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leitor de jornais e de revistas
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Date Posted: 23/01/05 10:02:50
In reply to:
HM
's message, "Re: Portas versus Louça" on 22/01/05 10:37:09
Não estou de acordo com a opinião da Helena de Matos no que se refere a cumprir com a lei actual pois acho que a lei actual é "curta" e deve ser modificada, possibilitando que a pedido e até às 12 semanas, no SNS, qualquer mulher possa fazer uma interrupção voluntária da gravidez. Tem sido esta desde sempre a opinião do PCP, com a qual concordo, como também concordo que tal modificação legal só carece de maioria parlamentar - que curiosamente já teve, na véspera do tal acordo Guterres/Marcelo sobre o referendo.
Isto é, foi depois do Parlamento ter aprovado a alteração da lei do aborto, que para a sabotar, Guterres e Marcelo forçaram os seus grupos parlamentares a fazer um referendo. E é isto que o PCP (e alguns PS's, como a Roseta, o Alegre, a Fertuzinhos, por exemplo) denunciaram mas que muito convenientemente o Bloco faz por esquecer e pior, tudo faz para branquear, até o apresentando como um avanço da democracia...
Mas a Helena de Matos levanta ainda uma questão de que pelos vistos muitos falam, mas poucos se atrevem a referir: os boatos provenientes do Brasil sobre a vida privada dalguns políticos.
Ontem quando li este artigo da Helena de Matos, algo me fez pensar, qualquer sininho tocou. Só hoje me lembrei dum artigo apologético sobre o Louçã que li no passado verão, salvo erro na Grande Reportagem, sobre viagens do Louçã ao Brasil e à América Latina, de que pelos vistos é grande conhecedor.
Saberá a Helena de Matos mais do que conta?
>Por fim, convém também que se perceba o que quis dizer
>Louçã quando afirmou: "Não tem direito a falar de
>vida." Será que quis dizer que o aborto é uma questão
>que apenas pode ser debatida por quem foi pai ou mãe?
>Ao seu convencimento da superioridade moral da
>esquerda, Louçã junta agora a presunção da
>superioridade moral e política de quem "gerou vida". A
>outra questão suscitada por esta frase de Louçã
>prende-se com a vida dos candidatos propriamente dita.
>Esta semana recebi um "mail" que reproduzia o
>comentário surgido num jornal brasileiro sobre a vida
>privada de Santana Lopes e Sócrates. Tal como eu,
>muitos milhares de portugueses o devem ter recebido.
>Já está afixado em algumas lojas de bairro. A vida
>privada de Paulo Portas é igualmente matéria de
>inúmeras insinuações - como esta feita por Louçã,
>neste debate.
>
>Ao contrário do que, a propósito do aborto, afirmou
>Louçã, todos temos o direito de discutir politicamente
>tudo. E, ao contrário do que insinuou Louçã, nenhum de
>nós tem o direito de discutir a vida privada de
>cidadãos adultos, livres de entre adultos - e friso o
>entre adultos - estabelecerem as relações que
>quiserem, com quem quiserem (...)
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