia, há um considerável esforço, feito por professores de Inglês como língua estrangeira, no sentido de buscar novas perspectives para o ensino de gramática, uma vez que pesquisas recentes nas áreas de lingüística, educação e cognição têm demonstrado a importância de se contextualizar as regras gramaticais para se obter melhores resultados no ensino de idiomas. Essa visão está intrinsecamente vinculada a conceitos e descobertas da Lingüística Cognitiva, tais como o modelo de Langaker (1987, 1991), que DUTRA & MELLO (2004, p.60) mencionam, afirmando que esse modelo é “pautado pelo uso da linguagem; este modelo é “pautado pelo uso da linguagem; assim sendo, as únicas estruturas fonológica e semântica do qual emergem símbolos. Estes são organizados por meio de esquemas e são conectados por relações de categorização”. Assim, o ensino de gramática não pode se restringir a algumas regras isoladas que um aluno deve memorizar, sem refletir sobre seus usos em contextos reais, isto é, a gramática, no ensino de língua estrangeira, não deve ser ensinada, sistematicamente ou mecanicamente, pois linguagem é um elemento que segue as transformações sociais, sendo algo dinâmico que evolui com o tempo e não permanece intacta enquanto a sociedade muda. Sociedade esta que está sempre produzindo novas coisas, mudando valores, enfrentando desafios e necessitando de pessoas que devem produzir, não apenas reproduzir linguagem.

Pelo que nos consta, a maioria dos livros que se afirmam baseados na “abordagem comunicativa” não é comunicativa realmente. Seus autores (e/ou suas editoras) usam essa ‘etiqueta’, mas continuam abordando métodos, abordagens e estratégias tradicionais para ensinar idiomas. Talvez uma das razões pelas quais eles usam, freqüentemente, aqueles exercícios de “complete as lacunas”, “complete as sentenças”, “verdadeiro ou falso”, e assim por diante, possa ser atribuída ao fato de que esses são mais fáceis de serem corrigidos, mais simples para ambos: professor e aluno, preguiçosos ou incompetentes.

A verdadeira “abordagem comunicativa”, porém, exige alguns esforços extras e apresenta desafios para profissionais e aprendizes da língua (ambos: professor e aluno). Responder uma questão significativa / comunicativa envolve “background”, itens ensinados, criatividade, tendência à autonomia, por exemplo. Corrigir um exercício baseado nessa abordagem também demanda tempo e conhecimento adicionais, diálogo, disposição para ler e escrever, expor-se e aceitar o novo, o inesperado, as peculiaridades próprias de examinador e de examinados, bem como competência lingüística para avaliar habilidades e corrigir erros e deslizes, considerados como itens inerentes a qualquer processo de aprendizagem. Isso exige, entre outras coisas, preparação, planos de aulas cuidadosamente preparados, e, em nossos dias, é difícil incorporar algumas descobertas da Lingüística à prática de ensino, porque, além das idéias e práticas já fossilizadas, existe a pressão exercida por autoridades educacionais que parecem estar mais vinculadas a metas financeiras do que educacionais.

Os que analisamos podem nos dar uma idéia acerca da eficácia e eficiência de alguns livros baseados na abordagem comunicativa, mas uma pesquisa mais confiável, com corpus maior, deveria ser realizada para se reforçar a importância dessa abordagem para o processo de ensino-aprendizagem de língua estrangeira e mostrar-nos um quadro mais bem-definido quanto a essa questão. Assim, acrescentamos a este texto algumas observações sobre as breves análises que, apesar de nossas limitações instrumentais, metodológicas e de tempo, realizamos.

Livro - breve análise conduzida por Sandra Cristina
PENNINGTON, Martha C. (Editor). New Ways in Teaching Grammar. Teachers of English to Speakers of Other Languages, Inc. (TESOL): Alexandria, 1995.

Encontrar um bom livro escrito com base na abordagem comunicativa não foi uma tarefa fácil. Alguns professores do CENEX/FALE/UFMG, quando solicitados a indicarem um livro “comunicativo” declararam que a maioria daqueles que se pretendem escritos sob essa orientação não o são, absolutamente. De acordo com esses professores, a maioria deles traz aquelas atividades típicas de “complete as lacunas com o verbo na forma correta (ou com a palavra correta)”, com sentenças pouco ou nada interessantes e sem relação com o cotidiano dos estudantes.

O livro New ways in teaching grammar”, by PENNINGTON, porém, é diferente. Foi exclusivamente elaborado para o ensino de gramática, como uma parte de uma série que traz outros volumes para o ensino das quatro habilidades, bem como vocabulário. Para resumir, cada uma de suas unidades tem um ponto gramatical para ser trabalhado e procedimentos para alcançar os objetivos propostos. Além disso, traz formas lúdicas para ensinar gramática via trabalho interativo dos alunos, tornando o conteúdo mais significativo para eles, à medida que se envolvem em atividades que requerem sua performance na língua-alvo, produzindo linguagem de forma contextualizada. Trata-se de um livro que não traz considerações teóricas, mas, se o professor que optar por trabalhar com esse material for um pesquisador, não terá dificuldades.

