VoyForums
[ Show ]
Support VoyForums
[ Shrink ]
VoyForums Announcement: Programming and providing support for this service has been a labor of love since 1997. We are one of the few services online who values our users' privacy, and have never sold your information. We have even fought hard to defend your privacy in legal cases; however, we've done it with almost no financial support -- paying out of pocket to continue providing the service. Due to the issues imposed on us by advertisers, we also stopped hosting most ads on the forums many years ago. We hope you appreciate our efforts.

Show your support by donating any amount. (Note: We are still technically a for-profit company, so your contribution is not tax-deductible.) PayPal Acct: Feedback:

Donate to VoyForums (PayPal):

Login ] [ Contact Forum Admin ] [ Main index ] [ Post a new message ] [ Search | Check update time | Archives: 1[2]34 ]


[ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ]

Date Posted: 07:18:03 11/15/04 Mon
Author: Luciana Laender
Subject: Resumo semana 13

O texto foi feito levando em conta uma pesquisa da Professora Vera com 80 alunos, sobre a aprendizagem deles da língua inglesa.
Vera discute a teoria do caos na aquisição de uma segunda língua e a pesquisa foi direcionada para o conceito de autonomia no estudo da língua inglesa.
A intenção desse estudo foi averiguar as diferentes situações na aprendizagem de estudantes da língua inglesa no Brasil, visto que a variação do ensino da língua nas escolas pública e particular tradicionais não apresenta “interesse” ou vêem a matéria “inglês” como algo para preencher currículo.
Vera observou que não havia nenhuma preocupação, pelo lado dos professores, com a autonomia dos alunos. O professor controlava todas as atividades, controlava os estudantes para que fizessem exatamente aquilo que tinha sido planejado e escolhiam o material que achavam ser o melhor para eles. Quanto aos alunos simplesmente executavam as ordens.
Não havia espaço pra o processo autônomo. Assim, a abordagem era voltada para o “teacher-centered”, nenhuma tentativa do processo de autonomia era aceito.
Traduzir listas de palavras ou sentenças desconetadas; memorizar diálogos em casa a fim de satisfazer o professor não é considerado como exemplos da autonomia. Por outro lado, os alunos tiverem a oportunidade de “praticar” a autonomia mesmo sem perceberem, visto que, utilizaram o dicionário para aprender as palavras não incluídas no material; construíram sentenças que seriam significativas para sua realidade, etc Até então o ensino era apenas repetir aquilo que o professor chamava de comunicativo, sentenças soltas, sem nenhuma finalidade.
Só nos anos setenta iniciou-se uma nova visão no estudo de língua estrangeira - língua para comunicar – assim autonomia tornou-se característica básica na aprendizagem da língua estrangeira.
Segundo a autora, a definição da autonomia não é uma tarefa fácil, principalmente porque há muito poucos contextos onde os aprendizes podem realmente exercitar a autonomia. Além disso, Dickinson (1987) relata que “há graus de autonomia que variam do auto direção para escolhas que envolvem fatores: decisão de aprender, método de aprendizagem, ritmo, quando e onde, material, monitoração, avaliação interna e externa”.
Vera salienta outros fatores que também influenciam na aprendizagem autônoma: características dos aprendizes, professores, material, tecnologia, relações do poder, legislação educacional e outros aspectos sócio, cultural, econômicos e políticos que podem também interferir no processo da autonomia.
A autora fala sobre alguns conceitos de autonomia visto em textos anteriores e escolhi um para ilustrar:
