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Subject: Ela discutia, mas confiava


Author:
Público
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Date Posted: 27/12/04 13:44:40

"Ela Discutia, mas Confiava"
Segunda-feira, 27 de Dezembro de 2004

Maria Isabel Aboim Inglez foi um símbolo da oposição democrática ao Estado Novo, feita através de uma carreira política caracterizada pela defesa da democracia, da liberdade, do humanismo e do pacifismo. Defesa que se caracterizou também pela construção de um pensamento político coerente, contemporâneo dos valores da esquerda democrática do pós-guerra. E ainda que trabalhe sempre com o PCP, assim como apoie sempre o seu filho Carlos - será incansável quando este é preso em 14 de Julho de 1959 -, Maria Isabel não foi comunista e sempre se afirmou discípula de Kant e subsidiária da Revolução Francesa.

A colaboração com o PCP é testemunhada por Margarida Tengarrinha, que conheceu Maria Isabel no MUD juvenil e depois familiarmente - o seu companheiro, José Dias Coelho, era cunhado de Carlos Aboim Inglez, filho de Maria Isabel. "Nos momentos decisivos da luta, a Maria Isabel Aboim Inglez esteve sempre com o partido, mesmo em momentos duros", garante Tengarrinha, relatando que "houve até documentos que foram modificados" para Maria Isabel assinar. E insiste: "Ela nunca deixou de seguir as posições que eram genericamente do PC, mas reunindo-se e ouvindo a opinião do PC, com dirigente comunistas vários, que contactavam com ela e discutiam com ela. Ela discutia, mas confiava."

Tengarrinha frisa: "Ela deu opiniões divergentes das nossas, tinha uma personalidade política muito forte. Mas não podem dizer um momento em que ela não tenha estado com o PCP em termos públicos, em termos de presença de movimentos unitários, que todos foram lançados pelo PCP e depois abertos a não comunistas - a Maria Isabel foi sempre uma figura chave." E Tengarrinha garante que ela "tinha um orgulho enorme no Carlos".

Já Luísa Irene Dias Amado afirma: "Ela ia todas as semanas ver o filho a Peniche, mas ela decidiu que não era comunista, que não entrava para o PCP e nunca entrou. Nunca o hostilizou, nunca fez nada contra. Mas não havia necessidade, não era comunista."

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