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Lusa, PUBLICO.PT, 05/02/05
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Date Posted: 6/02/05 1:16:29
Comício de abertura oficial da campanha eleitoral da CDU
Jerónimo de Sousa ataca PS por querer adiar regionalização
Por Lusa, PUBLICO.PT, 05/02/05
Estela Silva/Lusa
Jerónimo de Sousa defende que a regionalização é "indispensável" também para a reforma da administração pública
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, atacou hoje o PS por querer "adiar a regionalização", acusando o seu líder, José Sócrates, de voltar atrás na sua posição e "dizer que é prematuro" retomar o tema.
Jerónimo de Sousa, que falava no comício de abertura da campanha oficial da CDU, na Maia, Porto, lembrou que José Sócrates "ainda há poucos meses se desfazer em juras de retomar a criação das regiões administrativas", mas, "pensando em ser Governo", "embrulhou tudo o que durante estes últimos anos foi dizendo", preparando-se "para garantir que os milhares de milhões de euros que aí vem do novo Quadro Comunitário de Apoio são geridos, comandados não por órgãos regionais, mas pelo Governo e os seus ministros".
O dirigente comunista considera, porém, "o mais espantoso", que o PS admita um novo referendo "só na próxima legislatura, ou seja, só para depois de 2010, e sempre na condição de ser assegurado um largo consenso, leia-se com o PSD", partido dos "inimigos da regionalização".
Jerónimo de Sousa defende que a regionalização "é indispensável" não só para "aprofundar a democracia e o desenvolvimento regional", mas também para "uma indispensável reforma da administração pública".
No encerramento do comício de abertura oficial da campanha eleitoral para as legislativas de 20 de Fevereiro, o líder do PCP reafirmou os objectivos da sua candidatura: derrotar a direita e reforçar a CDU "com mais votos e deputados", para acabar com "o rotativismo do vira o disco e toca o mesmo".
Convicto de que o PS irá ganhar as eleições e formar Governo, Jerónimo de Sousa criticou a "lógica do voto útil no PS", que acusou de estar a pedir "um cheque em branco aos portugueses" para ter "o poder absoluto".
Honório Novo responsabiliza PS e PSD pela situação sócio-laboral do Porto
O cabeça de lista da CDU pelo Porto, Honório Novo, também aproveitou para deixar algumas críticas aos dois principais partidos, responsabilizando o PS e o PSD pela situação sócio-laboral do distrito, que segundo o candidato "bateu mesmo no fundo".
Na sua intervenção, Honório Novo afirmou que o distrito do Porto regista "mais de um quarto do desemprego nacional", tem mais de "90 mil pessoas a beneficiarem do Rendimento Mínimo Garantido" e 14 dos seus 18 concelhos "têm poder de compra abaixo da média nacional".
Segundo o candidato, o Porto tem, também, uma taxa de mortalidade infantil acima da média nacional e é um distrito onde a percentagem da riqueza produzida diminui "face ao país e à Europa".
Por esta situação "há partidos que são responsáveis", disse, numa alusão ao PS e ao PSD, acrescentando que estas forças políticas "agora passam o tempo a ensaiar telenovelas" para ver se os portugueses se esquecem "da responsabilidade que têm".
Quanto ao Bloco de Esquerda (BE), foi João Machado, no segundo lugar da lista da CDU Porto, quem apontou as principais críticas. Recorrendo a um "slogan" do Bloco, em que esta força diz ser "uma esquerda de confiança", João Machado disse que "de confiança tem muito pouco".
O candidato indicou que BE-Porto "disse que na última legislatura apresentou 118 projectos de lei, mas apenas apresentou 78 e, com incidência no distrito, apenas quatro".
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