VoyForums
[ Show ]
Support VoyForums
[ Shrink ]
VoyForums Announcement: Programming and providing support for this service has been a labor of love since 1997. We are one of the few services online who values our users' privacy, and have never sold your information. We have even fought hard to defend your privacy in legal cases; however, we've done it with almost no financial support -- paying out of pocket to continue providing the service. Due to the issues imposed on us by advertisers, we also stopped hosting most ads on the forums many years ago. We hope you appreciate our efforts.

Show your support by donating any amount. (Note: We are still technically a for-profit company, so your contribution is not tax-deductible.) PayPal Acct: Feedback:

Donate to VoyForums (PayPal):

Login ] [ Contact Forum Admin ] [ Main index ] [ Post a new message ] [ Search | Check update time | Archives: [1]2 ]


[ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ]

Date Posted: 21:56:25 10/04/04 Mon
Author: Regina Maria Gonçalves Mendes
Subject: Resumo da Sétima Semana

Resumo da 7ª Semana

Estrutura Conversacional – Levinson

6.0 Introdução

O capítulo 6 trata da organização da conversação. Faz um histórico de como surgiram as definições em torno do assunto e deixa claro que tratará da conversação familiar sobre fenômenos pragmáticos,na qual dois ou mais participantes livremente alternam a fala que geralmente ocorre fora de instituições de correntes específicas como serviços religiosos, tribunais, salas de aula e outro do mesmo estilo .
O falante não vê a conversação dentro do fenômeno pragmático, a conversação é claramente a protótipa linguagem oral. Expomos uma língua matriz para aquisição da linguagem. Vários aspectos da organização da pragmática se centraliza na linguagem de uso incluindo o aspecto “deixis”, tratado no cap. 2 que mostra o uso de gramática sem marca temporal, espacial e que os parâmetros de discursos são organizados em torno de uma suposição na conversação co-presente dos participantes. Também os capítulos anteriores aparecem conceitos pragmáticos que estão relacionados à conversação.
A pressuposição é um caminho organizado em torno de um direcionamento conversacional: o fenômeno envolve constrangimento no modo que a informação é apresentada; se é intorduzida por participantes particulares com suposição específica de interesse e conhecimento sobre o mundo. Os resultados fazem distinção entre o transmitido e o novo e o constrangimento/coação na formulação da informação. Ambos são importantes na organização conversacional.
Da mesma forma as implicaturas derivam das suposições específicas sobre o contexto conversacional: elas nem sempre surgem do mesmo modo em todos os tipos de discurso.
Tanto os reflexos gramaticais como as coações impõem a lexicalização. A independência conversacional da força ilocucionária é tanta que o conceito pode ser exigido por si mesmo e substituído pelos conceitos da função conversacioanal.
O caminho próprio da organização conversacional é através de técnicas empíricas. O que significa que a filosofia tradicional cederá lugar a tipos de investigação da linguagem de uso mais empírica.
A análise introspectiva seria mudada pelo trabalho indutivo baseado na observação. O resultado é que a pragmática é um termo essencial para a disciplina empírica ou filosófica. É o laço de integração entre a teoria adequada e a análise conceitual. A revisão tem raízes na tradição empírica para aproximação do estudo da conversação.

6.1 Análise do discurso x análise da conversação

Há uma comparação entre a Análise da Conversação e a Análise do Discurso, tanto a AD quanto a AC são a centralidade que requer organização coerente e seqüencial no discurso produzido e entendido. Mas as duas aproximações têm diferenças e estilos incompatíveis de análise.






I – DA
Emprega a metodologia e os princípios da teoria e os conceitos primitivos, regra, fórmula bem formada, típico da lingüística. Os procedimentos empregados são freqüentemente implícitos, recurso intuitivo e são essencialmente os seguintes:
a) a isolação de uma base fixa de categorias ou unidades de discurso;
b) a formulação de regras de concatenação fixas condicionadas acima dessas categorias delimitando o discurso coerente do incoerente.

I I – CA
É essencialmente indutivo, recorre a padrões através de registros ocorridos naturalmente na conversação contrastando com a categorização imediata de dados restritos como é o 1ª passo típico com que DA trabalha. Em lugar de uma ontologia de leis teóricas que são usadas na descrição sintática, enfatizamos a conseqüência interacional e inferencial de escolha entre expressões alternativas. Em CA há pouco recurso para intuir julgamentos.

