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Date Posted: 11:24:18 10/05/04 Tue
Author: Sara
Subject: RESUMO 7

LEVINSON, S. Pragmatics. Cambridge: Cambridge University Press, 1983.
Capítulo 6. Conversational structure. p. 284-371 (resenha da metade do texto)

O texto de Levinson sobre estrutura conversacional inicia-se com uma breve explicação sobre o capítulo, onde serão discutidas a organização conversacional e suas definições. Para o autor a “conversa” deve ser analisada sob um fenômeno pragmático, como um tipo de linguagem em uso. Ele ainda afirma no início do texto que a organização de um contexto conversacional envolve alguns pressupostos das quais a informação é apresentada e qual o conhecimento prévio dos participantes. Durante o desenvolvimento do texto, ele cita vários autores, como logo no início, Haviland (1997). Para o autor os conceitos pragmáticos envolvem um tipo básico de linguagem em uso. Levinson ainda sugere que o estudo da organização conversacional é empírico, e que suas análises são baseadas na observação.
Levinson sugere uma distinção entre análise do discurso e análise conversacional. A análise do discurso irá envolver teorias e conceitos, típicos da lingüística. Neste tipo de análise, as teorias seriam desenvolvidas através da conversação com uma fórmula particular de discurso, e avaliando seus métodos e pressuposições.
Alguns modelos conversacionais podem ser observados na Análise do Discurso, como: as regularidades de que uma resposta muito curta é geralmente seguida de uma pergunta, pedidos de desculpas seguidos de uma solicitação, cumprimentos são seguidos de saudações entre outros. No entanto para o autor, se essas regularidades fossem vistas dessa de uma forma “fixa”, poder-se-ia construir um modelo conversacional de acordo com bases lingüísticas, e os atos de fala seriam apresentados com regularidade simples; e talvez essa não seja a função da linguagem, visto que a força conversacional é mais complexa. Ele ainda destaca que os atos de falas são formados de uma seqüência de regras, que organizam uma conversa, mesmo que essas possam não ser usadas: uma pergunta, por exemplo, pode ser seguida de outra pergunta, e não de uma resposta. Levinson expõe alguns exemplos para demonstrar a relevância das seqüências conversacionais e suas pressuposições e concluem que esses modelos, métodos e teorias podem ser superficiais e decepcionantes.
De outra forma Análise Conversacional irá analisar os participantes e seus métodos de produção e interpretação das interações sociais (ethnomethodology). O autor descreve as formas de se analisar conversas espontâneas, como gravando e transcrevendo-as, e seus exemplos, como conversas ao telefone ou de um determinado grupo.
A primeira observação apresentada pelo autor é caracterizada pelas “tomadas de turno”. Os mecanismos que definem essas tomadas de turno são sugeridos por SACKS, SCHEGLOFF e JEFFERSON (1974, 1978) e chamadas de sistema gerenciamento local. O autor define algumas características dessa organização conversacional, como a construção dos turnos, sua transição e a previsão de sua ocorrência. ainda apresenta algumas regras, para transição de turnos e segue sua análise através delas, dando alguns exemplos. O autor descreve as violações destas regras, como interrupções e silêncio, e a relevância de observar esses sistemas de tomadas de turno. Ele ainda ressalta que o fenômeno das tomadas de turno é obvio, mas sugestões sobre seus mecanismos de organização não são (PÁG 301).
Na seqüência, Levinson aborda um outro tema, elocuções combinadas. Ele sugere que essas elocuções são unidades fundamentais em uma organização conversacional. Como exemplo dessas elocuções combinadas, temos as perguntas-respostas, saudações-saudações, oferta-aceitação, entre outras. Freqüentemente essas AE apresentam “seqüência de inserções ou insertion”. Para o autor, também é importante enfatizar a organização preferida, a qual evita rejeições de desaprovação.
Após comentar sobre dois tipos de organização C, a TT e a AP, Levinson aborda o OVERALL ORGANIZATION, e cita que as C. de telefone tem sido as mais estudadas. Ele expõe que as conversas apresentam um começo (abertura) e um fim (fechamento). O autor comenta sobre os tipos de seções de abertura, de fechamento, e sugere seqüência de chamado-resposta e suas funções e importância. Ao dar alguns exemplos o autor enfatiza que o CALLER deve introduzir o assunto, e o ANSWER deve falar primeiro. Mas o texto ainda cita o termo reference, onde o autor, mesmo citando outros autores como Putnam (1958), Keenan e Shieffelin (1970), caracteriza o termo, e o exemplificam. Os participantes de uma interação devem colaborar nos procedimentos de abertura, mudança e fechamento de um tópico, a não ser que sejam interações com apenas um tópico. Para todos esses procedimentos de abertura, mudança e fechamento de tópicos ou de interação como um todo, o autor apresenta alguns esquemas gerais, como: GOOD BYE, THANK YOU, que são representações de seções de finalização. Após essas e outras considerações, Levinson sugere uma caracterização mais técnica sobre o que é uma conversa. Primeiro ele faz uma distinção entre conversa de “conversacionalidade”. Depois ele afirma que os aspectos metodológicos das conversas podem ser vistos como uma produção dos participantes. Essas regras sugeridas pelo autor durante a primeira parte do texto, são pontos de um método fundamental, e são estudadas através de exemplos conversacionais. Para os estudiosos, as interações, diferentes de um monólogo, oferecem uma incalculável análise. E dessa forma são fontes que provem simultaneamente, aspectos da organização conversacional e explicações para sua existência e forma(PÁG 325)

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