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Date Posted: 20:59:29 10/04/04 Mon
Author: Ângela
Subject: Resumo nº 7

Resumo da 7ª semana
Conversational structure – cap. 6
Levinson, S. Pragmatics. Cambridge, Cambridge University Press, 1983
Ângela Spesiali Aroeira

O autor inicia seu texto definindo conversação como tipos de conversa predominantemente familiares nos quais dois ou mais participantes alternam livremente na fala, que geralmente ocorre fora de ambientes formais ou institucionais como celebrações religiosas, julgamentos, salas de aula ou afins.

O autor inicia sua discussão contrapondo as premissas e pressupostos da Análise de Discurso (AD) àquelas da Análise Conversacional(AC). Embora ambas procurem compreender a coerência e a organização seqüencial e como esta é produzida, seus estilos e metodologias são diferentes e incompatíveis.

AD:
Sua metodologia e tipos de princípios teóricos são estruturados em regras e fórmulas típicos da lingüística: a) isolamento de unidades de discurso; b) formulação de regras que definem a categorias de sentenças em bem formadas (discurso coerente) X mal-formadas (discurso incoerente); c) utilização das intenções para julgar a coerência ou não do discurso; d) tendência de fazer análise profunda de uns poucos trechos em busca de resposta para “what is really going on” ou o que de fato está acontecendo, como os gramáticos, ou os que baseiam seus trabalhos em atos de fala.

AC: que tem Sacks, Shegloff, Jefferson e Pomeranz como seus principais estudiosos
Acredita que as construções teóricas dos adeptos da AD são prematuras; a) a AC utiliza método indutivo; b) busca os padrões recorrentes em várias conversações que ocorrem naturalmente, e evita a categorização imediata de dados restritos; c) enfatiza as conseqüências dos enunciados e declarações para a interação e não o que soaria estranho ou aceitável se ocorresse e não faz uso de intuição; d) não usa um único texto mas uma variedade à procura de padrões recorrentes, ou seja, para descobrir as propriedades sistemáticas da organização da seqüência da fala e a maneira como as declarações são feitas de modo a administrar a seqüência. A AC já demonstrou sua capacidade em produzir insights substanciais e significativos a respeito da organização da conversação.

Para o autor as ferramentas da AD, principalmente aquelas importadas da lingüística não são adequadas à AC porque a conversação não é um produto estrutural tal como a sentença e sim resultado da interação de dois ou mais indivíduos, voltados para objetivos próprios e freqüentemente com interesses divergentes.

A AC toma emprestado dos etnometodólogos as preferências por análise qualitativas das técnicas que os membros de uma sociedade utilizam para interpretar e agir dentro de seu mundo. As categorias de análise são aquelas que os participantes demonstram utilizar para dar sentido a sua interação e não construtos teóricos ou intuições sem substância.
Como resultado tem-se a opção pela perspectiva estruturalista parcimoniosa e pela assepsia teórica ns quais se dá ênfase aos dados e a padrões recorrentemente demonstrados por estes.

Achados básicos:
1. Tomada de turno: A-B-A-B em que menos de 5% de fala é sobreposta; intervalos / silêncios são medidos em microsegundos;número de participantes varia de dois até 20 ou mais; as pessoas entram e saem da conversação; turnos variam de tamanho entre enunciados curtos e longos minutos; é possível que todas as partes falem sem ordem específica ou fila. Esses achados são válidos tanto para a interação face a face quanto para o telefone. O sistema de administração local responde pela organização de turno a turno. Independentemente de considerações de conteúdo ou polidez o sistema fornece motivação intrínseca para os participantes escutarem e processarem o que é dito porque as regras de transição impõem que deve ocorrer uma locação prévia de seleção do Falante Seguinte, bem como a previsão de TRP (ponto relevante de transição). Mesmo assim ocorrem as sobreposições quando entram em cena mecanismos de reparo.As tomadas de turno estão firmemente ancoradas em unidades estruturais definidas em unidades de turno sobre as quais as regras de tomada de turno operam para organizar a distribuição de turnos entre os participantes. Os silêncios podem ter vários significados.
2. Pares adjacentes: relacionados fortemente com a tomada de turno como técnica para selecionar o Falante Seguinte. A cada primeira parte do par estarão disponíveis segundas partes. O autor discute a inserção de seqüências que envolvem os pares adjacentes que ocorrem com frequência. Por exemplo: um par questão/resposta é envolvido de dentro de outro, ou ainda, a notificação de ausência temporária e a sua aceitação dentro de um par pergunta/resposta. A noção de organização de preferência é utilizada para explicar a escolha de segundas partes. Por exemplo: a uma primeira parte convite a segunda parte aceitação ocorre sem pausas, é imediata, envolvendo a categoria preferida, mas se a segunda parte envolve recusa a categoria despreferida é usada. As categorias despreferidas têm a seguinte estrutura: a) atrasos (i) pela pausa antes de responder,(ii) pelo uso palavras prefaces, (iii) pelo deslocamento de um numero de turnos via iniciadores de reparos ou inserção de sequência; b) prefaces (i) uso de marcadores ou anunciadores de despreferidos como Ah, e bem, (ii) a produção de sinais de concordância antes da discordância, (iii) o uso de agradecimento se relevante (para ofertas, convites), (iv) uso de desculpas se relevantes ( pedidos, convites), (v) o uso de qualificativos, (iv) hesitações em várias formas, incluindo auto-edição; c) justificativas: explicações cuidadosamente formuladas porque os ato despreferido foi utilizado e d) componente de recusa: de um modo a se encaixar na natureza da primeira parte do par mas caracteristicamente indireto e minimizado.

Além do sistema de administração local o autor apresenta a estrutura global de uma conversação ou, em suas palavras, que eventos organizam a totalidade das trocas dentro de tipos específicos de conversação. Para esta derivação o autor recorre com frequência ao estudo das conversas telefônicas.
1. aberturas são construídas com pares adjacentes OIs, ALÔs, identificação mútua, cumprimentos
2. Slot do primeiro tópico onde quem chamou anuncia a razão para sua chamada.. este tópico é o mais livere e não sofre constrangimentos como os seguintes, por ser exatamente o primeiro. É o turno principal, que justifica a chamada.
3. Próximos turnos: há tópicos que são retidos até que haja naturalmente chance de ser exposto, que é o que geralmente acontece e é o preferido. Mas se não for possível, tópicos não relacionados surgem, pulam são introduzidos via aumento de volume da fala, amplitude de voz, marcadores de auto-edição, hesitações, marcadores de descontinuidade, como Oh. A coerência do tópico é algo construído ao longo dos turnos com a colaboração dos participantes.
4. O fechamento é delicado não só do ponto de vista técnico quanto do ponto de vista social. Ele é construído, colaborativamente de forma a não forçar, constranger, não demorar e não ser muito rápido, o que pode levar a inferências indesejáveis sobre a relação que existe entre as partes. Sua estrutura: (i) arranjo para uma próxima conversa, resposta, encontro; (ii) seqüências de então tá, ou está bem, (iii) agradecimentos e tchaus finais.

O texto finaliza abordando questões de aplicação e metodológicas a serem resolvidas de forma a ampliar o campo de conhecimento da Análise da Conversação

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