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Susana Otão, JN, 17/02/05
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Date Posted: 17/02/05 17:38:03
In reply to:
Vasco da Graça Moura, DN, 16/02/05
's message, "O paradoxo do eleitorado" on 16/02/05 15:49:31
Um dia sem grandes discursos mas com muita emoção e apoio
solidariedade Jerónimo foi saudado por dezenas de trabalhadores
Susana Otão, JN, 17/02/05
Não houve voz para grandes discursos, mas houve beijinhos e abraços para colmatar a falta de palavras aos muitos trabalhadores da Câmara do Seixal, que ontem se reuniram com Jerónimo de Sousa ao almoço. "Ele há-se falar sempre, até que a voz lhe doa", dizia com graça uma apoiante, enquanto esperava a sua vez na fila para o almoço no refeitório. Também o secretário-geral do PCP esperou a sua vez na fila falando com o olhar aos trabalhadores, que lhe iam dando mezinhas para recuperar a voz "Chá de cebola é o melhor", avançava uma. "Não, o melhor é o de perpétuas roxas", sobrepunha outra.
Entre sorrisos o líder dos comunistas foi cumprimentando os trabalhadores, todos solidários com o desaire do debate da noite anterior. "Foi uma pena, mas o que é preciso é força", disse um, enquanto outra confiava "Olhe só por isso vou votar na CDU para não lhe calarem mais a voz política".
No final do almoço, Jerónimo quis agradecer a solidariedade por parte dos restantes líderes partidários. "Sinto-me profundamente sensibilizado por essa manifestação de compreensão e solidariedade de tanta gente que não sendo do meu partido teve uma visão e um comportamento democrático", realçou ainda com algumas dificuldades. O líder comunista destacou, entretanto, que está a realizar um tratamento médico de modo a poder estar a cem por cento nas últimas iniciativas da campanha.
De tarde Jerónimo de Sousa suspendeu mesmo as acções de campanha agendadas. No entanto, e já ao jantar o líder comunista voltou a discursar. Recorrendo a Brecht, abriu o discurso "Quando a luta é mais dura é quando os lutadores estão mais cansados. Mas é um cansaço bom, depois de uma campanha feita num sentido positivo", afirmou, para gáudio dos cerca de mil apoiantes, radiantes por ouvirem, de novo, com viva voz, o seu líder.
As referências negativas ao Governo PSD/CDS pautaram um discurso, onde Jerónimo destacou a "ambiguidade de posições do PS", para justificar a necessidade de não alcançarem uma maioria absoluta. (...)
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