| Subject: Desempregados alemães ultrapassam os 5 milhões |
Author:
cátia almeida
|
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
Date Posted: 3/02/05 18:56:09
A maior economia da Europa está a atravessar a sua mais forte crise de emprego desde a II Guerra Mundial. O número de desempregados na Alemanha chegou aos cinco milhões em Janeiro - um quarto das pessoas sem trabalho na União Europeia - , 'puxando' a taxa de desemprego para os 12,1%.
Valores "dramaticamente elevados", nas palavras do ministro alemão da Economia e do Trabalho, que comprometem a reforma laboral do seu Governo e criam um grave problema político, num ano de eleições regionais (a primeira já este mês e a outra em Maio).
O chanceler Schroeder tinha chegado a prometer um corte no desemprego na ordem dos 3,5 milhões, mas o fraco desenvolvimento económico do país não o ajudou (de 2000 a 2003, o crescimento foi zero e, no ano passado, ficou-se pelos 1,7%).
A Agência Federal do Emprego alemã revelou que o aumento de 573 mil desempregados de Dezembro para Janeiro, atingindo 5,037 milhões, deve-se não só a factores sazonais, como o tradicional decréscimo no Inverno do sector da construção, como também a um novo sistema de medição dos desempregados, que passou a abranger mais 222 mil pessoas.
De qualquer forma, este cenário pode ainda agravar-se este mês, esperando-se uma quebra significativa no segundo semestre.
Um dos factores que contribuiu certamente para esta evolução foi a deslocalização de empresas do gigante alemão para países com custos laborais mais baixos, um fenómeno que também tem afectado Portugal. A quebra do consumo privado tem igualmente consequências ao nível do desemprego.
O último recorde que tinha sido batido na Alemanha foi em 1998, nos últimos meses do Governo de Helmut Kohl, quando 4,8 milhões de pessoas se encontravam sem trabalho.
Um problema europeu. Embora a Alemanha esteja a ser particularmente afectada pelo desemprego, com um quarto das pessoas sem trabalho da União Europeia (sem ter um quarto da população), este fenómeno está a crescer noutros países do Velho Continente.
De acordo com os dados do Eurostat, os novos membros da UE são os que apresentavam, em Dezembro, as taxas de desemprego mais elevadas. A Polónia lidera o ranking, apresentando uma taxa de 18,3% (3,1 milhões de pessoas). Segue-se a Eslováquia com 16,9% (473 mil desempregrados). A seguir à Alemanha, que com os novos números se situa em terceiro lugar, está a Grécia com 10,5%, muito próxima da Espanha (10,4%). Com os valores mais baixos estão a Irlanda (4,3%), Luxemburgo (4,4%) e a Áustria (4,5%).
A realidade portuguesa. Apesar do aumento significativo nos últimos anos, a taxa de desemprego portuguesa (6,7%) está abaixo da média europeia (que se situa nos 8,9%, quer seja ao nível da Zona Euro, quer ao nível dos 25).
Segundo as estatísticas nacionais, o INE aponta para uma taxa de 6,8%, com 376 mil desempregados (valores muito próximos dos apresentados pelo Eurostat, tal como se pode ver no mapa ao centro).
Por seu lado, o Instituto do Emprego e Formação Profissional revelou que, no final de Dezembro, estavam registadas nos centros de emprego 468 mil pessoas, mais 3,6% do que no período homólogo.
A maioria dos inscritos (155 mil) possui o primeiro ciclo do ensino básico e mora na zona Norte (205 mil). Por profissões, há quatro grupos que em conjunto representam quase metade dos inscritos (43,9%) trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio, empregados de escritório, pessoal dos serviços de protecção e trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústria transformadora).
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
| |