| Subject: Apelo dos candidatos da Renovação nas Listas do BE |
Author:
renovação
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Date Posted: 16/02/05 19:18:56
Apelo dos Candidatos da Renovação Comunista nas listas do Bloco de Esquerda
“muda de vida”, António Variações
15 Fevereiro 05
Um novo ciclo de políticas pode impor-se com as eleições de 20 de Fevereiro. Por onde as esperanças adiadas das portuguesas e dos portugueses abram um caminho de afirmação.
Os membros da Renovação Comunista actuam para que as eleições produzam uma viragem no país imprimindo-se à esquerda um novo impulso que lhe permita retomar a iniciativa, reorganizar-se e ganhar capacidade transformadora.
Cresce a consciência popular da gravíssima crise económica, financeira e social legada pelo desgoverno das direitas e de como urge interrompê-la.
Aumenta igualmente a consciência de que o país, de acordo com o poeta, deve mudar de vida, encontrar um outro caminho que liberte a criatividade dos trabalhadores portugueses para relançar a prosperidade e agarrar a modernização. Caminho esse só possível mudando as políticas que provocaram a estagnação económica e derrotaram o governo de Durão Barroso e Santana Lopes.
O discurso liberal de que “não há alternativa” à agenda política da direita é uma enorme mistificação e, pelo contrário, um novo Portugal e uma nova Europa podem realizar-se. Nestas eleições, o que está em causa é precisamente a construção e afirmação de uma alternativa à esquerda.
Os candidatos da Renovação Comunista sublinham que uma maioria absoluta de uma força tão heterogénea e equívoca como é o Partido Socialista, cujo programa e campanha eleitoral não se comprometem com uma mudança substantiva de políticas, não garante aos portugueses que o ciclo da crise e da instabilidade política seja resolvido. Uma análise serena autoriza precisamente a concluir o contrário: um tal governo – apoiado numa maioria absoluta do PS, arrisca-se a perpetuar, no essencial, as dificuldades.
Para os candidatos da Renovação Comunista, nestas eleições, o mais importante à esquerda é potenciar as condições e reforçar os factores de mudança e transformação efectiva na economia, na sociedade e no Estado, que relancem a prosperidade, a justiça social e aprofundem a democracia.
Gerar um novo modelo de desenvolvimento económico, actuar com frontalidade na reforma fiscal, dar combate ao desemprego, revogar o código laboral e promover o trabalho com direitos, apostar na educação e na qualificação da mão-de-obra, reformar o Serviço Nacional de Saúde e a justiça, relançar a segurança social pública e despenalizar o aborto, são os passos urgentes, estruturais, que dependem absolutamente não de um PS sozinho, mas de uma absoluta vontade de mudar, de lutar por essas políticas e de construir a base social e política que as sustente. Para fazer regressar o país à senda do progresso, é preciso mais esquerda com iniciativa, visão e força para mudar.
Na base de um amplo consenso acerca das políticas necessárias e do indispensável esforço de unidade para bater a direita, o Movimento da Renovação Comunista e o Bloco de Esquerda estabeleceram uma colaboração eleitoral para dar à esquerda mais força e capacidade de transformação.
O esforço de convergência na diversidade de que este acordo dá provas mostra como são superáveis as diferenças e como os objectivos comuns que interessam aos trabalhadores possibilitam a unidade e se impõem à divisão nos momentos decisivos.
Da mesma forma, o programa necessário para retirar Portugal da profunda crise em que mergulhou exige mais mobilização e mais convergência das esquerdas, nas organizações sociais e na vida política. O Bloco de Esquerda é a força que mais procura, viabiliza e desenvolve o diálogo e a acção comum entre as diversas correntes de opinião à esquerda.
O voto no BE é o voto que recusa o sectarismo e alarga o impulso e a dinâmica de aproximação e entendimento à esquerda, condição indispensável para que a vitória da esquerda no dia 20 venha a significar uma mudança nas políticas.
O Bloco de Esquerda pelo seu dinamismo e crescimento deu corpo, visibilidade e influência a um projecto político eficaz e mobilizador. Nestas eleições, o BE é o voto das portuguesas e dos portugueses que querem que o seu voto conte para a mudança nas políticas e para que um país novo possa ter esperança de começar.
O caminho para um novo ciclo de políticas é possível com mais esquerda.
Com mais Bloco de Esquerda.
15 de Fevereiro de 2005
Adelino Granja (Leiria)
António Rodrigues (Coimbra)
António Teixeira Lopes (Aveiro)
João Rodrigues (Lisboa)
João Semedo (Porto)
Paulo Fidalgo (Lisboa)
Rui Lima Jorge (Aveiro)
Saudade Lopes (Aveiro)
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