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Date Posted: 13:11:42 11/15/04 Mon
Author: Regina Moreno
Subject: Resumo Semana 13

RESUMO SEMANA 13

O texto desta semana, Autonomy and Complexity, de Vera Lúcia Menezes de Oliveira e Paiva, faz uma análise da autonomia e suas complexidades, baseado em evidências empíricas utilizando-se de corpus coletado no Brasil na história de 80 aprendizes de linguagem.
O conceito de autonomia foi inicialmente dirigido ao ensino de língua estrangeira quando a abordagem comunicativa surgiu. Antes disso, não havia lugar para a autonomia uma vez que todo o controle e atividades dos estudantes eram controlados pelo professor. Os passos para o ensino de língua, previamente planejados pelos professores, eram seguidos, não havendo espaço para qualquer processo mental de autonomia. A velha abordagem centrada no professor e nenhuma autonomia de aprendizagem eram a tônica da época, sendo considerado autônomo o aprendiz que em sua casa conseguia fazer alguma coisa de melhor, sem, no entanto, implicar que eles tinham exercitado sua liberdade de escolher o que e como aprender. Contudo alguns tímidos exemplos de autonomia podem ter aparecido entre aprendizes, independentemente da orientação de professores ou mesmo dos métodos de ensino. Os alunos devem ter tentado usar o dicionário para aprender palavras não incluídas no material, eles devem ter tentado construir outras sentenças com outro sentido dentro das suas próprias realidades, etc.
Definir autonomia, para a autora, não é uma tarefa fácil, principalmente por que existem poucos contextos onde os aprendizes podem realmente exercitar suas autonomias. Raramente os estudantes estão livres das influências externas que causam obstáculos no desejo de ser autônomo. Estudar sozinho, por exemplo, não é necessariamente um sinônimo de autonomia, pois, como citado por Dickinson (1987), muitas das decisões e gerenciamentos da aprendizagem podem ser construídas dos materiais. Para ele, existem graduações na autonomia e no auto gerenciamento os quais, escolhas externas envolvem os fatores, como a seguir: decisão de aprender; método; ritmo; onde/quando; material; monitoramento; avaliação interna e externa. Outros fatores, segundo a autora, também compõem esse elenco, como: características do aprendiz, professores, tecnologia, relação de poder, legislação educacional e aspectos sociais, econômicos e políticos.
A autonomia é um sistema complexo, como também é a educação e a aquisição de uma segunda língua. Lorensen (2002) argumenta que a educação é um empenho incerto. Não apenas por ser difícil prever exatamente o que acontecerá em classe todos os dias, mas também por ser quase impossível averiguar qual o melhor curso de educação. As razões são simples: Educação está conectada ao resto do universo e como tal está cheia de temas caóticos que existem na realidade.
Com a intenção de encontrar evidências de autonomia, a autora cita algumas histórias coletadas em sua pesquisa, observando que, mesmo com o aprendiz submetido a controles externos, existem em alguns, vestígios de autonomia. Em suas observações, verifica que autonomia é um sistema complexo, pois se modifica por razões que são, geralmente, de natureza interna, como a vontade de aprender de forma mais independente, portanto, autonomia é a característica chave, ou seja, o gatilho no processo de aprendizagem. O complexo sistema é também, segundo Gleik, 1987; Lewin, 1992 e Lorenz, 1995, dinâmico, não linear, imprevisível, aberto, adaptativo, auto organizado e sensível às condições iniciais e ao feedback.
Para o aprendiz, fatores como personalidade, capacidade, habilidade, inteligência, estilo de aprendizagem, atitude, estratégias, motivação, vontade de aprender, de comunicar, senso crítico, cultura, crenças, idade, liberdade, independência, estratégias metacognitivas, afiliação de linguagem, confiança, responsabilidade e experiências anteriores podem interferir positiva ou negativamente na autonomia do aprendiz. Exemplos retirados dos dados da pesquisa são citados comprovando essas conclusões.
O professor possui um papel importante no desenvolvimento da autonomia, pois ele pode ser: qualificado ou não, autoritário, encorajador, aconselhador, conhecedor, pesquisador, facilitador, consultor, tutor, auxiliador, conselheiro, controlador, treinador, negociador e, em termos de FL, um bom ou não tão bom, modelo de linguagem, mas muitas vezes é o professor o único falante da língua estrangeira que tem contato com o aprendiz.
O contexto pode encorajar a autonomia ou impedi-la. Existem micro e macro contextos que variam de acordo com os contextos político, econômico, social e educacional como a escola, a sala de aula, incluindo os alunos. Algumas características institucionais, também, podem interferir no processo de aprendizagem como: projetos pedagógicos, o tamanho das salas, o recurso financeiro para materiais e equipamentos atualizados e o investimento na educação continuada do professor. No Brasil existe uma forte crença de que línguas estrangeiras não são ensinadas nas escolas secundárias. De fato, a maioria das escolas foca seus ensinamentos apenas em gramática e tradução e, algumas vezes, na escrita. A habilidade oral, geralmente, é ignorada. É senso comum no Brasil que se alguém quiser aprender uma língua, deve procurar cursos particulares.
A política educacional no Brasil é um outro aspecto a ser considerado. Datado de 1986 a legislação educacional brasileira reconhece a autonomia em dois diferentes aspectos: Primeiro, dando ao estudante o direito de ter experiências anteriores incorporadas aos seus currículos e, segundo, aceitando educação a distância como uma experiência legal. Estudantes que já alcançaram algum conteúdo ou decidiram aprender independentemente, podem se submeter a um teste e ter ou não atendido os requisitos de um respectivo curso. Tudo está interconectado e a educação a distância foi, provavelmente, reconhecida como uma experiência legal na lei educacional brasileira recente, devido à tecnologia da internet. A nova tecnologia resolveu problemas de espaço e tempo de instrução, feedback e interação.
A tecnologia pode contribuir para o incentivo à autonomia. Embora se reconheça que bons professores podem prover bons cursos com materiais simples, ninguém poderia negar que a tecnologia pode incrementar as oportunidades do aprendizado. Materiais impressos, fotocópias, dicionários, recursos visuais, rádio, TV a cabo, filmes, canções, jornais e revistas, vídeos, computadores, ferramentas da internet, software, recursos on line, DVDs, CD-rooms, fitas, máquinas de tradução e laboratórios de linguagem são exemplos de artifícios culturais que podem capacitar os aprendizes em suas tentativas de serem autônomos.
Concluindo, a autora retorna ao seu enunciado “Nós não deveríamos apenas usar os cérebros que temos, mas todos que pudermos pegar emprestado”, ou seja, todas as experiências em termos de autonomia devem ser compartilhadas, em todos os níveis, quer seja como estudante, professor, em cursos, escolas, etc.
Nenhum aprendiz é onipotente, pois têm sua autonomia limitada a uma série de condições. Em contextos formais, autonomia não pode ser vista como individualização, mas como possibilidade de compartilhamento de potencialidade. No papel do professor deve ser incluído tolerância para evitar conflitos com os alunos autônomos e estimulá-los a dividirem seus conhecimentos com seus colegas.

