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Date Posted: 11:55:16 11/21/04 Sun
Author: Soraia Aley
Subject: Re: complexidade
In reply to: Micheline Marra de Lima 's message, "Re: complexidade" on 02:59:51 11/21/04 Sun

Micheline,

acredito que esta aluna a que você se refere, tomou a atitude de se matricular em um curso de inglês. Segundo PAIVA(2004,inédito)"attitude ... is one of the factors that might interfere positively in one´s autonomy". Mas em seguida, PAIVA (2004, inédito)acrescenta que "willingness to learn is a central component of autonomy ...and metacognitive strategies, which I consider of paramount importance to support learners´ autonomy.". Tomando como referência esta fala de PAIVA(2004,inédito)considero que esta aluno não deverá ser considerada autônoma pois ela não apresenta o verdadeiro "desejo" de aprender línguas.
O que você acha? Estou errada? Dê a sua opinião?

Soraia.



>Colegas e professora Vera,
>
>No texto `Autonomia e Complexidade` de PAIVA - p.10,
>temos a narrativa 10 de Isabel, a aluna da FALE que
>detesta ingles por ser uma lingua dos dominantes, mas
>faz porque reconhece sua importancia. A autora coloca
>`Ela afirma que nao faz nada para aprender, mas a
>simples decisao de se matricular em um curso demonstra
>sua capacidade de fazer escolha, o que evidencia um
>certo grau de autonomia`.
>Sei que quando a autora usa o termo ` um certo grau de
>autonomia`, este grau eh pequeno. Entretanto, sera que
>isto pode ser realmente considerado autonomia??
>A aluna estuda ingles porque eh obrigada pelo sistema,
>ou seja, ela sabe que para conseguir um emprego bom
>hoje, precisa saber ingles. Como ela mesma fala, se
>ela quer ser uma pessoa cidada no mundo, ela TEM que
>estudar ingles.
>Para mim, isso eh uma necessidade tao grande que ela
>tem, que eh imposta pelo sistema social, que faz com
>que ela se enquadre.
>Ou sera que realmente isto pode ser considerado como
>autonomia? Eu, sinceramente, nao vejo isso como algum
>grau de autonomia.
>O que os colegas e, principalmente, a professora, tem
>a me dizer sobre isso?
>
>Micheline
>
>
>>Olá Vera, Luciana e Monica,
>>
>>o relato de vocês tem tudo a ver especialmente no que
>>Mônica diz sobre a motivação intrinseca. A minha
>>aprendizagem de língua estrangeira também tem tudo a
>>ver com a motivação. Tinha poucos recursos, escola
>>pública, tinha muita dificuldade, quase nenhum input
>>pois nem TV na minha casa tinha, mas a minha vontade
>>de aprender com os poucos recursos que tinha era muito
>>grande. Acredito muito também na motivação extrinseca
>>pois já tive experiência de alunos que não gostavam de
>>aprender, que diziam que odiavam o inglês mas que
>>conseguiram mudar essa opinião. Quando o professor faz
>>a sua parte, aplicando atividades motivadoras, dando
>>opções de escolha para eles (muitas vezes tem que dar
>>limite senão eles só querem ouvir música, ou fazer
>>jogos ou ir para o computador.), acredito que aprendam
>>ou procuram métodos ou maneiras para desenvolver a
>>aprendizagem autônoma. O aluno tem um papel primordial
>>na aprendizagem mas o professor também tem o seu
>>papel. Se ele acredita no que ensina, na importância
>>que a língua exerce como mudança de significado de
>>vida, com certeza passa para os alunos. Quanto a
>>complexidade, a autonomia é sem dúvida um processo
>>altamente complexo, muitas questões (que já foram
>>discutidas aqui)têm que ser levadas em consideração.
>>
>>Um abraço,
>>Soraia.
>>
>>
>>Olá Vera e colegas,
>>>
>>>Gostaria de compartilhar com vocês a minha
>experiência
>>>inicial de aprendizagem do inglês. Estudei no final
>de
>>>70 e início de 80. A professora ignorava totalmente a
>>>função comunicativa da língua, uma das razões, por
>ela
>>>mesma não saber comunicar na língua alvo. Mesmo o
>>>ensino de estruturas era falho, era dado de forma
>>>mecânica, sem qualquer contextualização ou
>preocupação
>>>com o significado. Eu queria aprender mais, contava
>>>com a motivação intrínseca, mas os únicos recursos de
>>>que eu me dispunha na época para estudar
>>>autonomamente, eram uns poucos livros de graded
>>>readers, e música que eu ouvia, acompanhava com a
>>>letra e repetia incansavelmente. Procurava, também,
>>>sempre empregar as estruturas que aprendia em
>>>sentenças que formulava mentalmente, ou por escrito,
>>>usando a minha realidade para fazer sentido. Posso
>>>afirmar que consegui um considerável progresso,
>>>considerando os recursos disponíveis e apesar de não
>>>ter nenhuma orientação, não ter consciência de uso
>de
>>>estratégias ou do processo de aprendizagem.
>>>Concluindo, creio que a motivação e a vontade de
>>>aprender foram os principais fatores que
>impulsionaram
>>>a minha modesta experiência de autonomia. Se tivesse
>>>os recursos disponíveis hoje, teria com certeza uma
>>>história de sucesso de aprendizagem autônoma.
>>>Atrevo-me a dizer, por tudo que já lemos até agora,
>>>que toda a complexidade da autonomia pode ser
>>>superada, trabalhada se houver verdadeira motivação
>>>dos envolvidos no processo.
>>>
>>>Um abraço,
>>>Senhorinha Mônica
>>>
>>>
>>>
>>>
>>>
>>>>Como vocês avaliam a proposta de se ver a autonomia
>>>>como um sistema complexo. Vocês teriam algum exemplo
>>>>nas próprias histórias que corroborassemo que
>>>proponho?
>>>>
>>>>Fiquem à vontade para fazer qualquer crítica. Façam
>>de
>>>>conta que não conhecem a autora.
>>>>
>>>>Abraço,
>>>>
>>>>Vera

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Replies:

  • Re: complexidade -- Vera Lúcia Menezes de Oliveira e Paiva, 12:48:07 11/21/04 Sun
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