Littlewood (1996) diz que “podemos definir uma pessoa autônoma como aquela que tem a capacidade independente de fazer e realizar escolhas, que governam suas ações. Esta capacidade depende de dois fatores principais: habilidade e disposição. Assim, uma pessoa pode ter a habilidade de fazer escolhas independentes, mas não sentir nenhuma disposição para fazer; assim essa pessoa pode quer fazer escolhas independentes, mas não tem habilidade para isso” (p. 428).
Vera afirma que aprendizes autônomos tecnicamente são esses que possuem habilidades e técnicas necessárias que os permitem aprender uma língua sem o constrangimento de uma instituição formal e sem um professor.
Resumindo a Professora Vera salienta que os conceitos da autonomia focalizam os seguintes pontos: capacidade inata, um grupo de habilidades que podem ser aprendidas (Benson, 1997), responsabilidade pela própria aprendizagem, controle sobre o conteúdo e o processo, auto dirigido e auto gerenciado, liberdade para fazer as próprias escolhas e para construir a própria aprendizagem.
Menezes propõe a seguinte definição para autonomia: “A autonomia é um sistema sócio cognitivo complexo, manifestado em graus diferentes de independência e que controla o processo do próprio aprendizado, envolvendo capacidades, habilidades, atitudes, disposição, tomar decisão, escolhas, planejamento, ações, e avaliação como aprendiz de língua ou como comunicador dentro ou fora da sala de aula. Como sistema complexo ele é dinâmico, caótico, imprevisível, não linear, adaptativo, aberto, auto-organizado e sensível às circunstâncias iniciais e ao resultado”.
A complexidade é então a primeira característica de tal sistema que é chamado também de sistema dinâmico. Um sistema complexo não é um estado, mas um processo e cada componente do sistema pertence a um ambiente criado para a interação entre suas partes.
Alguns exemplos da pesquisa sobre autonomia foram expostos e a Professora Vera, e através deles ela pode notar evidências de aprendizagem autônoma, ainda que os aprendizes tivessem sido submetidos a controles externos.
Vera apresenta a hipótese de que se pode trabalhar a favor ou contra a autonomia. Ela apresenta elementos que considera crucial na autonomia tais como: professor; contexto educacional, social, político e econômico; tecnologia; políticas educacionais. Outrossim, acredita que apesar de serem apenas uma representação gráfica, é bom lembrar de que não devem ser entidades separadas e uma se relaciona com a outra, quando se fala de assunto tão polêmico como é o caso da autonomia.
Em relação aos aprendizes, há fatores que interferem positivamente ou negativamente na autonomia: personalidade, capacidade, habilidades, inteligência, estilo de aprendizagem, atitudes, estratégias de aprendizagem, motivação, voluntariedade aprender, disponibilidade para comunicar-se, sentido crítico, cultura, opinião, idade, liberdade, independência, estratégias meta cognitivas, aceitação da língua, confiança, responsabilidade e experiências precedentes.
Após avaliar algumas afirmativas dos alunos pesquisados, a Professora Vera diz que os fatos coletados demonstram que autonomia não é apenas uma questão de ser responsável pela própria aprendizagem, porque dependendo do contexto não é fácil desenvolver habilidade oral. Buscando uma comunidade que possa servir como auxilio na conversação os estudantes, segundo Murphy, estão em busca de uma comunidade de prática, na qual eles possam a vir a pertencer e a qual eles desejam.
O professor representa papel importante no desenvolvimento para a autonomia do aprendiz. Ele pode ser qualificado ou não qualificado, autoritário, consultor, conselheiro, conhecedor, investigador, facilitador, especialista, tutor, ajudante, conselheiro, controlador, treinador, um negociador, e em contextos do FL, um modelo bom ou não da língua, pois muitas vezes ele é o único falante competente que o aprendiz do FL tem o contato.
