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observador curioso
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Date Posted: 20/01/05 14:01:42
In reply to:
Observador lucido
's message, "Re: União Europeia-uma fatalidade?" on 20/01/05 13:03:38
Meu car amigo, tanto disparate causa dó. Imagine Portugal for da UE. Comecemos pelo nosso poscionamento periférico na europa, isoladinhos aqui neste rectângulo ocidental da península ibérica. Sem a livre circulação de pessoas e de bens. Com uma divisa - o escudo - quase inconvertível. Sem grandes recursos naturais e com um atraso estrutural digno de um país do terceiro mundo. Com umas exportações fracas, produtos de baixa tecnologia e de diminuto valor acrescentado. Com uma dívida externa brutal. Sem os mercados de África. Só com algum turismo e pouco mais.
Que me diz a este cenário?
ora, tenha você juizo e passe um resto de dia muito proveitoso...indo à missa.
>O Joao Carlos levanta questoes de fundo, bem e com um
>sólidos bom senso. O que ele está a dizer, no fundo, é
>"O rei vai nu". Toda essa algazarra mediatica sobre as
>bondades da integraçao na UE nao pode mascarar o
>problema de fundo: as ajudas comunitarias foram/estao
>sendo à custa da desindustrializaçao de Portugal e,
>mesmo assim, destinada a poucos.
>
>Para recordar: O PCP previu e preveniu acerca deste
>desastre. Quem tiver duvidas vá ver as comunicaçoes
>da Conferencia do Porto sobre a integraçao na UE.
>O volume foi publicado pelas Ed. Avante.
>
>>Parece então haver consenso entre esquerda e direita
>>quanto à integração de portugal na UE, salvo
>>excepções,as quais imediatamente são por alguns
>>ostracizadas como se auqeles que questionam de lepra
>>fossem portadores!
>>Mas, os argumentos parece não me terem convencido.
>>Vejamos:
>>o argumento fundamental e realçado é o
>>seguinte:inexistência de recursos naturais e humanos.
>>Bem, mas então expliquem-me lá uma coisa, Portugal
>>passa a ter mais recursos naturais pertencendo à UE?
>>Passamos a ter por nossos o que aos outros pertence? É
>>evidente que não!
>>Recursos humanos, a questão põe-se do mesmo modo,
>>nestes anos de UE aumentaram o nossos recursos humanos
>>por força da UE? Também me parece que não.
>>Então esperamos o quê? Como não temos recursos...que
>>os outros nos dêem os seus?
>>Aliás nem sequer alguma vez foi esta a argumentação
>>que foi aduzida para justificar a importância de
>>aderir à União, foi antes outra completamente
>>diferente, a saber, que as nossas empresas iriam
>>passar a dispor de um enorme universo de consumidores
>>permitindo-lhes assim uma enorme expansão e
>>desenvolvimento. è só ler o que foi escrito nessa
>>altura. Esta sim foi a base da argumentação! Ao que
>>parece o que aconteceu....não foi bem isso.
>>Por outro lado, a questão de não haver recursos
>>naturais nem humanos, leva-nos então para outros
>>caminhos:é que a ser assim o que se questiona já, não
>>é tanto a questão da integração mas a da de existência
>>de Portugal enquanto país!
>>Quanto aos fundos....bem 1º não são eternos. 2º se a
>>moeda de troca dos fundos comunitários é a
>>desindustrialização do país....aplica-se o
>>ditado:"quando a esnola é grande o pobre desconfia".
>>Mas o meu desafio mantém-se. Eu não sou economista e
>>penso que os intervenientes nos outros posts tb não.O
>>desafio é o de ser feito um estudo sério o mais
>>elaborado possível sobre como seria Portugal sem a
>>adesão à UE. Sem análise séria e especializada só é
>>possível dar palpites. Porque é claro que se nos
>>reportarmos aos economistas da super-estrutura, já
>>sabemos a resposta. Porque um problema sério também é
>>este, quando queremos saber alguma coisa sobre
>>problemas económicos, aí temos o Miguel Cadilhe, o
>>Vitor Constâncio, o Cavaco, etc, etc, que de esuqerda
>>não têm nada e que portanto fazem a sua análise dum
>>ponto de vista de classe. E como só esses economistas
>>têm acesso aos media, depois o povinho pouco mais faz
>>que ir repetindo (uns um pouco melhor,outros pior)
>>aquilo que os ouvem dizer a eles. E eles estão a
>>dizê-lo constantemente pois têm todos os meios de
>>comunicação à sua espera ansiosamente. E depois alguns
>>mais básicos desse mesmo povinho até acham que sabem
>>muito e sentem-se importantes quando arrogantemente
>>invectivam aqueles que,simplesmente, se interrogam!
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