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Date Posted: 16:13:40 10/25/04 Mon
Author: Andrea Cristina Pereira
Subject: Resumo 10 Semana

Para se melhor compreender a análise da interação, é o estudo de enquadre que situa a metamensagem contida em todo enunciado, indicando como sinalizamos o que dizemos ou fazemos ou sobre como interpretamos o que é dito e feito. Gofmam afirma que em qualquer encontro face a face, os participantes estão permanentemente introduzindo ou mantendo enquadres que organizam o discursos e os orientam com relação à situação interacional; este mesmo autor introduz o conceito de footing que representa o alinhamento, a postura, a posição, a projeção do “eu”de um participante na sua relação com o outro, consigo próprio e com o discurso em construçao.Em qualquer situação face a face, os footings dos participantes são sinalizados na maneira como gerenciam a produção ou a recepção de um enunciado; podem sinalizar aspectos pessoais, papéis sociais e até papéis discursivos, passando a discutir a complexidade das relações discursivas na estrutura de produção( falante) e na estrutura de participação( ouvinte). Uma mudança de footing implica uma mudança no alinhamento que assumimos para nós mesmos e prar os outros presentes, expressa na forma em que conduzimos a produçao ou a recepção de uma elocução.
A preocupação deste artigo é o de evidenciar que os participantes mudam constantemente seus footings ao longo de suas falas, característica inerente à fala natural.

II
No curso da interação ocorrerá o intercâmbio dos papéis de falante e ouvinte, para a manutenção de um formato afirmação/respostas, sendo que o reconhecimento do direito de falar que o falante atual possui, a palavra, vai e vem, e o que se passa é conversação fala, ou conversa; é dessa forma que obtemos a imagem subjacente que temos em relação à interação face a face. A linguagem da conversa, por exemplo, alem de ter como definitivas o conceito de falante e ouvinte, implicam que o que está em questão é somente o som, quando na verdade a visão e até o tato, são igualmente importantes.

III

Qualquer momento de uma conversa pode sempre ser parte de uma conversa qualquer, tudo o que de relevante ocorre a partir do momento em que dois( ou mais) indivíduos iniciam entre si tais assuntos e que continua até que se encerre a atividade.Qualquer coisa que se assemelhe a uma conversa, mas não sendo uma, perde características importantes , porque certos aspectos de uma conversa( chamamentos, fator tópico, construção de informação e pré- encerramentos dependem da questão da unidade como um todo.
Embora seja fácil selecionar para estudo um trecho de fala que apresente as propriedades de um encontro social, há muitos momentos de fala que não podem ser localizados assim> Existem encontros tão entrelaçados com outros encontros que acabam enfraquecendo a pretensão de autonomia de qualquer um deles.

IV

O processo de examinar o que um falante diz e de acompanhar o essencial de suas observações, deve logo de saída ser diferenciado do momento social no qual essa atividade comumente se processa.Mesmo não sendo um participante oficial no encontro, poderemos estar acompanhando a conversa de perto de 2 formas diferentes: fazer propositalmente ou de forma inadvertida e não intencional. Estes participantes eventuais são os circunstantes e eles podem acompanhar temporariamente a conversa, ou captar fragmentos dela, tornando-se assim “ouvintes por acaso”. Numa conversa de duas pessoas, o ouvinte ratificado é necessariamente o endereçado, aquele a quem o falante remete sua atenção visual e para quem espera eventualmente passar o papel de falante.Mas, encontros de duas pessoas, não são os únicos: encontram-se com freqüência três ou mais participantes oficiais; aí o falante do momento poderá diversas vezes dirigir suas observações para o círculo como um todo, abarcando a todos os seus ouvintes com o olhar, conferindo-lhes algo como uma condição de igualdade
Admitidos à cena mais de um interlocutor ratificado, então passa a ser viável a possibilidade de “comunicação subordinada”: uma conversa cujos protagonistas( tempo e tom) são organizados para se constituir numa interferência visivelmente limitada ao que se pode chamar de conversaçào dominante( a conversa gira em torno do momento) ; e os indivíduos engajados nesta comunicação subordinada , comunicam-se usando estratégias como: jogo paralelo, jogo colateral e jogo cruzado.
Quando há tentativa de dissimular a comunicação subordinada, ocorre o conluio. Aliada ao conluio está a insinuação, através da qual o falante, dirigindo palavras a um interlocutor endereçado, encobre suas observações com um significado patente, mas passível de ser negado.. ao afirmar que uma conversação poderia estar subordinada a uma tarefa instrumental em curso, ficou estabelecido que os participantes podem declinar da sua fala a qualquer momento , podendo a ela retornar quando as exigências de atenção imediata da tarefa torne isto evidente realizável.
Quanto à participação ratificada, deve ser estabelecida uma distinção entre o ato de abrir e encerar um encontro e o ato de aderir a um encontro em curso e abandoná-lo. E comumente, dois encontros diferentemente operados podem ocorrer em condições de mútua acessibilidade , cada um sendo circunstante do outro. O direito de abandonar ou aderir, pressupõem circunstâncias nas quais os participantes mudarão de um encontro para outro; há a possibilidade de um encontro de quatro ou mais participantes se dividir ao meio, quanto a possibilidade de encontro, aparentemente, separados se fundirem.
Ao lidar com a noção de circunstantes, foi efetivada uma alteração de ponto de referência, que antes era o encontro, e que passou então a ser algo mais abrangente- situação social, sendo a arena física na qual as pessoas presentes estão ao alcance visual e auditivo umas das outras; os falantes modificarão seu modo de falar, quando não o que estão dizendo,pelo fato de conduzirem sua fala dentro do limite auditivo e visual de não-participantes. A relação de qualquer um dos membros com uma certa elocução pode ser chamada de seu : status de participação” relativo à elocução e a relação de todas as pessoas no agrupamento com uma dada elocução pode ser chamada de “estrutura de participação”. A elocução não divide o mundo além do falante em duas partes exatas,mas abre uma vasta gama de possibilidades estruturalmente diferenciadas, estabelecendo a estrutura de participação segundo a qual o falante orientará a sua fala.