Nessa pesquisa observou-se que a maioria dos estudantes descreve o que os professores apenas em relação ao que fizeram na sala de aula, alguns elogiam seus professores, outros criticam seus professores.
Concluindo, professores podem influenciar o desenvolvimento autônomo do aprendiz, mas mesmo quando eles não agem de acordo com o previsto, um caos interno pode incitar os aprendizes a tomarem decisões para aumentar o processo de aprendizagem.
Na aprendizagem autônoma o “input” é de grande valia.
Sheerin (1997:55) nos lembra que “uma das principais razões para facilitar a prática do auto-acesso é satisfazer as necessidades individuais dos aprendizes”.
Kelly (1996) afirma: “aprendizes individuais têm fraquezas particulares, eles podem querer trabalhar sozinhos ou em pequenos grupos com necessidades similares".
Para Vera, criar um centro de auto-acesso não quer dizer que aprendizes se tornarão auto dirigidos. Na verdade, os aprendizes precisam se submeter a uma transformação considerável em relação às suas crenças da aprendizagem da língua e o papel efetivo a que eles estão se propondo para essa aprendizagem independente.
Concluindo, se os livros não atendem às necessidades dos estudantes, por outro lado, devido a nossa dependência cultural e econômica dos Estados Unidos, estudantes privilegiados podem estar no contato com a língua autêntica através da TV a cabo, Internet, filmes e as canções. O fato de não terem contato com uma comunidade falante da língua inglesa, tentam compensam isso por meio da mídia. Quase todas as histórias relatadas nessa pesquisa mostram que os aprendizes procuram aperfeiçoar a língua estudada escutando canções, assistindo a filmes e lendo revistas e livros.
Em relação ao contexto, sabemos que ele pode promover a autonomia ou afastá-la. Há contextos macro e micro que variam de sociais, políticos, econômicos e macro e micro sociais e educacionais tais como a escola, a sala de aula, incluindo o professor e os colegas.
Os livros de língua estrangeira no Brasil, não são considerados de importância, por isso nem sempre o aluno tem oportunidade de tê-lo, pois não são distribuídos como os outros livros das diversas matérias estudadas. Há uma cultura aqui no Brasil que acredita que línguas estrangeiras não são aprendidas em escola formal, mas sim em cursos particulares de língua estrangeira, com isso não há nenhum esforço, tanto por parte de professores, quanto por parte dos governantes, para que essa cultura seja mudada.
Ainda há a questão de que cursos de língua estrangeira são caros e o material também por ser importado.
Por outro lado, se temos a Internet, sabemos sim que não está também disponível a todos, devido ao alto preço para a sua manutenção e claro, a necessidade do computador que hoje exige que seja uma aparelhagem de boa qualidade.
Concluindo podemos notar que o contexto é também complexo e dinâmico e muda sempre que necessário. Cada estudante reage de acordo com as diferentes situações do contexto e adaptam-se procurando alternativas para suprir as falhas escolares.
A importância da autonomia foi reconhecida no Brasil nos anos 80, e a legislação educacional definiu dois aspectos importantes: os estudantes poderiam colocar em seus currículos as experiências prévias de uma língua estrangeira e reconhecendo o ensino à distância como uma experiência legal.
Segundo a autora, a autonomia tem mais chances de ocorrer se o contexto da escola oferecer um currículo flexível onde os aprendizes têm a oportunidade de escolher o que querem aprender numa escala de cursos diferentes.

