| Subject: Re: As listas |
Author:
Cocabichinho
|
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
Date Posted: 14/01/05 23:50:40
In reply to:
Cocabichinho
's message, "Re: As listas" on 13/01/05 23:35:41
Tornei a visitar o site do bloco e nada. Os candidatos do bloco continuam clandestinos. Serão assim tão maus para não os publicarem? Do que é que eles têm vergonha? Onde estão a tão apregoada transparência?
>Eu achei estranho o Henrique Custódio não ter
>mencionado o bloco. Fui então navegar no seu site e
>percebi. É que os seus candidatos mantém-se
>clandestinos. Não há lá nada, rigorosamente nada sobre
>eles. Porque será? Se alguém souber, agradeço
>antecipadamente a explicação.
>
>
>
>>Henrique Custódio, Avante, 13/01/05
>>
>>As listas
>>
>>Ambos os jornais ditos «de referência» (o Público e o
>>Diário de Notícias, embora este último já disfarce a
>>custo a «voz do dono» desde que Luís Delgado, o
>>«comissário» do Governo de Santana, «renovou» ao gosto
>>as direcções e orientação do jornal), ambas as
>>publicações, repita-se, foram esta semana convergentes
>>no sarcasmo com que anunciaram o encerramento das
>>listas às próximas eleições.
>>
>>Em três fartas páginas (duas no Público, uma no Diário
>>de Notícias), ambos debitaram uma enxurrada de
>>remoques.
>>
>>Após assinalar, em fundo de página, a presença de
>>«jornalistas e ex-assessores em todas listas
>>eleitorais» (facto, aliás, desprovido de qualquer
>>estranheza ou ambiguidade), o Diário de Notícias
>>filava a denúncia de que «ligações familiares podem
>>dar acesso a S. Bento», espraiando-se nas ditas
>>ligações: no PS, «há casos mais conhecidos como o de
>>Matilde Sousa Franco, cabeça-de-lista por Coimbra e
>>viúva de Sousa Franco», somando-se-lhe, na mesma lista
>>por Coimbra, «Maria Teresa Alegre Portugal, irmã de
>>Manuel Alegre» e «Maria Antónia Almeida Santos, filha
>>do ex-presidente da Assembleia da República», enquanto
>>em Castelo Branco aparece Jorge Seguro, «primo de
>>António José Seguro», em Aveiro Carlos Candal é
>>«substituído pelo seu filho, Afonso Candal» e em Braga
>>o presidente da Câmara PS, Mesquita Machado, coloca a
>>filha Ana Catarina Gama Mesquita Machado.
>>
>>Quanto ao PSD, também não se fica a rir, neste
>>forrobodó de parlamentarismo cripto-dinástico: «os
>>irmãos Feliciano e João Carlos Barreiras Duarte
>>integram a lista dos candidatos por Leiria», enquanto
>>os irmãos (por sinal fadistas e monárquicos) Nuno e
>>Gonçalo da Câmara Pereira são candidatos por Lisboa.
>>
>>Quanto ao Público, em relação ao Partido Socialista
>>denuncia o «guterrismo nas listas do PS» onde «o
>>processo de angariação de candidatos a deputados
>>desceu do nível de ex-ministro e ex-secretário de
>>Estado até ao de ex-assessores do antigo
>>primeiro-ministro», abundando os exemplos: Miguel
>>Laranjeiro, que durante seis anos foi assessor de
>>Imprensa de Guterres e agora surge na lista de
>>candidatos de Braga, Humberto Rosa, que assessorou
>>Guterres na área do Ambiente e aparece na lista de
>>Lisboa ou, ainda, Marcos Perestrelo, que nem sequer
>>foi assessor de Guterres, mas do seu ministro António
>>Costa e que emerge na lista de Beja.
>>
>>Quanto ao PSD, «o processo de escolha dos deputados
>>foi conturbado até ao fim», como é público e notório
>>desde a inenarrável embrulhada de Pôncio Monteiro,
>>«convidado» e «desconvidado» no Porto e que até
>>«traidor» chamou a Santana Lopes e culminando no
>>«líder da JSD, Jorge Nuno e Sá, que saiu da lista (em
>>lugar elegível) por discordar da forma como a sua
>>estrutura foi tratada.». Isto sem falar da miríade de
>>«desistências» e «substituições» que estão na calha,
>>sobretudo no PS, mal cheguem ao poder.
>>
>>Deste estendal exposto pelos «jornais de referência»
>>resulta uma leitura óbvia: a desvergonha, o
>>oportunismo e o conluio na formação das listas são de
>>tal calibre e descaramento que, aos ditos vespertinos,
>>não restou outra alternativa senão ironizar com elas.
>>
>>Como sempre, ignoraram o PCP e a CDU neste
>>levantamento.
>>
>>Só que, desta vez, foi pela boa razão de que no PCP e
>>na CDU – ao contrário do PS e do PSD – não há nem
>>nunca houve tachos para amigos, conluios com
>>assessores, negociatas nas nomeações, escolhas por
>>«herança de família» e etc. etc.
>>Ora isso, para os «jornais de referência», também «não
>>é notícia»...
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
| |