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Subject: Re: A aldeia dos macacos


Author:
Macaco Velho
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Date Posted: 20/12/04 16:49:00
In reply to: Ângelo Novo 's message, "A aldeia dos macacos" on 20/12/04 14:09:19



O Novisssimus Angelicus afinal voltou... Deve ser das nuvens celestiais em que navega...
Perguntava o macaco:
E qual é a diferença entre criar valor novo e acrescentar valor (ao que já existia)?
Eis a brilhante resposta:
Acrescentar é pôr lá mais do mesmo. Criar é conceber uma nova utilidade social, o que é suposto fazer um engenheiro, se for realmente bom. Tem a ver com a distinção entre valor de uso e valor de troca, (e esta HEIN?!...)com que eu agora não o vou maçar.
Mace, mace que é para aqui a macacada rir um bocado

Angelo Novo dixit
Agora, há muitos "altos quadros", administrativos, financeiros, etc., cujos pseudo-salários provêm da redistribuição da mais-valia social. Mas quem aqui é que tem dúvidas sobre isso?

Respondia o macaco:
Muita gente. Desde logo os proprietários das empresas que gostam MUITO POUCO de pagar dinheiro a inúteis.
Mas não haverá aí uma pontinha de inveja?... E este macaco velho a julgar que os angelicais novos seres desse novo universo que aí vem estavam acima dessa coisas.

O Ângelo aqui, de facto, foi anjinho. Pensava que estava a falar entre marxistas.
Afinal, o macaco é thatcheriano. De facto, só mesmo a baronesa é que dizia (e o macaco macaqueia) que o único problema social que existe é a... inveja.
Decanse, macaco, qua não o invejo a si, nem a qualquer alto quadro administrativo e financeiro. Deploro é a existência de uma sociedade em que estes macacos são tão apreciados, enquanto gente que eu estimo e admiro vive na maior miséria e sofre das maiores privações.

Na volta a razão de ser do pseudónimo "Angelo Novo" deve ser a sua (dele) simpatia pela Madre Teresa
Para os "proprietários das empresas", os altos quadros administrativos e financeiros são obviamente indispensáveis.(Mas porquê?... Eles não fazem nenhum, não produzem valor...). Mesmo resmungando, têm que lhes pagar os vencimentos ditados "pelo mercado". (Ai o mercado, o mercado... essa coisa maldita. E dizia aqui há tempos o nosso estimado Angelo Novo, "que o Guilherme Statter não sabia bem como funcionava o capitalismo")
E o macaco conclui que, se é assim, é porque lhes está a ser pago o "justo valor" pelo seu "trabalho". (Está tonto, deve ser das alturas nebulares em que se deslocam os angelus)
Tudo está certo, no melhor (aliás, único) dos mundos possíveis, salvo as invejas é claro.
E aqui a macacada a julgar que este Novus Angelicus era "marxista clássico" (era o que ele afirmava!...). Estes humanos devem estar loucos. Ora dizem que "aqueles que gostariam de
fazê-lo mas nem isso conseguem"
, fazem do parte "lupenproletariat", ora dizem que fazem parte do
"proletariat". Vá a gente entende-los. O melhor é mesmo falarmos simiesco.

É como vê. As coisas mudam, no reino dos humanos.
Lumpen-proletariado era um conceito que poderia fazer
sentido numa sociedade em que o "exército industrial de reserva" oscilava numericamente, entre expansões e recessões, mas tinha pelo menos tendência a esgotar-se em períodos de grande pujança económica (o dito pleno emprego). Agora já não é esse o caso, nem há mais a mínima questão de pleno emprego, excepto nos discursos politiqueses hipócritas de sempre. Para o capitalismo, na sua fase actual, uma grande parte da humanidade é, pura e simplesmente, "excedentária".

Ah era (lumpen proletariat), e agora já não é?... Mas afinal o estimado Angelo Novo não se reclama também de Samir Amin (um dos modernos do marxismo)?... Ia jurar que já tinha visto isso escrito pelo dito cujo Angelo Novo.
É que o Samir Amin, para além do lumpen proletariat até utiliza a ideia de lumpen-bourgeoisie.

Veja lá agora, macaco, que toda essa humanidade vai entrar no exército dos que vão provar o contrário, ou seja, que é afinal o capitalismo que está a mais. E nós, marxistas, oportunistas como sempre na nossa raiva assassina, vá de tentar instrumentalizar a sua "inveja".
Ah como são belas essas gloriosas marchas redentoras

A propósito de diversos graus de repressão sobre a burguesia, postulada pelo nosso estimadíssimo e angelical Angelo Novo, dizia o Macaco Velho:
Um "certo grau" ?... Muito?... Pouco?...
Dúvidas, só dúvidas.

Nos contesta Angelo Novo:
Isto não lhe posso estar a revelar agora.

