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Date Posted: 14:09:55 09/12/04 Sun
Author: José Euríalo
Subject: Re: Ser Autônomo
In reply to: Micheline Marra de Lima 's message, "Re: Ser Autônomo" on 18:00:58 09/07/04 Tue

Micheline:

Entendo que o aprendiz autônomo se importa, e muito, com esse "feedback" nada construtivo (esse "nada construtivo" não seria recebido como isso para ele -o aprendiz autônomo)! Conforme assinalam BREEN & MANN (1997, p.135, que você mesma mencionou), sua capacidade metacognitiva "allows the autonomous learner the possibility of making constructive use of any offered feedback".

Lembro-me de um colega do curso de Física da UFV. Um dia, esse colega disse ao professor (que ainda hoje leciona naquela universidade), cheio de títulos, recém-chegado de pós-doutorado feito no Canadá, mas didaticamente incompetente, que suas aulas eram pouco produtivas, que a turma não entendia o que ele tenta explicar (matrizes, em Ciência dos Computadores II), etc. O professor, revoltado, disse que ele estava blefando, que não tinha base para o curso, que deveria trancar a matrícula na disciplina, etc. O aluno recorreu ao colegiado (sem o resultado esperado) e, na aula seguinte, interpelado pelo professor sobre a razão de ter voltado às suas aulas, disse que só freqüentaria o suficiente para evitar reprovação por faltas, que estudaria em casa e que terminaria o curso com conceito A. Foi o que aconteceu: nota 91. Hoje, esse ex-colega é analista de sistemas de uma grande empresa e leciona Física em uma faculdade. O citado professor, apesar de aquele "feedback" (que ele recebeu como não-construtivo e até desrespeitoso) ter sido referendado não só por nossa turma, mas também por outras, ao longo dos anos, continua didaticamente medíocre, pois não gosta de lecionar (seu “negócio” é pesquisa).

Para mim, isso referenda as pequenas certezas de que o ser humano é complexo e de que os traços de personalidades são únicos e trazem possibilidades imensas, imprevisíveis. Por isso, talvez, toda vez que pensamos em alterar os rumos de um processo tradicional, temos uma impressão similar à que o título do texto de BREEN & MANN (1997) sugere: de estarmos planejando lançar flechas ao Sol. Inevitavelmente, considerando uma sala de aula, uma escola, uma rede de escolas, um Estado, um país, estaremos fazendo é isso mesmo. É, portanto, imperativo lembrar um trecho do mesmo texto desta semana: "... the story has a positive point also. There can be little doubt that the sunset ritual enabled people to shoot arrows over a greater distance than most people before or since. The benefits to their other arrow-shooting activities such as hunting were obvious" (BREEN & MANN, 1997, p.133).

José.

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