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Observador atento e confiante
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Date Posted: 19/12/04 20:13:55
Author:
Observador atento e confiante
[ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] Date Posted: 18/12/04 21:53
In reply to: paulo fidalgo 's message, "carga de ombro" on 18/12/04 19:59
Na “discussão” você põe-se sempre no papel de advogado de defesa do PS e de cardeal do diabo do PCP. No mínimo a sua atitude é de pé atrás em relação ao PCP.
Você sabe tão bem como eu que nunca houve disponibilidade do PS para acordos com o PCP. Esperemos que para o ano e pela primeira vez na democracia portuguesa o PS a manifeste. É que para mudar a política esses acordos (e essa disponibilidade) são fundamentais. É que você também sabe que a postura do PCP em relação a entendimentos nunca foram na perspectiva do poder pelo poder, mas na perspectiva de políticas a discutir.
Lembro-me que no Verão de 2001 houve uma carta do Secretário-geral do PCP para o Secretário-geral do PS e então PM, Eng. Guterres sobre as condições para a aprovação do OE. Tanto quanto sei, nunca houve resposta e o tal OE foi entretanto viabilizado pelo deputado do PP do queijo limiano, com as consequências que conhecemos.
Em relação a coligações autárquicas do PS, lembro-lhe que só mesmo com o PCP houve uma única coligação, a de Lisboa, porque o PS nunca quis outras. E entretanto, foi fazendo dezenas doutras coligações com o PSD e até algumas fez com o PP. Só que com o PCP, porque o considerava o seu adversário directo nunca quis mais nenhuma a não ser Lisboa. Isto são factos históricos, todos nos lembramos deles e até são fáceis de entender tendo em conta que nas áutarquicas desde finais dos anos 80 o responsável por essa frente tem sido Jorge Coelho. O mesmo Jorge Coelho que se entendeu por mais de uma vez com o PSD para a alteração da Lei das Autarquias Locais, que só por causa da dissolução não foi agora aprovada. Lembro-me das discussões na TV entre o Jorge Coelho, o Pacheco Pereira e o Luís Sá sobre a alteração da lei, e da sintonia das posições dos dois e da opinião contrária do Luís. O que faltou não foi imaginação como você diz. O que havia era duas concepções distintas do poder local. Lisboa foi a excepção porque o PS precisou de conquistas a Câmara para o Sampaio poder ir a PR.
O PS mantém relações institucionais normais com a direcção do PS, até houve na AR várias vezes que os partidos de esquerda se entenderam em relação a vários diplomas. Nunca me apercebi de falta de solidariedade institucional nem com a direcção do PS nem com o seu Secretário-geral. Tem algum episódio concreto a comentar?
Mas acabo como comecei. Acho estranha a sua posição de permanente pé atrás em relação ao PCP e até de ser mais papista que o papa em relação ao PS. É que nem já o PS se atreve a fazer ao PCP as acusações que você lhe faz. E desculpe se não fui suficientemente inteligente. Mas prefiro a frontalidade.
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