V
A conversação não é o único contexto de uma fala. A fala pode ter a forma de um monólogo, show, palestras recitações e leituras.E quando a fala vem da tribuna, quem escuta é a platéia que excutam de forma peculiar; o papel de uma platéia é o de parecia as observações feitas e não o de responder de forma direta.Muito do que se fala em rádio e TV não é dirigido a um grupo massificado mas visível, mas sim a interlocutores imaginados.Os vários tipos de platéia não são uma característica de eventos de fala, mas sim de eventos de palco.


VI

Em conversa padrão, os participantes parecem compartilhar um foco de interesse cognitivo, mas a maneira como compartilham um foco comum de atenção visual é mais complexa. O indivíduo que está sendo o objeto da atenção é também um participante totalmente qualificado. Mas, muitas dessas referidas ocasiões o contexto da elocução na verdade não é uma conversação; é um empreendimento não –linguistico, no qual estes eventos não-linguisticos podem tomar o direito à palavra. As palavras ditas quer por um, quer pelos dois participantes são uma parte integral de um empreendimento físico mutuamente coordenado e não de uma conversa. Vê-se claramente que um grande número de palavras fazem parte de uma atividade coordenada- não de uma conversação.

VII
A noção de encontro conversacional não é suficiente para se lidar com o contexto no qual as palavras são faladas; pode estar em questão uma ocasião social que envolve uma tribuna, ou evento de fala nenhum e e em qualquer um desses casos, toda situação social, deve ser considerada.
O falante é considerado uma maquina de falar um corpo envolvido numa atividade acústica. O falante é uma pessoa que ocupa algum papel ou identidade social específica, alguma qualificação especial como membro de um grupo. O mesmo indivíduo pode rapidamente alterar o papel social que ocupa, mesmo que sua função como animador e autor permaneça constante.Selecionar a qualificação que devemos ocupar é seelecionar a qualificação dos receptores da nossa ação.
Quando se usa o termo “falante”, está freqüentemente implícito que o indivíduo que anima está produzindo seu próprio texto e delimitando sua própria posição atra’ves dele: animador, autor; assim como podemos falar abertamente pelos outros e nas palavras dos outros.

VIII

A delineação de estrutura de participação e formato de produção fornece a base estrutural para análise da mudança de footing. Um começo pode ser estabelecido ao examinarmos a maneira como as afirmações são construídas.Observe elocuções que expressem desejos, crenças, percepções e intenções. Tais elocuções são ouvidas, vindas de um indivíduo que não apenas anima as palavras, mas que ocupa uma qualificação social determinada, que aufere às palavras sua autoridade.Assim também como podemos corroborar nossas próprias palavras através de um ditado, entendendo-se que a conversa originalmente nossa cessou e uma autoridade anônima diferente de nós mesmos está sendo invocada, assim mudamos nosso footing.

Aspectos Finais:

No caso do relato de um evento passado, a individualidade que selecionamos para nós próprios só pode afetar o molde das outras figuras na história. Os status de narrador e ouvinte de história, passam a ter uma importância na conversação,pois fornecem um footing para o qual uma grande escala de falantes e ouvintes podem brevemente alternar.


IX

Foi recomendado que se pode chegar à base estrutural do footing pela divisão das noções tradicionais de ouvinte e falante em partes mais diferenciadas: estrutura de participação e formato de produção.A idéia de que as estruturas de participação estão sujeitas a transformações.
Uma vez admitido que uma estrutura de participação pode ser colocada entre parêntese, ou colocada num ambiente inadequado, estruturas de participação antes descritas como ocorrências, são elas próprias candidatas a esse processo de reenquadramento.

X

Quando cedemos a palavra numa conversação, assumindo assim o footing de interlocutor, fica garantida a expectativa de reingresso no papel de falante, no mesmo footing em que a interrompemos. Então é preciso admitir que podemos manter o mesmo footing através de vários dos nossos turnos na fala.Neste caso, trata-se da habilidade de diferentes tipos de participantes de assumirem o papel de circunstantes no fluxo imediato da comunicação enquanto se mantêm de prontidão à espera da pessoa de ligação que vai reintegrá-las.

XI

E através do conceito de footin é que poderemos entender o que estava por trás da pirueta de Helen Thomas, como o presidente a via naquele momento/.

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