O uso da tecnologia também contribui para criar a autonomia. Embora saibamos que professores podem fornecer bons cursos com material simples, ninguém pode negar que a tecnologia aumenta oportunidades na aprendizagem. O material impresso, as fotocópias, os dicionários, ajudas visuais, rádio, TV a cabo, filmes, músicas, jornais, vídeos, computadores, ferramentas da Internet (bate-papo, fórum, grupos, plataforma de aprendizagem, etc), o software, recursos on-line, pesquisas, dvds, CD-rooms, gravadores, tradutores e laboratórios da língua são exemplos dos artefatos culturais que podem enriquecer a tentativa dos aprendizes de serem autônomos. Esses ambientes proporcionam ambientes excelentes, onde podem coletar informações, organizar, visualizar, comunicar, discutir, avaliar e mesmo criticar sua aprendizagem.
Ainda assim, há aprendizes que se sentem apavorados com esse tipo de ensino, pois têm pavor do computador. Eis o que causa o não conhecimento, medo.

Concluindo, Vera reafirma sobre a autonomia em contextos ideais de aprendizagem da língua alvo que deve ser considerada como um bom objetivo para o aprendiz que tem disponibilidade para adquiri-la e que compartilha dessa oportunidade com outros aprendizes. Lembra ainda que aprendizes têm suas limitações e que a autonomia não pode ser vista como algo individualizado, mas sim algo que possa ser compartilhado entre potenciais, isto é uma autonomia distribuída (professores x aprendizes e vice versa).
Nessa pesquisa, a Professora Vera pode avaliar que aprendizes adaptam-se a diferentes situações. Infelizmente eles não conseguiram perceber que escolas têm suas regras, mas sim que são entidades autoritárias. Alguns, em vez de aceitar passivamente o que era proposto pelas escolas, desenvolveram suas próprias estratégias e exercitaram sua autonomia tornando-se autores de suas próprias histórias.

O texto “Aquisição, ensino e autonomia do aprendiz de LE” faz um resumo da autonomia, mostrando também alguns conceitos citados pelos diversos autores, e salientando os diversos fatores que contribuem para a autonomia: responsabilidade pela própria aprendizagem, controle/autodireção/autogerenciamento, liberdade para fazer escolhas e para construir a própria aprendizagem.
Cita as teorias de aquisição: behaviorismo, hipótese do Input, inatismo, interação e construção social.
As abordagens de ensino foram mostradas como: gramática e tradução, método direto, método audio-oral.
A autonomia e complexidade são definidas por diversos autores que estão relacionados no texto da autora que lemos essa semana, e apresenta mostra que é dividido em: complexos, dinâmicos, não-lineares, caóticos, imprevisíveis, sensíveis às condições iniciais, abertos, auto-organizáveis, sensíveis a feedback, adaptativos.
Sobre a autonomia, Vera destaca os fatores que fazem parte dela e os qualifica:
Aprendiz: desejo de comunicar, senso crítico, agenda, disponibilidade, responsabilidade, estratégias, liberdade, personalidade, crenças, capacidade de negociação e meta cognitiva, motivação, repressão, avaliação, independência, habilidades, confiança, estilo cognitivo, afiliação.
Professor: facilitador, diretivo, conhecedor, encorajador, fonte, pesquisador, controlador, poder, conselheiro, autoritário, qualificado.
Contexto econômico: dependência, importações, classe social, mobilidade, acesso a falantes.
Materiais: escola, escolhas, casa, variações lingüísticas, resource center.
Legislação: currículo, avaliação, LDR, critérios de avaliação, regimento, regulamento.
Contexto sócio político: projeto pedagógico, liberdade, língua nativa, grupo, restrições de importação, cultura, poder, sistema político, contato externo, projetos políticos.
Tecnologia: jornais, revistas, livros, materiais impressos, dicionários, gravadores, software, slides, vídeo, cd-rooms, xerox, computadores, rádio, internet, corpora.
Através de gravuras Vera mostra o quanto à autonomia está conectada com a tecnologia e o quão importante é essa conexão. A união faz com que o aprendiz se torne interessado na aprendizagem devido às tantas ferramentas existentes principalmente no computador e as opções oferecidas pela internet.
Depois a Vera faz um esquema sobre todo o complexo: colegas, comunidade, professores, escola e infra-estrutura, mostrando as diversas interligações entre elas e a tecnologia, pedagogia, e legislação.
Esse recurso usado serviu para ilustrar o texto que lemos de uma forma agradável aos olhos e muito criativ0; nos favorecendo uma orientação excelente para nosso trabalho final.
Muito bom Vera
Beijos
Luciana Laender

[ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ]

[ Contact Forum Admin ]


Forum timezone: GMT-8
VF Version: 3.00b, ConfDB:
Before posting please read our privacy policy.
VoyForums(tm) is a Free Service from Voyager Info-Systems.
Copyright © 1998-2019 Voyager Info-Systems. All Rights Reserved.