| Subject: Re: POUCAS Laranjas POUCA cultura |
Author:
Luis Blanch
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Date Posted: 6/01/05 15:09:05
In reply to:
Luis Laranja
's message, "Re: POUCAS Laranjas para Tão pouco sumo" on 6/01/05 14:03:04
Missas para já é consigo. Você é que está longe
da realidade e anda lá por cima vêr se entende o evoluir do mundo.
Para si a história e o processo de desenvolvimento andam ao sabôr das contingências ,Como a meteorologia.
O Homem com maiúsculas ,para si é zero não "pinta nada"como dizem os espanhóis. Só Deus nosso senhor tem uma palavra a dizer...
Você acredita mesmo no que escreve? Você realmente despreza ,qual direitista ,a capacidade do homem para se libertar das contingência do meio,de criar e dominar o seu próprio destino ?
A Direita e a Esquerda existem mesmo...a da Missa confesso que não percebo. Quanto ao processo histórico ser resultado das condições sociais e materiais dos povos é caso para lhe dizer que V.precisa é de se cultivar um pouco, só um pouco, porque deixe que lhe diga : são as massas populares que conduzem a história. Claro que há homens geniais que sabem interpretar o pulsar das gentes...
>Senhor Luis Blanch.
>
>As minhas poucas laranjas só poderiam dar pouco sumo.
>Deixe-me dizer-lhe, porém, que a sua prosa é um
>arrasoado sem sentido, revelador de que V.Ex.ª não só
>não consegue discernir o que se passa actualmente na
>sociedade, e o que nela se passou no passado, como,
>ainda por cima, não entendeu o seu mentor, que coraria
>de vergonha com as barbaridades que diz em seu nome.
>
>V.Ex.ª tem o desplante de apresentar o efeito do
>processo histórico - o desenvolvimento económico e
>social - como sua causa, e diz tal barbaridade com
>impressionante desfaçatez. E, para cúmulo, apresenta
>essa banalidade marxista de que o "movimento social só
>se tem proposto, na esteira de Marx, aquilo que está
>em condições de resolver" como se algo de importante
>se tratasse.
>
>Que se saiba, é nos manicómios que se encontra a gente
>que persiste em imaginar que pode resolver o que lhe
>der na real gana independentemente das condições, e
>nada resolve, a começar pela sua insanidade; e outros
>líricos do mesmo jaez, afectados embora por uma
>paranóia colectiva, atribuindo à fé e ao desejo das
>massas dos deserdados assalariados o poder de
>implantar uma sociedade de plena harmonia, de
>fraternidade universal e de abundância material, e até
>lá apenas clamam contra a triste sorte que nos tem
>proporcionado o capitalismo, povoam os partidos
>comunistas. Pela sua conversa, V.Ex.ª parece-me
>pertencer a este último grupo, a não ser que por
>engano meu pertença ao primeiro.
>
>Não é de hoje que o capitalismo esmaga as economias
>mais débeis, etc., etc., tal como não são de hoje as
>múltiplas contradições que o caracterizam. De hoje são
>apenas a maior dimensão, visibilidade, velocidade de
>ocorrência e outras formas de manifestação de tais
>fenómenos, que V.Ex.ª, de forma arbitrária, designa
>por "grande crise de sustentabilidade", o que não
>passará de desejo seu.
>
>As contradições e as crises de sustentabilidade que
>geram, quer do capitalismo, quer de outras formas de
>organização económica e social que o antecederam, são
>produto precisamente do carácter aleatório, não
>programado, como emergiram e se desenvolveram, e
>constituem também os factores de mudança constante que
>tem caracterizado o processo histórico. A evolução
>social, a sua transformação e desenvolvimento, tem
>sido marcada pela aleatoriedade condicionada pelos
>contextos, precisamente o contrário daquilo que V.Ex.ª
>afirma tão levianamente, em demonstração eloquente de
>que nada compreendeu da história, nem tão pouco da
>visão esquemática esboçada pelo seu mentor.
>
>Numa coisa, V.Ex.ª aproxima-se da realidade: os
>fracassos históricos mais estrondosos têm decorrido da
>pretensão insensata de construção artificial da
>realidade económica e social, produto da
>racionalização e do controlo absoluto das vidas das
>pessoas, que se podem designar por totalitarismo, de
>que o último e mais flagrante exemplo foi o comunismo.
>
>Mas o mais caricato dos fracassos políticos tem sido a
>prática dos partidos comunistas. Crentes numa profecia
>idalista - a sociedade comunista - e num instrumento
>voluntarista para implantá-la - a revolução proletária
>- uma e outro do domínio da fé, esse dom de acreditar
>em fenómenos sem causas e em entidades supra humanas
>omnipotentes, transposto no caso para o desejo dos
>deserdados e para o poder infalível da vontade das
>massas, e que com as suas permanentes prédicas contra
>o mal (o capitalismo) e com as ameaças apocalípticas
>da catástrofe iminente a que o mal nos conduz, acabam
>desempenhando papel semelhante ao das igrejas.
>
>Tenha V.Ex.ª um resto de dia proveitoso.
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