Author:
Ana Kotowicz, A Capital, 16/02/05
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Date Posted: 16/02/05 16:14:50
In reply to:
Vasco da Graça Moura, DN, 16/02/05
's message, "O paradoxo do eleitorado" on 16/02/05 15:49:31
Jerónimo
Ana Kotowicz, A Capital, 16/02/05
Está decicido. Jerónimo de Sousa ganhou o meu voto. Estava hesitante desde que li a entrevista feita por Miguel Esteves Cardoso para a Sábado, mas, ainda assim, o voto em branco continuava a chamar por mim. Mas ontem, ontem, durante aquele debate televisivo, de cada vez que Jerónimo falava - ou não falava - apetecia-me oferecer-lhe um cházinho de limão, um leite quente com mel e prometer-lhes rápidas melhoras. Ver um duro sem voz manter-se duro pode ter este efeito. Surpreendente.
Enquanto os restantes candidatos sobrepunham as suas vozes, criando uma amálgma de sons desinteressante, Jerónimo calado ganhava a minha admiração. O tempo esfumava-se, levava com ele palavras vagas, e aquilo que poderia ter sido uma desvantagem tornou-se uma clara vantagem para o líder comunista. O que os outros não conseguiram, Jerónimo alcançou sem dizer palavra. A simpatia daqueles que, sem ouvir a sua voz, o viram dizer muita coisa.
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