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observador curioso
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Date Posted: 19/01/05 22:09:38
In reply to:
Luis Blanch
's message, "Re: União Europeia" on 19/01/05 10:01:13
Agora limita-se a transcrever o que os outros escrevem. Vai tomar os comprimidos, Blanch. Olha que os teus amigos do PCP assim já não te querem.
>>Claro que dizer que globalmente a adesão de
>>Portugal à Comunidade Europeia representou e
>>representa uma etapa necessária para projectar
>>Portugal num determinado tipo de modernidade ,ou
>>de uma opção histórica,ou um meio circunstancial
>> para a salvação económica ,são todas meias
>>verdades de que todos temos consciência.
>>
>>O que me parece pouco questionável é
>>que,passados 5 séculos, enterrado o império
>>colonial e o canto das sereias do Portugal
>>repartido pelos 5 continentes, e´ que nos
>devamos encontrar
>>connosco próprios ,com o nosso território europeu
>> e regeitemos a política suicida do
>>"orgulhosamente sós" . Encaminhando-nos para a
>>Europa ,correspondemos ao nosso destino
>histórico, como que regressamos ao ventre
>materno.
>>
>>
>>Cabe porém aos portugueses,no quadro do novo
>>"paradigma" europeu optar por uma Europa das
>>regiões e dos cidadãos, de uma Europa das
>>pátrias (cada vez mais diluída)de uma Europa que
>> enfatize o aprofundamento das políticas sociais
>>e do emprego e menos dos Estados e das
>>multinacionais , uma Europa internacionalista e
>socialista.
>>
>>Sendo mínimamente pragmáticos e fazendo uma
>>análise prospectiva ao nosso figurino económico
>>,perguntemo-nos: Que recursos naturais,que
>>recursos humanos, que definição estratégica para
>>um desenvolvimento autónomo "independente" ?
>>
>>
>>
>>
>>
>>>Também não sou economista... Mas mesmo assim cá me
>vou
>>>atrevendo a botar uns palpites sobre matérias que
>>>normalmente os economistas reclamam como sendo do seu
>>>(mais ou menos) exclusivo foro.
>>>Devo dizer à partida algo que já tenho aqui explicado
>>>noutras ocasiões: No caso da União Europeia sou
>>>declaradamente a favor de uma União política de tipo
>>>federal.
>>>E nisso sou claramente contra as posições do PCP, do
>>>PCF e do PCG (e doutros PC's...).
>>>
>>>Mas no que respeita às questões levantadas por João
>>>Carlos, parece-me evidente que não é uma fatalidade
>>>(nem foi... contra o que disseram
>ontem
>>>os srs. Mário Soares e Freitas do Amaral. Em todo o
>>>caso, eles é que estiveram no Governo e certamente
>>>sabem muito melhor do que eu o estado em que estava o
>>>Estado...).
>>>Em todo o caso deve ter-se presente que mesmo países
>>>como a Noruega - que estão de fora - acabam por estar
>>>"presos" à União Europeia por uma série de acordos. E
>>>se não tivessem interesse nisso, não estavam. E estão
>>>sujeitos a muitas das regras da UE sem terem voto
>>>na matéria.
>>>Dito isto - da "não fatalidade" - quer-me parecer que
>>>hoje, com a dimensão planetária dos agentes
>>>económicos, Portugal só tem a ganhar se estiver
>>>integrado num entidade operacional com muito maiores
>>>dimensões. Já já vai o tempo do Marquês de Pombal o
>>>qual - para citar uma historiadora francesa - dirigia
>>>um comércio de ambito tri-continental e podia assim
>>>encarar o resto da Europa de igual para igual.
>>>Conta-se, a esse respeito que um dia,
>>>por ocasião de uma qualquer recepção, o embaixador de
>>>Espanha - para sublinhar a pequena dimensão de
>>>Portugal em comparação com a Espanha - terá
>perguntado
>>>"se atirar a uma lebre no Alentejo, onde é que a vai
>>>apanhar?". A isso o Marquês terá respondido, sem
>>>pestanejar, "à India"....
>>>E até nem é uma questão de "colónias" ou
>"Império"!!!
>>>A Suiça nunca teve "império" e tem do mundo uma visão
>>>planetária. A única que cada vez mais interessa ou é
>>>relevante.
>>>Por outras palavras, a União Europeia não é, nem
>deixa
>>>de ser, um problema estrutural da nossa sociedade.
>>>O problema estrutural "numero um" da nossa
>>>sociedade é a crónica (por isso é que é
>estrutural...)
>>>falta de formação científica e tecnológica da
>>>esmagadora maioria dos nossos concidadãos.
>>>Sair hoje (ou "amanhã", se o Tratado Constitucional
>>>vier a ser aprovado...) não era certamente uma
>>>catástrofe nacional. Mas era capaz de ser pior...
>>>Refiro só as consequências no campo da Política e da
>>>Economia.
>>>No campo das alianças políticas lá voltávamos aos
>>>braços dos nossos queridos Ingleses... A mais antiga
>>>aliança do mundo, gostam "eles" de dizer. E, claro,
>>>que só faríamos o que lhes interessasse a eles. Aos
>>>"britânicos". Com nos séculos XVII, XVIII e XIX (com
>o
>>>relativo interregno do Marquês de Pombal).
>>>No campo das reciprocidades económicas, lá teríamos
>>>que voltar para África ("para Angola e em força",
>como
>>>dizia o Salazar) ou para o Brasil. Só que agora já
>>>teria que ser numa base de muito respeitinho pelas
>>>soberanias nacionais dos "PALOPs" (que raio de
>>>sigla...). E era se eles quisessem!!! E sempre em
>>>"parceria" com outros países de MUITO maior dimensão.
>>>Desde a própria UE, à China. No caso do Brasil,
>>>passariam ali a ser nossos concorrentes... Não
>>>precisam do nosso eventual "saber fazer" para nada.
>>>Embora tivessemos sempre algumas vantagens
>>>competitivas que não interessa aqui esmiuçar.
>>>De resto acho que sim, que "isto" da nossa integração
>>>na UE deveria ser tema de muita e detalhada
>>>discussão...
>>>Mas, convem ter presente, que quem mais tem a
>>>perder com a construção de uma Europa Federal, são as
>>>burocracias (e os Partidos estatais
>>>estabelecidos.
>>>Cordiais saudações,
>>>Guilherme Statter
>>>
>>>meu apelido) sou Lusitano/Português de há não sei
>>>quantas gerações... Mais concretamente do Ribadouro,
>>>que era assim que antigamente se chamava a região
>>>entre Trás-os-Montes e a Beira Alta.
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