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Date Posted: 13:52:33 08/26/04 Thu
Author: Nair Prata
Subject: Interação- Resumo da 1ª semana

O texto não aborda todas as formas do discurso, mas apenas o discurso falado. A autora considera alguns tipos de interações faladas e examina as semelhanças e diferenças entre elas. Faz, também, distinções entre fala e discurso. A fala se refere apenas ao uso da linguagem, enquanto o discurso se refere ao uso da linguagem em algum canal ou meio de comunicação. Discurso é um termo mais técnico que falar e, como a maioria dos termos técnicos, ele também é contestado e isso gera debates entre pesquisadores sobre o que significa e como deve ser usado de fato o termo discurso. O significado do termo tende a variar dependendo da disciplina acadêmica e da preferência teórica de cada um.
A mais simples definição do discurso e que aparece nos livros de estudantes de lingüística é “a linguagem sobre a sentença”. Lingüistas tratam a linguagem como sistemas do sistema, com cada sistema tendo uma característica própria de estrutura ou organização.
Schiffrin (1994) propõe duas definições do discurso:
1) Formalismo ou estruturalismo: o interesse na forma abstrata e na estrutura da linguagem
2) Funcionalismo: o interesse está no uso da linguagem
Analistas do discurso consideram as duas definições: a forma e a função, através do balanço de características variadas. Mas nem todos os analistas do discurso são lingüistas e nem todos têm como meta a definição do termo, aumentando o entendimento do uso da linguagem. Alguns cientistas sociais estão mais interessados em uma fonte de evidência sobre a vida social e as relações sociais.
A AD é um método de pesquisa qualitativa cada vez mais popular na ciência social. A palavra quantitativa neste contexto contrasta com quantitativo. AD é uma alternativa de usar instrumentos como questionários, cada um produzindo informações estatísticas. Este método é algumas vezes criticado. Quando as pessoas respondem às questões da pesquisa, na entrevista face-a-face ou na forma escrita, elas constroem certas representações para elas mesmas em benefício dos pesquisadores: elas podem falar para os pesquisadores o que elas pensam, o que elas desejam ouvir ou o que elas podem acreditar.. Esta é uma outra versão do processo da própria construção da fala usual, cada uma é geralmente produzida com o olhar para a situação para a pessoa a que está endereçada.
Dentro de qualquer comunidade há uma gama de coisas convencionais que podem ser ditas sobre determinado assunto. Quando as pessoas falam sobre fazer compras, ou drogas, ou a família real, o que elas dizem é tirado do repertório da comunidade. Isto não sugere que as pessoas nunca dizem alguma coisa inesperada, ou que elas não têm idéias próprias. Mas o uso da linguagem é intersubjetivo. A AD pode ser vista como um método que investiga as vozes sociais disponíveis para as pessoas, cujas falas são coletadas pelos analistas.
No exemplo sobre as drogas, há discursos múltiplos no tema. Nós podemos trabalhar com a mesma categoria, mas podemos discutir isto de modos diferentes. Por exemplo, há uma lei e discurso nos quais o uso da droga é discutido como um crime, cometidos por pessoas que são más. Cada destes modos de falar sobre drogas tem uma história, mas em algumas práticas eles não são mantidos de forma distinta. Por exemplo, educação contra as drogas aponta para persuadir jovens que eles não deveriam usar drogas (não é saudável, é ilegal e perigoso), mas algum programas também discutem o uso da droga como idéia aprazível.
Qualquer investigador que tenha a intenção de pesquisar algum aspecto de realidade através do estudo do discurso usará dados lingüísticos. Reciprocamente, os lingüistas têm algo a ganhar prestando atenção no trabalho de cientistas sociais, ou o que atores sociais fazem com isto.

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