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observador curioso
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Date Posted: 18/02/05 12:37:40
In reply to:
Vitor Dias, Avante, 17/02/05
's message, "«Ponto por ponto»" on 17/02/05 19:00:44
Concordando com quase tudo o que diz o VD (para variar) termino de forma diferente, claro. Para reforçar a esquerda e impedir um PS à direita vota BE ou vota CDU. Parece que ambos os votos são, para tal, úteis.
>Vitor Dias, Avante, 17/02/05
>
>«Ponto por ponto»
>
>Ao longo de toda a pré-campanha e campanha, Vital
>Moreira tem sido uma das personalidades da área do PS
>que, argumentando de forma interesseira em favor de
>uma maioria absoluta para esse partido, mais se
>esforçou por demonstrar a extensão e profundidade de
>divergências programáticas que impediriam
>entendimentos do PS com partidos à sua esquerda.
>
>Como sublinhámos várias vezes, esta argumentação do
>constitucionalista de Coimbra incorporou sempre, para
>além de outros, dois truques principais: o primeiro é
>que, propositadamente, sempre passava ao lado de um
>juízo ou debate sobre a bondade ou maldade das
>políticas substantivas em que desenham as tais
>divergências; e o segundo é que, propositadamente,
>nunca dava o passo de reconhecer que a distância
>programática do PS em relação a partidos à sua
>esquerda correspondia, nessas matérias, a uma notória
>proximidade do PS em relação ao PSD e ao conjunto da
>direita.
>
>Como é costume, quando anotámos estes dois truques,
>não terão faltado os que terão reagido exclamando que
>lá estão os comunistas a transformar o PS no seu
>«inimigo principal» ou, como falsificou há dias
>Francisco Louçã com insuperável desfaçatez, a
>considerar «o PS igual ao PSD».
>
>Acontece porém que, em crónica no último «Expresso», o
>jornalista e subdirector Henrique Monteiro, que é tão
>insuspeito de qualquer animosidade com o PS como
>insuspeito de qualquer simpatia pelo PCP, veio
>tranquila e honestamente dizer tudo aquilo que Vital
>Moreira nunca quis dizer.
>
>De facto, depois de opinar que «hoje, uma coligação
>formal [é só a formal] entre o PS e o PSD seria
>profundamente errada e limitadora», H. Monteiro
>salienta que «a ideia de que o partido mais próximo do
>PS é o PSD continua a não ser errada» porque «ponto
>por ponto, retórica à parte, em áreas fundamentais –
>defesa, política externa, Europa, segurança, finanças,
>economia e até certas políticas sociais – verificamos
>que eles não andam assim tão longe».
>
>E, concluindo, Henrique Monteiro lá sentenciava que,
>ambição da maioria absoluta à parte, seria um «erro» o
>PS «esquecer que é com o PSD que terá de fazer a maior
>parte das reformas».
>
>Aqui chegados, nenhuma confusão: opiniões insuspeitas
>como esta devem servir não como uma credível e segura
>antecipação do que se vai passar depois de dia 20 mas
>como um aviso solene sobre um sério perigo que importa
>conjurar, afastar e vencer e que só pode ser
>conjurado, afastado e vencido com uma reforçada
>votação na CDU, no próximo domingo.
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