Livro 2 - breve análise conduzida por Deborah Brant
MCHUGH, Madeline. File upper intermediate - student’s book. London: Richmond Publishing House, 1996.

File aborda a gramática de uma forma muito interessante, uma vez que em cada uma de suas unidades o aluno usa, ao realizar as atividades propostas, alguns aspectos gramaticais, sem que eles sejam mencionados como tais, mas, ao fim da unidade, há uma parte intitulada “Grammar File”, na qual os aspectos gramaticais usados pelos alunos são elicitados, nomeados e explicados. Apresenta exercícios que envolvem preenchimento de lacunas, elaboração de frases, entre outros. Consideramos essa uma boa estratégia, mas pensamos que, para que esses exercícios gramaticais sejam utilizados para a aprendizagem de forma efetiva, é importante que haja interferência do professor, para promover motivação dos alunos para a aquisição desses novos aspectos gramaticais. Assim sendo, consideramos que esse livro não é totalmente “comunicativo”, se tomamos por base as proposições que PAIVA & FIGUEIREDO (2003) expõem em seu artigo.

Livro 3 – breve análise conduzida por José Euríalo
RICHARDS, Jack C. et alii. New Interchange: English for international communication. Student book 2A. Cambridge (UK): Cambridge University Press, 1999.

O livro acima mencionado é considerado, por seus editores, como “comunicativo”, e ele efetivamente o é, mas daquele tipo denominado de “versão fraca” por DUTRA & MELLO (2004, p.14), uma vez que, internamente, suas lições apresentam traços que são próprios de outros métodos e abordagens.

Esse livro didático é bom (já trabalhamos com ele), no que diz respeito à sua abordagem gramatical, uma vez que trabalha com aspectos gramaticais sem mencionar, direta e explicitamente, as regras, mas em contextos, levando em conta eventuais informações prévias que os alunos têm sobre o assunto abordado ou o idioma-alvo e com foco nas quatro habilidades lingüísticas básicas. Ele apresenta “controlled drills”, seguidos por “meaningful drills”, por “guided meaningful practice”, “free sentence production” and “discourse composition”, mas oportuniza aos alunos mais “controlled” do que “meaningful drills” e seu livro de exercícios apresenta apenas e tão-somente “controlled drills”, em atividades muito objetivas, lingüisticamente pouco produtivas. Ele falha também se considerarmos os exercícios propostos para a sua unidade 8 (a que analisamos), que traz apenas simples exercícios baseados em “complete the sentence” e “complete the crossword puzzle”. Apesar dessas falhas, a forma pela qual File aborda aspectos gramaticais é bem balanceada quanto a foco na comunicação —“foco-na-forma” e “foco-na-comunicação” (veja DUTRA, 2004)—, uma vez que ele traz atividades de leitura e escuta similares às de situações reais (autênticas) para contextualizar a gramática. Ademais, algumas de suas atividades encorajam os alunos a realizar trabalhos em pares ou grupos e a praticar aspectos gramaticais, e o autor faz, muito freqüentemente, uso da estratégica de indução para aprendizagem, ao fornecer aos alunos modelos de conversas gravadas em contextos reais, para que possam, a partir delas, inferir regras gramaticais.

Levando em consideração essas análises e observações, é imperativo registrar que o ensino de gramática, em um curso de Inglês, seria muito mais eficaz e comunicativo se fosse baseado em procedimentos cujos objetivos fossem a produção de linguagem, levando os estudantes ao envolvimento e à interação contínua, uma vez que em um ambiente com esses componentes eles teriam mais oportunidades para usos reais de linguagem. Isso não significa que regras não poderiam ser ensinadas. Elas podem ser ensinadas de forma implícita ou explícita. O que realmente importa é tornar os estudantes cientes de que gramática é algo importante e significativo para eles, e não um assunto que eles são obrigados e saber de cor, mas um conjunto de regras que eles podem internalizar utilizando-as em situações cotidianas de suas vidas.

Na verdade, temos percebido que alguns livros bem-escritos baseados na “abordagem comunicativa” têm sido utilizados em alguns cursos livres de idiomas, mas raramente em escolas públicas. Assim sua produção e sua venda parecem ser menos encorajadas, uma vez que a maioria dos professores de línguas continua procurando por livros mais “fáceis”, que demandam menos esforços de comunicação. Assim, muito freqüentemente, “communicative” é apenas um rótulo, uma etiqueta para marketing, como as que muitas pessoas usam em nossa moderna, caleidoscópica e, de certa forma, vazia sociedade, cujos valores têm sido tão alterados quanto a pele de um camaleão. Alguns livros tidos como “comunicativos”, baseados na “abordagem comunicativa” são algo como travestis de verdadeiros materiais comunicativos. O que é encorajador, hoje, é que as perspectivas têm mudado um pouco quanto ao ensino de idiomas e que a “abordagem comunicativa” vem ocupando, gradativamente, o lugar que lhe compete na área de ensino/aprendizagem de língua estrangeira no Brazil.

