Author:
José Pacheco Pereira, Público, 17/02/05
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Date Posted: 17/02/05 11:31:14
In reply to:
Vasco da Graça Moura, DN, 16/02/05
's message, "O paradoxo do eleitorado" on 16/02/05 15:49:31
Campanha eleitoral quase no fim: o dia depois do PSD
José Pacheco Pereira, Público, 17/02/05
(...)
Este artigo está escrito na forma do "deve". O seu autor sabe que o "deve" é sempre muito frágil, e, quando não se tem a responsabilidade do "deve", é fácil escrever coisas cruéis e cínicas sobre a realidade partidária e ficar por aí. Mas, se no dia 20, o PSD perder as eleições, eu estarei entre os que perdem. Acontece. Muitas pessoas acharão que para um crítico intransigente como fui e sou de Santana Lopes é a máxima incoerência "votar nele". Será, porque eu não conheço uma maneira de votar no PSD sem ser "votar nele". (...)
Quanto às indignações com a "incoerência" já as conheço e posso bem com elas. Algumas são de gente séria e devem ser ouvidas, outras são fruto da luta política e destinam-se mais a questionar a integridade do interlocutor do que a defender uma "coerência" que não se aplica aos "renovadores" que votam PCP, ou aos que acham que Sócrates é de "direita" e votam no PS. (...)
Quem estiver contra o PSD dificilmente pode contribuir para essa mudança, e quem seja indiferente a essa mudança, como na verdade o são BE, o PCP ou o PS (ou pelo menos parte do PS), pode dar-se ao luxo de confundir Santana Lopes com o PSD e o seu projecto reformista. Uma coisa é colocarmo-nos contra este epifenómeno (...), outra coisa é colocarmo-nos contra o PSD e o seu papel na sociedade portuguesa. Eu assumo, se quiserem, um argumento ingénuo nestes tempos de cinismo: voto no PSD para ter apenas uma legitimidade, a de poder contribuir para a sua mudança depois do dia 20 de Fevereiro.
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