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Subject: Re: A novidade deste acto eleitoral estará em saber quem é o Partido mais votado?


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visitante
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Date Posted: 24/12/04 14:48:06
In reply to: observador 's message, "A novidade deste acto eleitoral estará em saber quem é o Partido mais votado?" on 24/12/04 9:58:13

Oportuno e claro. Põe o dedo nas questões cruciais.

A todos bom Natal e um melhor ano novo


> Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do
>PCP (Extracto)
>na apresentação do cabeça de lista da CDU pelo círculo
>eleitoral de Setúbal
>Setúbal, 22 de Dezembro de 2004
>
>(…)
>A questão crucial ou se quisermos a novidade deste
>acto eleitoral estará em saber quem é o Partido mais
>votado? Pensamos que não!
>
>A direita vai sofrer uma derrota eleitoral
>correspondente ao seu descrédito e isolamento social e
>em consequência da sua desastrosa política que tanto
>compromete o PSD como o CDS/PP. Não são precisas
>sondagens tendo em conta o que sentem e pensam
>centenas de milhares de desempregados, os
>trabalhadores prejudicados nos seus salários e nos
>seus direitos, os estudantes e suas famílias atingidas
>pelo aumento das propinas e falta de saúde dos
>portugueses, os professores não colocados, os homens e
>mulheres dos saberes e conhecimentos inquietos quanto
>ao reconhecimento e apoio à sua criatividade e
>capacidade, os micro-pequenos e médios empresários,
>agricultores e pescadores que por decisões da União
>Europeia ou pela ganância do grande capital financeiro
>vêem o futuro comprometido, os utentes da saúde, dos
>transportes, das auto-estradas confrontados com a
>privatização, degradação e encarecimento dos serviços
>públicos, as centenas de milhares de pobre lembrados
>nesta quadra e esquecidos no tempo que sobra do resto
>do ano, os democratas e patriotas inquietos com a
>guerra e a soberania nacional.
>
>Mas há um estranho silêncio, uma tranquilidade
>inquietante por parte daqueles, daquelas cem famílias
>que juntas dispõem de mais de 20 mil milhões de euros
>de fortuna pessoal, digo bem, 20 mil milhões de euros,
>a maior parte amassada nas privatizações, nas
>operações especulativas e imobiliárias, nos
>privilégios e benefícios fiscais entregues de bandeja
>pelos sucessivos governos das últimas duas décadas,
>governo que mudam, se matizam no discurso, na forma e
>em tal ou tal política social mas mantêm sempre a
>contradição insanável de não tocar nos poderosos
>enquanto exigem sacrifícios à maioria dos portugueses
>cada vez mais sacrificados. Afinal os mesmo que exigem
>que o PCP mude, abdicando do seu projecto, das suas
>causas e propostas, que o PCP se conforme e aceite
>esta realidade como algo de irreversível, os mesmos, e
>em particular, os que se proclamam de esquerda, que
>exigem do PCP, antes dos votos contados, que diga gora
>que está disposto a viabilizar qualquer Governo,
>qualquer orçamento retificativo, qualquer política
>económica e ambiental, qualquer política ou directiva
>comunitária, independentemente das consequências para
>os trabalhadores, o povo e o país.
>
>Quanto verificamos, particularmente por parte do PS,
>sempre que deixa de estar coberto pelo manto diáfano
>da modernidade, da justa crítica à desgraçada
>governação da direita e revela quais os objectivos
>programáticos, sempre que surge um dirigente, um
>ex-ministro a falar de economia, do que se pretende na
>saúde, da Administração Pública, dos serviços
>públicos, faltando falar sobre o pacote laboral, as
>propinas, a segurança social, nós que nos vamos
>apresentar nesta campanha eleitoral pela positiva, com
>propostas para resolver os problemas, nós que estamos
