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Date Posted: 03:30:07 11/21/04 Sun
Author: Micheline Marra de Lima
Subject: Re: complexidade
In reply to: Flávia Azeredo 's message, "Re: complexidade" on 17:40:08 11/18/04 Thu

Flavia,

Que coisa interessante! Tive a mesma experiencia que voce nos relatou. Nos textos anteriores, tambem nao conseguia me ver como realmente uma aprendiz autonoma. No entanto, com este texto da Professora Vera Paiva, esta semana, depois de todas as analises daquelas narrativas, comecei a identificar todas as minhas atitudes enquanto aluna aprendiz, quando estudava idiomas. Lembro-me, que quando eu tinha 13, 14 anos.. comprei aquela gramatica do Raymond Murphy - Grammar in Use Intermediate . Sentava-me, e ficava horas e horas, lendo e fazendo os exerciciso. Hoje, penso, que adolescente que faz isso hoje em dia? Sao poucos dos meus alunos que nao fazem isso a nao ser que o professor peca. Acho que isso foi uma atitude de um aprendiz autonomo. Quando eu estudei frances, foi a mesma coisa - eu fazia copias, comprava livros, estudava a gramatica do Bescherelle. Quando estudei espanhol, tambem a historia se repetiu. Faziamos eu e minha irma na mesma sala, meu professor era otimo. Eu estava super entusiasmada e eramos responsaveis por nossa aprendizagem tambem, sentiamos isso.
Entretanto, quando estudei italiano, a historia nao foi a mesma. E tudo por causa de professor. Sempre trabalhei na media de 14 horas por dia. Entao, de 2a a 6a , trabalhava dentro desta jornada. No sabado, dava aula de 8 da manha as 5 da tarde. Estudava italiano as 6 h da tarde aos sabados. Ou seja, eu fazia um esforco tremendo para estudar. Mas, minha professora era sem sal, nao nos dava motivacao alguma, falava em portugues o tempo todo, traduzia, nao se lembrava de quase nenhuma palavra que perguntavamos a ela. ... Isso foi me desmotivando. Mas, a gota final foi quando eu sugeri a ela a falar em italiano conosco durante as aulas, explicar em italiano, usar menos o portugues, usa-lo apenas quando necessario. Ela virou para mim e disse `Mas se eu falar em italino, voces nao vao entender.` Pronto. Isso para mim bastou. Nao acreditava que um professor de idiomas estava falando que nao poderia usar a lingua alvo para lecionar porque senao, o aluno nao entenderia. Ai, parei meu curso.

Muito interessante como o texto me fez fazer uma analise retrospectiva de mim mesma enquanto aluna de idiomas.
Obrigada pela oportunidade, Vera.

Colegas, como vimos pela minha experiencia, o professor pode ajudar o aluno a construir seu processo de aprendizagem, como poda-lo completamente. Pois, depois disso, nunca mais tive interesse em estudar italiano novamente.. Pena...

Abraco a todos. Bom final de semana.

Micheline

>
> Olá Vera e pessoal,
>
> Desconsiderando que a autora e a professora, achei
>seu texto muito bom. A proposta teorica está muito bem
>fundamentada e amparada na literatura. Suas
>argumentações me parecem bem fortes. E o texto está
>muito gostoso de ler. Espero que vc o publique rápido
>e tenho certeza que vai ter muita repercussão, se
>prepare.
>
> Na minha vida de aprendiz de língua tive experiências
>com diferentes abordagens e metodos de ensino, como o
>seu exemplo do metodo direto, dos drills e outros bem
>similares as da Marisa. O que pra mim muitas vezes
>parecia um caos, tantas mudanças, e nada de atingir o
>que queria. Continuava tirando notas boas, estudava
>muito, mas nada de falar. Ai comecei a fazer
>experimentos comigo mesma. Gravava minhas falas,
>inventava dialogos sozinha, todo que conversava com
>meus irmãos em casa respondia primeiro em inglês,
>dormia ouvindo speak-up e as fitas dos livros que um
>amigo copiava secretamente pra mim. Confesso que
>muitas vezes fiquei desistimulada, quando chegava toda
>feliz pra contar a professora o que estava fazendo e
>ela me jogava um balde de água fria. Mas queria tanto
>"ser chique" tinha (uns 15/16 anos) pra ir ao cinema
>com minhas amigas e nem ler as legendas, que continuei
>tentanto. Acho que funcionou.
>
>No entanto, pelas definiçõs de autonomia apresentadas
>nos textos anteriores, eu nunca me classificaria como
>um aprendiz autonomo. A sua proposta me convenceu.
>
>Um abraço, Flávia

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Replies:

  • Re: complexidade -- José Euríalo, 07:06:21 11/21/04 Sun
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