Author:
Jorge Nascimento Fernandes
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Date Posted: 14/01/05 14:55:14
In reply to:
Jorge Nascimento Fernandes
's message, "A engenharia eleitoral do Presidente ou os amigos são para as ocasiões" on 12/01/05 14:54:22
A Engenharia eleitoral do Presidente. Algumas precisões
Sem estar de acordo com a redução do número de deputados proposta pelo José Manuel Faria, reconheço que toda esta polémica tem unicamente a ver com o momento eleitoral que estamos a atravessar, em que por razões meramente eleitoralistas é preciso atacar o adversário e dar sempre a impressão, pelo menos da parte dos membros do PCP que intervêm neste fórum, de que os seus opositores de esquerda são sempre um conjunto de traidores e oportunistas.
Descontando estes exageros, a verdade é que um círculo único com o actual número de deputados permitiria até a entrada do PPM e do PT na Assembleia, que por acaso vão entrar pela mão do PSD. Por essa razão ou se diminui no número de deputados ou se recorre, com faz a Alemanha e outros países, a uma percentagem mínima para se poder entrar. É evidente que nunca defenderia os 5% como limiar mínimo, como se faz naquele país.
O exemplo aqui referido de que a diminuição de deputados, de 250 para 230, custou mais ao PCP do que ao PS e PSD tem unicamente a ver com a existência de círculos eleitorais por distritos. Dado se elegerem menos deputados por círculo, naqueles distritos em que os partidos não conseguem eleger deputados, pois eles são menos, mais votos se deitam no lixo, e quem sofre são os pequenos partidos, neste caso o PCP e CDS.
Tudo isto acarreta uma interessante reflexão, que tem estado sempre arredada destas discussões, ou seja, porque é que naqueles círculos onde a esquerda mais pequena não elege deputados, não concentra todos os seus votos, no partido mais à esquerda que permita derrotar a direita. Temos pois o voto útil, não ao nível nacional, mas sim ao nível distrital. Isto nunca foi considerado por ninguém e PCP e BE nem querem ouvir falar nisto, porque deste modo perderiam a sua percentagem nacional que tanto prezam e na qual os media tanto reparam. O PS, por outro lado, também nunca encarou isto a sério, porque isto obrigaria a acordos eleitorais prévios, coisa com que nunca esteve interessado.
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