>dispostos a examinar soluções políticas e governativas
>depois das eleições, queremos deixar claro que aquilo
>que se impõe é virar a página, encetar outro rumo na
>política nacional diferente da que vem sendo seguida
>nos últimos 28 anos.
>
>A propósito, o candidato primeiro do BE aqui pelo
>distrito, julgo que mandatado pelo seu Partido,
>afirmou que iriam viabilizar o Orçamento retificativo
>dum governo do PS e, num complemento de má fé e de
>amnésia, que se recusarão a votar a favor de qualquer
>moção de rejeição que seja apresentada pelo PSD,
>CDS/PP ou PCP ao programa do governo PS, jurando a pés
>juntos que não vai atacar o PS ou pedir-lhes para
>entrar no governo.
>
>Vejam lá como as coisas são!
>
>Que o Bloco se disponibilize a votar a favor duma
>coisa que não existe e independentemente do seu
>conteúdo e das soluções orçamentais, enfim, cada qual
>é como cada um. Já é má fé tentar colocar o PCP a par
>do PSD e do CDS/PP na questão de moções de rejeição
>dum programa de um provável governo do PS. Mas apetece
>envergonhar o candidato do Bloco, lembrando que foi o
>Bloco de Esquerda que em Novembro de 1999 avançou com
>uma moção de rejeição do programa do Governo PS,
>defendida apaixonadamente pelo referido candidato num
>artigo no Público em 10 de Novembro de 1999.
>
>Quando muito o que o Bloco de Esquerda deveria fazer
>era um acto de contrição, se quer descansar o PS e
>pôr-se a jeito, independentemente das políticas que o
>PS quer realizar.
>
>Por nós essas contas, declarações e ajeitamentos são
>no mínimo precipitadas.
>
>Quem fará as contas certas será o povo português nas
>eleições de 20 de Fevereiro.
>
>Pelo voto! Direito que, sendo um exercício de
>cidadania, não deveria ser reduzido a uma credencial
>para eleger deputados. Ele deve comportar aspirações e
>exigências de justiça social, de progresso e
>desenvolvimento económico, de julgamento de políticas
>realizadas, de identificação com quem nas horas boas e
>nas horas más esteve na luta contra o pacote laboral,
>o encerramento, a deslocalização e os despedimentos
>nesta e naquela empresa, em defesa dos interesses dos
>trabalhadores da Administração Pública, levantou a voz
>e denunciou na Assembleia da República os efeitos
>devastadores das privatizações e da degradação dos
>serviços de saúde, dos transportes, do ensino público,
>que lutou pelos interesses concretos de micro-pequenos
>e médios empresários, que ao contrário do PS e do
>Bloco (este agora arrependido) não usou a panaceia do
>referendo para a despenalização do aborto e sempre
>considerou que a Assembleia da República tinha poderes
>e condições para alterar a lei, de identificação com o
>PCP e a CDU, única força que de forma clara considera
>que enquanto não se tocar nos privilégios do grande
>capital, enquanto não se puser fim às privatizações e
>não se fizer uma mais justa repartição da riqueza
>nacional, não haverá mais justiça social, nem
>desenvolvimento económico.
>
>Ao contrário dos que reclamam o voto útil para formar
>governo que governe sossegadamente, mesmo que governe
>ao arrepio do trabalhador, da cidadão e do cidadão
>votantes, dos seus anseios, o PCP e a CDU vão para
>esta batalha apelando ao voto com utilidade na
>política a realizar, nos deputados que depois de
>eleitos estão em condições de prestar contas, honrar
>compromissos com todos aqueles que em nós confiaram.
>
>Mais votos e mais deputados da CDU são o factor novo e
>de mudança, que pesará sempre à esquerda, mas que
>pesará mais para uma verdadeira política alternativa e
>uma alternativa política.
>
>A nossa luta continuará para além de 20 de Fevereiro.
>Mas agora há que travar esta batalha com confiança,
>com a ideia de que a retoma da esperança é possível.
>
>(…)

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