Um professor que reconhecer a autonomia de seu aluno deve estar preparado pra um tipo diferente de ambiente de ensino, menos hierarquizado, com mais distribuição de poder e de autonomia.
Felizmente alguns aprendizes que não aceitam as escolas como essencialmente corretas e como uma incontestável entidade autoritária, desenvolvem suas próprias estratégias de aprendizagem para suprir as lacunas do ensino e exercitam sua autonomia, tornando-se autores de suas próprias histórias de aprendizagem autônoma.
A apresentação em power point trata, de forma esquemática, da autonomia, primeiramente citando alguns autores como: Responsabilidade pela própria aprendizagem. (Holec, 1981), capacidade de auto-direção no planejamento, monitoramento e avaliação de atividades de aprendizagem (Little, 1996), auto-direção para programar e executar projetos de aprendizagem (Brookfied, 1986), aptidão para gerenciar os próprios interesses (affairs) (B. Schwartz , 1964), responsabilidade total pela tomada e implementação de todas as decisões a respeito da própria aprendizagem Dickinson (1997), direito de ser livre para exercitar suas próprias escolhas, na aprendizagem e em outras áreas, e não tornar-se vítima de escolhas feitas pelas instituições sociais (Crabbe, 1993), capacidade/liberdade de construir e reconstruir o saber ensinado. (inferido de Paulo Freire, 1997), “controle sobre a própria aprendizagem” (Oxford, 2001), capacidade inata que pode ser retirada ou distorcida por instituição educacional (Candy, 1989), ser autor do próprio mundo, sem se sujeitar aos desejos do outro (Young, 1986), tornar-se autor do próprio mundo, transformar-se em um aprendiz e usuário de língua autônomo, não é somente uma questão de aprender a aprender mas também de aprender como lutar por alternativas culturais (Pennycook, 1997).
A abordagem de ensino é também mostrada, enquanto, Gramática e Tradução:
Professor é a autoridade e os alunos apenas seguem as instruções; Método Direto: o professor dirige a aula. O aluno é proibido de usar suas próprias estratégias, como a tradução, por exemplo; método áudio-oral: O professor é o maestro e os alunos imitam os modelos (professor ou fita). Interação com colegas designados pelo professor.
Abordagem comunicativa: Aluno e professor têm o mesmo status, o aluno é o centro do processo, o aluno tem oportunidade de se expressar individualmente. Alunos interagem entre si.
Autonomia e complexidade são abordadas, a luz de vários autores: “...autonomia parece ser uma idéia bem mais complexa do que se possa pensar em um primeiro momento, principalmente, por não se saber, como ela se relaciona com o contexto de aprendizagem e, considerando um contexto favorável, qual a forma mais viável de implementá-lo.” (Christine Nicolaides e Vera Fernandes, 2002), “A perspectiva de interatividade, como condição de autonomia parece vincular-se à explicação não finalista. Isso agrega o tema da estrutura. Trazemos, então, os sistemas sociais como forma de organização complexa porque faz conviver o social com o individual.” (Dinorá Fraga da Silva, 2002), “A independência do aprendiz é um construto complexo, um feixe de disposições e habilidades para realizar certas atividades” (Susan Sheerin, 1997), “Modos de aprendizagem autônomos implicam a re-avaliação dos papéis do professor e do aprendiz, as relações entre eles e de ambos com as instituições educacionais. Esses papéis e relações podem ser complexos e não são reduzidos a simples expectativas de comportamento ou distribuição de poder.” (Benson e Voller, 1997), “...devemos procurar desenvolver os ideais de autonomia em pratica, mas estando alertas para suas complexidades, seremos mais capazes para enfrentar as restrições sobre esses ideais.” (Breen e Man, 1997).
Em resumo, a apresentação em power point é a representação sintética do trabalho desenvolvido pela autora “Autonomy and Complexity”.
Regina Moreno

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