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Date Posted: 19:46:04 09/26/04 Sun
Author: Regina Maria Gonçalves Mendes
Subject: Resumo da 6ª semana

Resumo da 6ª semana

A mais simples sistemática para a organização da tomada de turno na conversação
(Harvey Sacks, Emanuel A. Schegloff e Gail Jefferson)

Na introdução os autores indicam o assunto: tomada de turno na conversação. Explicam as pesquisas que há em torno do tema.

A partir de uma perspectiva sociolingüística, que relaciona sociedade e linguagem, o grupo de autores consideram que os intercâmbios cotidianos são lugares privilegiados para a execução de competências socialmente adquiridas e relevantes, onde é possível pesquisar sobre a complexa rede de relações sociais, a distribuição do poder, as identidades.

Falam de um modelo de sistema nos procedimentos e regras da fala, nas linguagens gestuais e coporais, na utilização do espaço e o aspecto relevante, o funcionamento de turnos como princípio organizador das intervenções.

A possibilidade de a organização de tomada de turno por conversação é desenvolvida como se tivesse dupla característica:

 Contexto livre: formal
 Contexto sensitive: realidade social

A conversação é um veículo para interação entre as partes com identidades e familiaridades potenciais. Ela ocupa uma posição central ente a mudança de sistemas de discurso. Talvez sua tomada de turno é mais ou menos explanatória dessa centralidade. Os turnos são valorizados, alcançados e evitados. A organização social de turno tomam turnos distribuídos entre as partes.

Componentes de construção do turno

Componente 1: componentes de construção do turno

sentenciais, causais, frasais e lexicais


Componente 2: componente de distribuição do turno

Técnicas de distribuição de turno são distribuídas entre dois grupos:
 Aqueles em que o próximo turno é distribuído por um falante selecionando o próximo falante.

 Aqueles em que o próximo turno é distribuído pela própria seleção.

O sistema de troca de turno constitui a base do sistema operacional de que lançam mão os falantes no processo de interação. Assim, durante a conversação , fala um de cada vez, embora ocorram sobreposições, geralmente sem maior extensão.

A tomada de turno pode ser descrita segundo três regras:

1) Quem está com a palavra indica (escolhe) a próxima pessoa a falar, pedindo sua opinião ou questionando. Essa escolha do interlocutor não necessariamente precisa ser explicita, ou seja, este pode ser indicado por meio de um gesto, de uma entonação, do olhar, etc. A sobreposição é vista como a possibilidade de seguir a conversa imediatamente.

2) Outra pessoa decide começar a falar (assalto de turno) e interrompe seu interlocutor ou aproveita-se do final do turno (lugar relevante para a troca de turno), quando o intelocutor não faz uso da regra 1 .

3) Quem está com a palavra continua falando, isto é, o turno é renovado em função de não ter acontecido as duas primeiras regras. Equivale a reaplicação do conjunto de regras, partindo novamente da regra 1.

Já sabemos como usuários e como receptores como funciona, como deve funcionar e também sabemos por experiência que não se deve disputar o espaço de outro, desviar uma pergunta, interromper, desautorizar, agredir, cortar a palavra.

Outra noção é a de pares de enunciados, cada um deles formulado por um enunciador diferente, porém que se correspondem em uma relação complementaria:

Pergunta-resposta; convite-aceitação-recusa e reclamação-concessão

Ao longo do texto os autores fazem a análise de vários fragmentos de transcrições de conversação oral, exemplificando o funcionamento da organização do sistema de tomada de turno na conversação. Mostram conversações com duas e com outras quantidades de falantes. No caso de dois falantes, a distribuição de turnos tende a ser igual, mas à medida que aumentam os falantes, ela é diferente, pois há falantes que não dão chance para os outros ou há aquele que se cala e fica esperando desanimado, um momento para falar. A conversa termina quando ninguém mais fala, isso com qualquer quantidade de falantes.

As falhas (buracos) na comunicação parecem silenciar a conversação, mas nem sempre acabam com ela.

Uma questão direcionada seleciona o próximo falante: Convite-aceitação-recusa; pergunta-resposta.

Há perguntas que funcionam como técnica de reparo: o quê? Quem?

Quando parece que a conversa não vai prosseguir a tomada de turno pode ser feita com perguntas curtas como: você sabe? Não concorda? Nesse caso um novo falante é selecionado.

Os sintagmas de oposição pressionam o início do turno: mas, e, e então.

O iniciante pode comentar algo para puxar a conversa: “ Oi, o lugar parece diferente.” A pessoa pode tecer um comentário ou pode fazer como no exemplo da p. 33 “Ya::hh.”,
mas não deixou de cumprir seu turno.

Quando conversamos, tentamos o tempo todo prever movimentos verbais do interlocutor, observamos se ele completou sua intervenção, ou se ainda ela está em curso, se devemos antecipar o momento de nossa entrada no curso da fala. Para dar conta desse mecanismo que assegura a manutenção da conversação, os autores postularam um componente de construção de turnos, cujas unidades-tipo, isto é, palavras, sintagmas e sentenças com os quais o falante constrói seu turno, projetam a próxima unidade-tipo, numa sorte de antecipação da atuação verbal do interlocutor. Estas afirmações constituem o princípio de projeção pragmática. É o contexto livre, pois ele é formal.

A tomada de turno motiva a conversação dentro de vários contextos. É um tipo de organização operativa na conversação que distribui uma classificação de características e detalhes do sistema. Os turnos regulam a mudança de falante, a duração da emissão, a distribuição dos participantes, a continuidade ou descontinuidade no uso da palavra e também as transgressões. A dinâmica é variável de acordo com o tipo de conversa: palestra, painel, debate, conversações sociais, interrogatório... em um equilíbrio sempre ameaçado pela paixão: todos sabemos do calor da discussão, dos silêncios, das tensões, das disputas pelo controle ou por dar a última palavra. Contexto sensitivo, porque é invadido por sentimentos.

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