Ora bolas... E a macacada à espera da revelação do segredo da pólvora e afinal...
Pois aqui a macacada vai simplesmente ter de esperar, como toda a gente. Se vai haver repressão ou não sobre a burguesia (e em que grau), depende obviamente do que é que esta está disposta a montar para resistir. A "ditadura do proletariado" irá até onde for obrigada, nem mais, nem menos.
Mas em que nuvens de que planeta é que paira, sublime de vontade, este nosso Angelo Novo?... "Depende - obviamente - do que é que a burguesia está disposta a montar"?...
Vá lá seus burgueses, sejam uns humanos porreiros e montem lá uma resistênciazinha folclórica que é para os nossos "anjinhos" poderem mostrar serviço...

Então vamos lá medir isso. A actual situação do proletariado. É que operacionalização de um conceito implica a possibilidade da sua medição. Ou será que não ensinam isso nos mestrados angelicais?
Como é óbvio, cada um terá a sua operacionalização própria, à medida do que pretende fazer.
Boa... No mundo dos angelicais novos humanos a ciência é à vontade do freguêz... Chiça, que aqui neste terrenal mundo dos macacos a ciência é suposta ser igual para todos.
Para os sociólogos da ordem estabelecida, a operacionalização dos conceitos será do tipo taxionómico, que é do que o macaco gosta pelos vistos. Ele é daqueles que gosta de acondicionar tudo em gavetinhas bem medidas, para ficar lá quietinho e bem etiquetado para sempre, não vá o diabo tecê-las.
Olhe que não, olhe que não...
Aqui a macacada, para além das diversas formas de taxonomia, utiliza MUITOS outros critérios para investigar. É para ver se entendemos o mundo celestial dos novos e angelicais humanos. Mas isso dá MUITO mais trabalho do que amandar assim para o ar (a ver se, por acaso, cai em bom sítio) com umas ideias avulsas sobre valor de troca, valor de uso, criação de valor...

A operacionalização que os marxistas buscam é muito outra, porque, como dizia o "velho", o que é preciso é transformá-lo (ao mundo).
O "macaco-mor" (esse a quem chamais de "velho") também dizia que para transformar o mundo era preciso começar por o compreender. Aquilo que aliás a macacada de hoje acha mais chato (nos ensinamentos do macaco-mor) é exactamente a quantidade prolixa (não para o lixo... não haja para aí mais angelicais macaquices...) de dados. Ele era sobre preços e materiais, horas de trabalho e quantidades produzidas, métodos fabris. Tudo numeros atrás de quantidades e de mais numeros com que ele nos brindava. Era mesmo um chato. Mas foi assim que ganhou direito a que o consideremos - cá no reino da macacada - como o MACACO-MOR. Não é para qualquer um!...

Se a minha Tia (chimpanzé) tivesse asas, voava

Não traga para aqui a sua família, que nos merece a todos o maior respeito, independentemente do que você possa tentar fazer com ela.
Ela é ainda mais "macaca velha" e não se importa... Mas, de facto se tivesse asas voava. Como os Anjos...

Olha, mais um “teórico” que se faz à vida. Este forum deve criar anti-corpos.
Oh “revolucionário de sofá”, escusas de dizer “obrigado”

Pois. Foi isto que o perdeu.
Com isto você mostrou uma faceta macacal com que eu não contava e que não posso deixar escapar, porque cala muito fundo na memória desta aldeia portuguesa.
"Isto" é um visco muito particular que toda a gente que lutou contra o fascismo conhece muito bem, porque inúmeras vezes lhe roçou a nuca. É um espírito soez e mesquinho, uma raiva feroz contra quem luta por uma outra sociedade. Um escárnio malsão contra quem ama a liberdade.

Olhe que não... olhe que não... È sempre um prazer tê-lo por aqui... O Angelus Novíssimus é que disse que se ia embora... Mas - faça favor - volte sempre.
Você é daqueles macacos que lambe o cu ao chefe do bando todos os dias e odeia-se a si mesmo por isso.
Mas, entretanto, acha que "isto é assim mesmo",
transferindo então todo o seu ódio (redobrado) para quem teima em dissidir e se manter de pé.

Você, caro anónimo, lá será macaco, ou não, mas o que é de certeza é um verme.
Ui... que afinal este angelo novo é apenas e simplesmente um malcriadete... Será um seguidor do "Anjo precipitado" (vulgo Diabo)???
Ou seja um diabrete infantil que afinal nunca chegou a ser socializado?

Lá em cima não era capaz de maçar (a explicar aquelas coisas de valor de troca e de valor de uso... estilo "tem a ver com", "penso eu de que"...), mas aqui não tem problemas em insultar... Criticar é MUITO mais difícil.
Antes macaco velho (e sarcástico de gozação) que humano malcriado e soez... eh eh eh

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Replies:
Subject Author Date
Re: A aldeia dos macacosGuilherme Statter20/12/04 20:58:45


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