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Date Posted: 02:59:51 11/21/04 Sun
Author: Micheline Marra de Lima
Subject: Re: complexidade
In reply to: Soraia Aley 's message, "Re: complexidade" on 08:08:15 11/18/04 Thu

Colegas e professora Vera,

No texto `Autonomia e Complexidade` de PAIVA - p.10, temos a narrativa 10 de Isabel, a aluna da FALE que detesta ingles por ser uma lingua dos dominantes, mas faz porque reconhece sua importancia. A autora coloca `Ela afirma que nao faz nada para aprender, mas a simples decisao de se matricular em um curso demonstra sua capacidade de fazer escolha, o que evidencia um certo grau de autonomia`.
Sei que quando a autora usa o termo ` um certo grau de autonomia`, este grau eh pequeno. Entretanto, sera que isto pode ser realmente considerado autonomia??
A aluna estuda ingles porque eh obrigada pelo sistema, ou seja, ela sabe que para conseguir um emprego bom hoje, precisa saber ingles. Como ela mesma fala, se ela quer ser uma pessoa cidada no mundo, ela TEM que estudar ingles.
Para mim, isso eh uma necessidade tao grande que ela tem, que eh imposta pelo sistema social, que faz com que ela se enquadre.
Ou sera que realmente isto pode ser considerado como autonomia? Eu, sinceramente, nao vejo isso como algum grau de autonomia.
O que os colegas e, principalmente, a professora, tem a me dizer sobre isso?

Micheline


>Olá Vera, Luciana e Monica,
>
>o relato de vocês tem tudo a ver especialmente no que
>Mônica diz sobre a motivação intrinseca. A minha
>aprendizagem de língua estrangeira também tem tudo a
>ver com a motivação. Tinha poucos recursos, escola
>pública, tinha muita dificuldade, quase nenhum input
>pois nem TV na minha casa tinha, mas a minha vontade
>de aprender com os poucos recursos que tinha era muito
>grande. Acredito muito também na motivação extrinseca
>pois já tive experiência de alunos que não gostavam de
>aprender, que diziam que odiavam o inglês mas que
>conseguiram mudar essa opinião. Quando o professor faz
>a sua parte, aplicando atividades motivadoras, dando
>opções de escolha para eles (muitas vezes tem que dar
>limite senão eles só querem ouvir música, ou fazer
>jogos ou ir para o computador.), acredito que aprendam
>ou procuram métodos ou maneiras para desenvolver a
>aprendizagem autônoma. O aluno tem um papel primordial
>na aprendizagem mas o professor também tem o seu
>papel. Se ele acredita no que ensina, na importância
>que a língua exerce como mudança de significado de
>vida, com certeza passa para os alunos. Quanto a
>complexidade, a autonomia é sem dúvida um processo
>altamente complexo, muitas questões (que já foram
>discutidas aqui)têm que ser levadas em consideração.
>
>Um abraço,
>Soraia.
>
>
>Olá Vera e colegas,
>>
>>Gostaria de compartilhar com vocês a minha experiência
>>inicial de aprendizagem do inglês. Estudei no final de
>>70 e início de 80. A professora ignorava totalmente a
>>função comunicativa da língua, uma das razões, por ela
>>mesma não saber comunicar na língua alvo. Mesmo o
>>ensino de estruturas era falho, era dado de forma
>>mecânica, sem qualquer contextualização ou preocupação
>>com o significado. Eu queria aprender mais, contava
>>com a motivação intrínseca, mas os únicos recursos de
>>que eu me dispunha na época para estudar
>>autonomamente, eram uns poucos livros de graded
>>readers, e música que eu ouvia, acompanhava com a
>>letra e repetia incansavelmente. Procurava, também,
>>sempre empregar as estruturas que aprendia em
>>sentenças que formulava mentalmente, ou por escrito,
>>usando a minha realidade para fazer sentido. Posso
>>afirmar que consegui um considerável progresso,
>>considerando os recursos disponíveis e apesar de não
>>ter nenhuma orientação, não ter consciência de uso de
>>estratégias ou do processo de aprendizagem.
>>Concluindo, creio que a motivação e a vontade de
>>aprender foram os principais fatores que impulsionaram
>>a minha modesta experiência de autonomia. Se tivesse
>>os recursos disponíveis hoje, teria com certeza uma
>>história de sucesso de aprendizagem autônoma.
>>Atrevo-me a dizer, por tudo que já lemos até agora,
>>que toda a complexidade da autonomia pode ser
>>superada, trabalhada se houver verdadeira motivação
>>dos envolvidos no processo.
>>
>>Um abraço,
>>Senhorinha Mônica
>>
>>
>>
>>
>>
>>>Como vocês avaliam a proposta de se ver a autonomia
>>>como um sistema complexo. Vocês teriam algum exemplo
>>>nas próprias histórias que corroborassemo que
>>proponho?
>>>
>>>Fiquem à vontade para fazer qualquer crítica. Façam
>de
>>>conta que não conhecem a autora.
>>>
>>>Abraço,
>>>
>>>Vera

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