| Subject: Re: A simples opção de mudar a sério |
Author:
Bruno Dias
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Date Posted: 17/02/05 8:50:55
In reply to:
Bruno Dias
's message, "Ctrl + Alt + Del" on 17/02/05 2:20:23
por Bruno Dias
(Deputado do PCP na Assembleia da República)
A simples opção de mudar a sério
Neste tempo de decisões, não é preciso dar muitas voltas à cabeça para perceber quem dá mais garantias de credibilidade e confiança, para que o país e o distrito consigam finalmente uma verdadeira mudança.
Faz lembrar aquela historieta da “caneta da NASA”. Aliás, talvez já a conheças…
Quando a agência espacial norte-americana começou a colocar astronautas em órbita, logo surgiu um problema: não havendo gravidade, as canetas comuns não funcionavam. Era preciso inventar uma nova tecnologia para criar uma nova caneta, que respondesse aos desafios da conquista do espaço. De imediato, a NASA formou equipas de investigação, com cientistas de nomeada, incumbidos dessa revolucionária tarefa.
Ao longo de uma década, 12 biliões de dólares foram investidos no projecto – mas valeu a pena, e o resultado foi perfeito. Orgulhosos do trabalho da Agência, os seus responsáveis exibiram a “caneta espacial”: capaz de escrever em gravidade zero, virada ao contrário, debaixo de água, em praticamente todas as superfícies, incluindo vidro, e em temperaturas que podiam ir dos 50 graus negativos aos 300 graus positivos. Um verdadeiro espanto.
Entretanto, outros tinham já encontrado para o mesmo problema uma solução alternativa, de uma eficiente simplicidade: usaram um lápis...
De facto, perante um problema complicado, muitas vezes vem a ideia de que, ou não há nada a fazer, ou só se pode vencê-lo com uma solução complicada. Quanto mais complicada melhor. E já agora, uma solução que seja nova, a estrear, uma novidade absoluta.
É por essas e por outras que às vezes se acaba por aderir ao “último grito da moda”… e depois fica-se mal servido – o conteúdo não era bem como a embalagem mostrava.
No fundo, trata-se de recordar que há soluções que estão há muito tempo à nossa frente, e que vale a pena optar por elas. Soluções simples, eficazes, que não tiveram ainda a sua oportunidade – mas que já têm provas dadas. Como a CDU.
À medida que o tempo vai passando, verificamos que há um número crescente de pessoas, pelo distrito e por todo o país, que deram já a sua confiança (e o seu voto) a candidaturas que, depois da eleição, se revelaram afinal muito diferentes do que prometiam ser. Promessas por cumprir, compromissos esquecidos, políticas que tornaram a vida mais difícil.
Ora uns, ora outros, PSD, PS e CDS foram passando pelo poder e deixando a sua marca. E enquanto assistimos a uma espécie de “concurso do pior governo”, foi ficando no ouvido aquela frase de que «os políticos são todos iguais».
Mas quais políticos? Estamos a falar dos que já estiveram no Governo – ou dos que contra ele lutaram? Aqueles que privatizaram e encerraram empresas – ou os que se juntaram aos trabalhadores, à sua luta, defendendo os seus direitos? Os que aprovaram os aumentos de propinas – ou os que defenderam no Parlamento (e fora dele) a escola pública, gratuita e de qualidade para todos? Estamos a falar dos que impediram a construção de ETARs no Distrito e quiseram impor a co-incineração na Arrábida e a ETRI no Barreiro – ou daqueles que saíram à rua ao lado das populações, em defesa do ambiente e por uma vida melhor para a região?
Na verdade, feitas as contas, é um facto incontornável que, de todas as forças políticas eleitas na Assembleia da República pelo Distrito de Setúbal, só há uma que nunca passou pelo Governo ao longo destes 28 anos. Só uma força política esteve todos esses anos, em cada dia, na resistência a estas políticas de direita, exigindo e defendendo uma mudança a sério: a CDU.
Este “fartar vilanagem” a que temos assistido, com sucessivos governos a penalizar o Distrito, tem causado em muito boa gente o sentimento de que “no fim de contas não vale a pena”, que “afinal vai tudo dar ao mesmo”. E assim vai alastrando a frustração, o conformismo, o distanciamento. Mas a política não tem que ser assim. A vida não tem que ser assim! É possível fazer alguma coisa para mudar este estado de coisas.
Essa mudança – não uma mudança de nomes, ou de caras, ou de símbolos, mas uma mudança a sério, para uma política diferente, para uma vida melhor – não só é possível como é indispensável. Não podemos é continuar com estas “novas/velhas” opções.
Ultimamente ouvimos muito nas rádios aquela tal música do Variações: muda de vida se não vives satisfeito, muda de vida, estás sempre a tempo de mudar. É esse desafio que temos pela frente. Mudar de vida. Mudar a sério.
Mas como na história da caneta dos astronautas, vale a pena reflectir na melhor solução. É que, às tantas, a melhor solução não será essa que é a mais badalada, a mais celebrada, a tal que toda a gente diz que é nova. Às tantas, a solução tem estado aqui na tua frente este tempo todo – e agora podes optar.
E numa altura em que tanto se fala do famoso “voto útil”, importa deixar este aviso à navegação: na maior parte das vezes, quem respondeu a esses apelos dramatizados concluiu pela experiência da vida que o seu voto afinal foi útil, sem senhor, mas só para quem o recebeu – porque foi inútil para quem o deu!
Rapidamente vieram as piruetas, as manobras, o regresso às velhas políticas. E o país voltou ao mesmo caminho. Donde, o voto serviu para os colocar em maioria, ou no Governo, mas para ti não te serviu de nada. Desta vez, mais vale que o voto seja útil, antes de mais, para ti.
Vale a pena conhecer as propostas que a CDU tem para Portugal, e concretamente para o Distrito de Setúbal. Aparece, fala connosco. São muitos os que têm vindo a iniciativas da CDU – e em muitos casos pela primeira vez – nesta nossa campanha, enriquecendo assim um debate que queremos aberto, com participação e diversidade.
(...)
E não deixes de participar, de intervir. Vai à luta. É possível transformar esta política. É do teu interesse, está ao teu alcance e depende de ti. Vamos fazer do dia 20 uma jornada de luta!
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