VoyForums
[ Show ]
Support VoyForums
[ Shrink ]
VoyForums Announcement: Programming and providing support for this service has been a labor of love since 1997. We are one of the few services online who values our users' privacy, and have never sold your information. We have even fought hard to defend your privacy in legal cases; however, we've done it with almost no financial support -- paying out of pocket to continue providing the service. Due to the issues imposed on us by advertisers, we also stopped hosting most ads on the forums many years ago. We hope you appreciate our efforts.

Show your support by donating any amount. (Note: We are still technically a for-profit company, so your contribution is not tax-deductible.) PayPal Acct: Feedback:

Donate to VoyForums (PayPal):

Login ] [ Contact Forum Admin ] [ Main index ] [ Post a new message ] [ Search | Check update time | Archives: [1]234 ]


[ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ]

Date Posted: 03:16:05 11/21/04 Sun
Author: Micheline Marra de Lima
Subject: Re: complexidade
In reply to: Marisa 's message, "Re: complexidade" on 13:37:31 11/18/04 Thu

Profa.Vera e colegas,

Achei super interessante no texto da complexidade, o trecho da pagina 11 - `Se, por um lado, podemos culpar o professor por nao dar ao aprendiz um ensino de qualidade, por outro, nao podemos deixar de ver ambos como vitimas das relacoes de poder. O professor mal formado eh ele proprio vitima de curriculos inadequados, vitima de sua situacao economica, vitima de um contexto desfavoravel que nao lhe da acesso a falantes ou a tecnologias que possam compensar essa ausencia de contato com uma comunidade de pratica em lingua estrangeira. Sem o dominio de sua ferramenta basica, fica dificil a qualquer pessoa exercer sua profissao com competencia`.
Acho que nenhum outro autor que ja lemos ate hoje no curso, coloca essa questao do professor de maneira tao clara e bem argumentada. Enquanto alguns colocam a responsabilidade inteiramente no aprendiz - responsavel por seu proprio processo de aprendizagem - aqui tanto professor, quanto aprendiz sao colocados como vitimas das relacoes de poder. Isso nos da, ate mesmo um certo alivio. Claro, nao uma desculpa para nos justificar para sermos maus professores. Nao eh isso, nao me entendam mal. O que quero reafirmar eh que, principalmente em escolas publicas, nao ha muitos recursos, nao ha curriculos adequados, a situacao economica da escola, do professor e do aluno eh dificil, e nao ha um contato com uma comunidade de pratica em lingua estrangeira. Em cursinhos, e escolas particulares, como a situacao economica eh melhor, pode=se ter acesso a TV a cabo, sky, revistas estrangeiras, filmes, fitas, DVD... etc..

Concluindo, nos, professores, e alunos somos vitimas da situacao da relacao de poder, mas nao podemos que esse papel permaneca assim, cruzamos os bracos e aceitamo-nos no papel de vitimas. Podemos reverter esta situacao - eh algo complexo, requer tempo, estudo, conhecimento, aceitacao, adequacao, mas nao eh impossivel.
Entao, maos a obra. Revolucao!!

Abraco a todos.

Micheline

>
>No meu ponto de vista, a autonomia é tão complexa
>quanto a aprendizagem de línguas. Durante a leitura do
>texto, achei interessante a relação entre autonomia e
>aprendizagem, e a idéia de que a aprendizagem é
>complexa, ilustrada pela citação de Lorensen (2002):
>
>Education is an uncertain endeavor. Not only is it
>difficult to exactly predict what will happen in the
>class each day, it is nearly impossible to ascertain
>what the best course of education for any given person
>or class may be. The reasons for this are simple.
>Education is connected to the rest (sic) universe and
>as such is fully subject to the chaos that naturally
>exists in reality.
>
>As semelhanças são inúmeras e a experiência que eu
>tenho como aprendiz autônoma ocorreu justamente quando
>aprendi inglês. No início eu não gostava nem um pouco
>de ir às aulas. Aos poucos, passei a gostar tanto (
>não sei o que me fez mudar de idéia ao certo) que não
>queria mais parar. Não era só motivação instrínseca,
>era tudo junto. Gostava dos professores, da língua em
>si, da cultura, das músicas, tinha uma certa
>facilidade, tirava notas boas, e cada vez mais ficava
>estimulada a continuar aprendendo. Estudava em casa,
>recorria à livros diversos, ouvia música, fazia
>exercícios de gramática... Acredito que tenha sido
>autônoma em alguns momentos da minha aprendizagem não
>só de línguas, mas em tudo que aprendi. Eu geralmente
>buscava aprender por mim mesma quando não achava
>ninguém que pudesse me ajudar, mas confesso que minha
>referência era sempre o professor. Atualmente por
>exemplo, se quero saber de algo que eu desconheço, eu
>recorro à Internet.
>
>Tenho uma dupla de alunos particulares que estão muito
>empolgados com o fato de estarem estudando inglês.
>Eles querem muito mais coisas para fazerem fora da
>sala de aula, e me pedem orientação. Ontem um deles me
>disse todo contente que assistiu 10 minutos de filme
>em DVD com legenda em inglês e entendeu boa parte dos
>diálogos. Ele me pareceu bem estimulado a continuar
>fazendo isso e disposto a experimentar outros contatos
>com o inglês fora da sala de aula. Procuro orientá-los
>com o que já vimos nesta disciplina e em outras
>leituras que estou fazendo ( peguei na biblioteca
>Szabó e Ellis & Sinclair). Acredito que os nossos
>trabalhos finais nos darão mais idéias boas para serem
>aplicadas em sala de aula.
>
>Abraços,
>
>Marisa
>
>
>>Como vocês avaliam a proposta de se ver a autonomia
>>como um sistema complexo. Vocês teriam algum exemplo
>>nas próprias histórias que corroborassemo que
>proponho?
>>
>>Fiquem à vontade para fazer qualquer crítica. Façam de
>>conta que não conhecem a autora.
>>
>>Abraço,
>>
>>Vera

[ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ]


Replies:


[ Contact Forum Admin ]


Forum timezone: GMT-8
VF Version: 3.00b, ConfDB:
Before posting please read our privacy policy.
VoyForums(tm) is a Free Service from Voyager Info-Systems.
Copyright © 1998-2019 Voyager Info-Systems. All Rights Reserved.