Os teóricos do DA podem acusar praticantes da CA podem dizer que os teóricos da DA estão tão ocupados com formalizações prematuras que dão atenção à natureza dos dados.
DA: organização intra-sentencial com estrutura do discurso.
CA: os procedimentos empregdos são aprovados por eles mesmos e capazes de produzir “insights” substanciais que organizam a conversação. Organiza frases e idéias.
DA se divide em duas categorias substanciais, o texto gramático e o ato da fala (interação) dos teóricos.
Texto gramático: simples formulações, simples séries reunidas, causas interligadas a conectivos de vários tipos.
Para os teóricos de DA o que interessa é especificamente um interesse tendo a conversação como um tipo particular de discurso.
O autor critica as suposições e métodos básicos desses teóricos. A coerência ou a ordem na conversação não no nível de expressões lingüísticas, mas sim no nível dos atos de fala ou o movimento de interação que é feito por essas expressões. Conforme os teóricos da DA, há nesses níveis:
1) Unidades de atos, atos de fala ou movimentos desempenhados na fala, entre uma determinada delimitação específica.
2) Expressões são segmentáveis nas partes unitárias – unidades de expressão – cada qual corresponde a uma unidade de ato, no mínimo.
3) Função específica e espera de um procedimento que delineará unidades de expressão nos atos de fala e vice-versa.
4) Seqüências de conversações são reguladas por regras estabelecidas sobre os tipos de atos de fala.
Contudo, há razões fortes para crer que tais modelos são impróprios e inadequados no assunto, pois têm dificuldades de estruturação e de metodologia.
AC
Para exemplificar isso, o autor vai dando exemplos dos modelos nas suposições que dão andamento à conversação, pergunta e oferta, pode não ter expressões de desempenho ilocutório, mas perlocutório, força ilocutória e possibilidades de perlocutórios e de “insights” que surgem de repente na conversação.

6.2 Análise da Conversação

A relevância do fundo sociological ao pragmaticismo tem preferências metodológicas que se derivam dele para a análise da conversação. Os etimetodologistas surgiram da reação contra as técnicas quantitativas e a imposição arbitrária de dados supostamente de categorias objetivas. O estudo sociológico é a fixação de técnicas que os membros de uma sociedade utiliza para interpretar e atuar dentro de seus próprios mundos. É o estudo étnico dos próprios particiapantes, métodos de produção e interpretação da interação social.
A categoria de análise mostra que os próprios participantes podem demonstrar que utilizar é fazer interação, a desmotivada construção teórica e intuição não essencial são evitadas. Na prática resulta em um estruturalismo parcimonioso e estrito e um asceticismo teórico – a ênfase são os dados e os modelos.
Os dados são gravações e transcrições de conversação ocorrida naturalmente, atenta para a natureza do contexto, como deve ser teoricamente dentro da sociolingüística ou psicologia social.
A conversação é caracterizada pela tomada de turnos: um participante A fala e pára; outro B começa, fala, pára numa distribuição de dois participantes: ABABAB
A tomada de turnos se realiza em diferentes circunstâncias, que são: quantidade de participantes, como os turnos fazem a transição, equalização da interação face a face, ausência de monitorização visual no caso do telefone.
TRP: ponto relevância da transição ( na tomada de turno)
O autor resume as idéias dos teóricos Harvey Sacks, Emmanuel Schegloff e Gail Jefferson com relação às descobertas da AC sobre tomada de turno, pares adjacentes, mecanismos de reparo, aberturas e fechamentos da conversação. São discutidas questões como tomada de turno, pares adjacentes, mecanismos de reparo, aberturas e fechamentos da conversação, faz uma simplificação das regras desses pesquisadores citados neste parágrafo e outros conceitos relacionados ao assunto.
O autor faz algumas observações sobre a metodologia utilizada destacando que há três procedimentos básicos na AC:
a) Coleta de dados de um determinado padrão para levantar de hipóteses sobre seqüências esperadas;
b) mostrar que os participantes orientam essas seqüências;
c) mostrar que as conseqüências dessa orientação resolve alguns problemas de organização fazendo surgir outros que necessitam de outras formas organizacionais.
Junto às unidades de conversação, turno, para adjacente, seqüência, abertura de seqüência, organização global, são básicos do AC podem resumir em três conceitos:
a) organização da seqüência;
b) pertinência condicionada;
c) preferência
A seguir o autor mostra com exemplos de falas particulares, a teoria dada e analisa pequenos corpus de Schegloff indicando a possibilidade de outras formas de organização da conversação.
Podemos entender que só é possível existir a AD, num corpus obtido a partir de dados empíricos, já que o uso lingüístico se dá no contexto, é parte do contexto e, além disso, cria o contexto. O falante atua com palavras, se possui a competência lingüística, sociolingüística, pragmática e psicolingüística dentro de uma preferência ou rejeição de organização, ainda que intuitiva. A análise conversacional dos etnometodólogos propõem um estudo dos dados de conversação que prescinda de toda construção teórica prévia.

[ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ]

[ Contact Forum Admin ]


Forum timezone: GMT-8
VF Version: 3.00b, ConfDB:
Before posting please read our privacy policy.
VoyForums(tm) is a Free Service from Voyager Info-Systems.
Copyright © 1998-2019 Voyager Info-Systems. All Rights Reserved.