| Subject: "O voto de confiança, o voto útil é na CDU, uma força com provas dadas". |
Author:
Lusa,05/02/05
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Date Posted: 5/02/05 17:20:11
Eleições: Francisco Lopes (PCP) diz que Bloco não é de confiança
Setúbal, 05 Fev (Lusa) - O Bloco de Esquerda foi hoje um dos alvos principais no comício da CDU que terminou de madrugada em Setúbal, com o cabeça de lista pelo distrito Francisco Lopes a acusar o BE de não ser digno de confiança.
"Agora o Bloco de Esquerda lançou um cartaz em que insinua que a CDU não é de confiança. É preciso lata. Se um dia fazem um circo mediático na Assembleia da República, no outro estão disponíveis para viabilizar propostas e orçamentos negativos para o país", acusou.
Perante centenas de militantes e simpatizantes da CDU (PCP/PEV), que encheram o fórum Luísa Todi em Setúbal, Francisco Lopes disparou:
"Eles é que não são de confiança. O voto de confiança, o voto útil é na CDU, uma força com provas dadas".
Francisco Lopes referiu-se a um cartaz do Bloco de Esquerda cujo slogan é "BE, uma esquerda de confiança", que a CDU entendeu ser uma alusão ao PCP.
O candidato, membro do Comissão Política do PCP, acusou o PSD e o CDS-PP de desvalorizarem o trabalho como valor, e, ao contrário, promoverem a "especulação e o expediente".
O mesmo tema já tinha sido abordado pela número dois pelo distrito, Odete Santos, que introduziu um novo slogan na campanha da CDU: "temos um programa para agarrar futuro".
"É urgente e cada vez mais inadiável a valorização do trabalho, manual ou intelectual", disse, lembrando que "foi o trabalho que permitiu a Galileu descobrir que a terra andava".
No dia em que saiu para as ruas um novo cartaz da CDU "Agora, CDU! mudar a sério", Jerónimo de Sousa, o último interveniente no comício, manifestou-se satisfeito com o "ritmo" da pré-campanha.
"Se a simpatia fosse sinal de voto na CDU, estaríamos à beira de um resultado histórico extraordinário nas eleições legislativas de 20 de Fevereiro. (Ó) Nem uma hostilidade nem uma provocação", afirmou, em jeito de balanço de final de pré-campanha.
Contra as "mistificações", Jerónimo de Sousa insistiu na ideia de que "estas eleições não são para eleger um primeiro-ministro, mas os 230 deputados à Assembleia da República".
Jerónimo de Sousa questionou o líder do PS sobre como é que vai criar mais 150.000 postos de trabalho, perguntando se será "repetindo a dose de Guterres, em que 20.000 amigos do peito entraram na administração pública".
SF.
Lusa/fim
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