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Date Posted: 15:35:35 12/27/01 Thu
Author: José Maria
Subject: Textos sobre gestão e planejamento - APA

PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO: POR QUE E PARA QUE

Hilda Fadiga de Andrade

Diante dos desafios do mundo de hoje já não se justifica a existência de organizações hierárquicas e verticalizadas; emergem estruturas horizontais com a definição clara de políticas que possibilitem a fluidez das informações, o trabalho em equipe com uma melhor distribuição de responsabilidades e a democratização da tomada de decisões, enfatizando-se a coordenação de ações entre os diferentes setores da organização.
Essa concepção de estrutura da organização se relaciona com o conceito de "Empowerment" (empoderamento) , tão falado, e que na realidade significa: poder com os outros, poder em conexão, poder em relação. Esse conceito nasce de uma proposta de desenvolvimento sinérgico e não hierárquico, que se estabelece através de relações mútuas de poder entre o pensar e o agir, o decidir e o executar, assumindo como principio que a efetividade de um processo está na capacidade de entender que o poder emana da responsabilidade de cada um e não da posição hierárquica que ocupa na organização. Todos têm um nível de responsabilidade, que se transforma em co-responsabilidade na tomada e execução das decisões.
O conceito de empoderamento está relacionado com o de potenciação. Ao exercer o poder de forma cooperativa estou potencializando os demais, ao mesmo tempo que a mim mesmo. Essa interrelação se estabelece a partir da identificação de objetivos comuns e/ou complementares cuja realização se assegurará com a participação de todos os envolvidos no processo, possibilitando uma maior coerência entre o discurso e a prática.
Numa perspectiva de uma metodologia participativa que vise o empoderamento dos parceiros nos mais diferentes níveis, através da atividade de planejamento, podem-se criar as condições de participação para as diferentes instâncias da organização: direção, setores de gestão e execução, entidades mantenedoras ou de cooperação e beneficiários.
A prática do empoderamento no interior da organização potencializa as diferentes habilidades e capacidades, criando condições para uma maior otimização e racionalização dos recursos tanto humanos como materiais e financeiros. Em um nível mais amplo, a articulação com as diferentes instâncias da sociedade permite uma ampliação da capacidade de ação, uma complementariedade de experiências e especialidades, diminuindo custos e permitindo um trabalho com mais qualidade.
O planejamento participativo não dispensa uma coordenação que vai exercer um papel de liderança que é o de articular e catalizar os diferentes interesses e potenciais, no sentido de que cada parte envolvida tenha uma forma de participação nas deliberações e se responsabilize pelos resultados. A liderança é incentivadora, dinamizadora, facilitadora do processo, tendo como principal instrumento a informação e a formação nos mais diferentes níveis.
Trabalhar um processo participativo de planejamento permite:
· > maior consciência sobre a missão da organização,
· > um melhor entendimento da estrutura da organização e da relação do ambiente interno com o contexto social, económico e político.
· > a criação de novos instrumentos de análise e previsão;
· > estabelecimento de critérios para a definição de prioridades e alocação de recursos;
· > formas de aprendizado reciproco;
· > uma melhor compreensão das dificuldades enfrentadas nas diferentes instâncias da organização e maior cooperação entre elas;
· > uma maior cooperação entre as diferentes instâncias no sentido de obter maior eficiência e eficácia, abrindo caminhos para novas formas de gestão, aumentando a capacidade de resposta às demandas tanto internas como externas;
· > uma otimização dos recursos disponíveis, possibilitando uma relação mais positiva entre custos e benefícios, diminuindo o peso dos gastos administrativos;
· > a definição clara de funções e a articulação funcional e operativa entre as diferentes instâncias
· > uma consciência da globalidade e interdependência entre as diversas actividades.
· > Uma consciência da responsabilidade de cada um na obtenção dos resultados.
O Planejamento participativo permite coordenar idéias, ações, perspectivas e compartilhar preocupações e utopias, em vez de priorizar a conformação de instâncias formais e estáticas. Não cremos que haja um "modelo" para isso. De acordo com as caracteristicas próprias de cada coletivo, encontrar-se-á o mais adequado. Em todo caso, deve contribuir para maior eficácia, clareza e profundidade no que se faz.

Materiais consultados:
Menchú Ajamil - A mulher em posição de liderança e gerência: experiências do norte e do sul.
Paulo Roberto Motta - Gestão estratégica
Documentos de discussão interna do CEAAL - Conselho de Educação de Adultos da América Latina
Angelo Dalmás - Planejamento Participativo na Escola