Bibliografia

DUTRA, Deise Prina & MELLO, Heliana. Os caminhos do ensino de gramática em línguas estrangeiras. In: _________. DUTRA, Deise Prina & MELLO, Heliana. (Orgs.). A gramática e o vocabulário no ensino de Inglês: novas perspectivas. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, POSLIN, 2004. p. 9-15. (Estudos Lingüísticos, 7)

DUTRA, Deise Prina. A metalinguagem e o sistema pedagógico do professor. In: DUTRA, Deise Prina & MELLO, Heliana. (Orgs.). A gramática e o vocabulário no ensino de Inglês: novas perspectivas. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, POSLIN, 2004. p.17-39. (Estudos Lingüísticos, 7)

GIL, Glória. Foco-na-forma e foco-na-comunicação: dois focos complementares. In: DUTRA, Deise Prina & MELLO, Heliana. (Orgs.). A gramática e o vocabulário no ensino de Inglês: novas perspectivas. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, POSLIN, 2004. p. 41-53. (Estudos Lingüísticos, 7)

MCHUGH, Madeline. File upper intermediate - student’s book. London: Richmond Publishing House, 1996.

MELLO, Heliana. O ensino de gramática de línguas estrangeiras: uma perspectiva da Lingüística Cognitiva. In: DUTRA, Deise Prina & MELLO, Heliana. (Orgs.). A gramática e o vocabulário no ensino de Inglês: novas perspectivas. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, POSLIN, 2004. p.55-67. (Estudos Lingüísticos, 7)

PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira e & FIGUEIREDO, Francisco José Quaresma de. O ensino significativo de gramática em aulas de língua inglesa, Belo Horizonte, 2003. (Unpublished – site: http://www.veramenezes.com/gramatica.htm - accessed on May 5, 2004)

PENNINGTON, Martha C. (Editor). New ways in teaching grammar. Teachers of English to Speakers of Other Languages, Inc. (TESOL): Alexandria, 1995.

RICHARDS, Jack C. et alii. New Interchange: English for international communication. Student book 2A. Cambridge (UK): Cambridge University Press, 1999.

RICHARDS, Jack C. et alii. New Interchange: English for international communication. Work book 2A. Cambridge (UK): Cambridge University Press, 1999.

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Replies:

[> Re: Tarefa 6 - Grupo 3 - Inglês -- Sergio Borges, 20:57:31 05/07/04 Fri [1]

Wie geth,

Gostei do trabalho de vocês... fizerama análise de 3 livros diferentes, cada um do ponto de vista seu e do autor.
José.. sinceramente, esperava uma análise de algum livro do alemão mas como seu grupo é inglês, depois conversamos sobre isto.


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[> [> Re: Tarefa 6 - Grupo 3 - Inglês -- José Euríalo, 09:52:34 05/08/04 Sat [1]

Was nun, Sérgio? :)

Danke schön für deine Kommentar und Lob! Das tut einem wohl!

Meus conhecimentos de Alemão ainda são muito incipientes, como você bem sabe! Até que seria muito, muito interessante discutir sobre gramática e ensino de Alemão, mas ainda não tenho competência para tanto. Além disso, a Marianna trancou matrícula desta disciplina. Nosso grupo tem funcionado muito bem, mas a saída dessa colega foi uma perda, uma pena...

Vou ler seu texto amanhã; ok?! É muito bom saber que há colegas que lêem e comentam nossos textos. Eu lhe agradeço, em meu nome e em nome da Deborah e da Sandra.

!Qué Dios te bendiga! (Especialmente si tú mi ayhudares en mi collección, puesto que aún no he logrado encontrar las monedas brasileñas de 5 centavos, 50 centavos e 1 real del año 2004.) ;-) Eso es un absurdo y casi una herejía;
?no es verdad?

Der Frieden sei mit dir! Immer!

José.


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[> Re: Tarefa 6 - Grupo 3 - Inglês -- Vera, 21:19:15 05/07/04 Fri [1]

A tarefa de vocês,como sempre, está excelente. Não resisto e vou comentar a provocação (no bom sentido)sobre nossa reflexão sobre a gramática normativa. Nós não somos contra a sua utilização, mas não pode ser uma coisa cega, pois a língua não é um produto acabado, mas um processo em constante mutação. Veja, por exemplo, o uso de auxiliares do/does para perguntas. Veja o que diz uma gramática e assista filmes. Vocês verão que nem sempre se usam auxiliares para perguntas e nem por isso os enunciados são considerados errados ou não aceitáveis. Assim a gramática normativa deve ser uma referência, mas não uma bíblia, na minha opinião.


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[> [> Re: Tarefa 6 - Grupo 3 - Inglês -- José Euríalo, 10:00:30 05/08/04 Sat [1]

Professora Vera Menezes:

Seu comentário nos lisonjeia. Muito obrigado! É confortador saber que a senhora realmente lê os textos e tece comentários sérios sobre eles, elogiando ou censurando alguns pontos, pedindo esclarecimento quanto a outros, etc.

Com relação àquela questão sobre o uso da gramática normativa, vou reler o trecho de seu texto que foi motivo daquela nossa "provocação" e, oportunamente, voltarei ao assunto.

Obrigado,

José Euríalo.


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