www.novasociedade.com.br – 01/06/99

Boa Comunicação = Bons negócios

Eunice Mendes e
Paulo Cannabrava Filho
Bons negócios se realizam mais facilmente através de boas relações com outras pessoas. O inter-relacionamento será tão melhor quanto maior for o domínio da comunicação. Esta, seja considerada arte, ciência, técnica, dom inato ou adquirido, é uma capacidade a ser desenvolvida, aperfeiçoada, melhorada sempre.
A primeira matéria-prima da boa comunicação somos nós mesmos. O auto-conhecimento leva à reflexão sobre nossas limitações, medos e avaliação correta daquilo que dominamos e somos capazes de fazer bem. A partir daí pode-se planejar a própria superação.
Outra matéria-prima importante é o conhecimento entendido como saber, ou seja, o acúmulo de experiências vividas e adquiridas. Não basta conhecer muito bem os objetivos da empresa, sua estratégia, métodos, processos e produtos. É preciso, além de uma atualização constante, um bom conhecimento sobre o universo em que se está atuando. O nível de informação de um executivo está diretamente relacionado com o seu desempenho.
Terceira base do tripé de sustentação da boa comunicação é o conhecimento do interlocutor. Tão importante quanto o conhecimento próprio é conhecer o interlocutor, individual ou coletivo, pois, a comunicação só se completa havendo recepção e compreensão do outro lado. Há que transmitir em estrito respeito ao universo de conhecimentos e de interesses do interlocutor. De outra maneira se estará jogando conversa fora.
A causa da maioria dos nossos desacertos pessoais e profissionais está centrada em erros de comunicação. Saber ouvir e saber falar bem, saber utilizar os conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias à comunicação eficaz, constituem ferramentas ideais para se conquistar relações integradoras, fortalecidas pelos respeito e pela credibilidade.
O sucesso profissional e empresarial é medido pela habilidade de gerenciar bem os negócios e estabelecer relações interpessoais eficazes.
Qualquer que seja a profissão haverá sempre a necessidade de uma comunicação convincente e ponderada com o próximo. As pessoas são sensíveis e recebem como agressões qualquer comunicação de caráter impositivo, de uma só via, que não admite a participação nem em pensamento do interlocutor. Rechaça também a afirmação dogmática, o saber absoluto, o discurso inflexível.
A boa comunicação é democrática porque ela é dialógica, ou seja, um caminho de duas vias em que se dá e se recebe, onde os dois agentes que se comunicam têm um papel ativo. E isso é válido mesmo quando se fala a multidões.
A eficiência na comunicação proporciona admiração, respeito e credibilidade, torna mais agradável a vida familiar e em sociedade. Nas empresas a boa comunicação é a chave para o sucesso porque possibilita a transmissão precisa dos projetos internos, consegue uma maior interação entre os funcionários, contribui para a boa saúde mental de todos e projeta uma melhor imagem da empresa.
A prática constante da comunicação contribui para o aumento da autoconfiança e da habilidade para pensar criativamente, qualidades estas que se estendem à solução dos problemas práticos de qualquer profissional.
A coerência entre o pensar, transmitir e agir nos leva ao maior equilíbrio e maturidade psicológica o que se traduz em bem estar.
É possível aprimorar a capacidade de comunicação existente em cada um de nós, propiciar a busca do prazer por estar interagindo e aplicar novos conhecimentos, habilidades e atitudes tão necessárias ao exercício da liderança eficaz.

*Eunice Mendes e Paulo Cannabrava Filho são consultores em comunicação empresarial.

www.novasociedade.com.br – 01/06/99

Comunicar para sobreviver
Paulo Cannabrava Filho

Depois que o pessoal da IBM sistematizou o conceito de empresa orientada pelo mercado -"marketing oriented"-, já não se concebe o desenvolvimento empresarial sem planejamento estratégico de marketing. A partir daí, esses conceitos têm sido enriquecidos e aperfeiçoados e constituem a alma de qualquer empresa de sucesso no mundo de hoje. Mais que isso, a empresa que não se atualizar em função das exigências do mercado não sobrevive.
Nas modernas empresas do Primeiro Mundo e inclusive em muitas empresas de sucesso em nosso meio, é a estratégia de marketing que orienta o planejamento e o desemprenho de todos os setores que a integram: de projetos e pesquisas passando por recursos humanos e publicidade até a linha de produção e distribuição.
Num mundo cada dia mais tecnificado e interdependente, em que os consumidores ficam mais exigentes e em que a velocidade das mudanças e das inovações torna-se vertiginosa, as empresas que não se ajustem aos requisitos da modernidade estão condenadas a estagnação ou a desaparecer. Esses requisitos podem ser resumidos em poucas palavras:
- capacidade de adequar-se às mudanças
- a busca da maior qualidade a preços competitivos
- capacidade de reconhecer os vazios e as exigências do mercado
A modernidade exige também um compromisso indissolúvel com o profissionalismo de alto nível além do planejamento estratégico.
O desenvolvimento científico e tecnológico alcançado pela humanidade oferece amplas condições para que as empresas se estruturem de maneira a tornar possível a seu pessoal alcançar esses objetivos.
É o caso, por exemplo, da utilização dos recursos da informática e da telemática, para executar programas permanentes de capacitação e atualização do pessoal, em todos os níveis.
Será sempre através da comunicação que se vai transmitir e interiorizar no pessoal os conceitos, normas e procedimentos para se obter a organização compatível com a modernidade, capaz de otimizar os resultados, superar obstáculos ser competitiva e ter sucesso.
Hoje, uma empresa que produz simples tomadas elétricas ou qualquer equipamento eletrônico, dificilmente se desenvolve sem ter todas as suas ações orientadas pela estratégia de marketing. Agora, imagine-se o que se espera daquelas empresas que têm o próprio marketing como produto, como as imobiliárias por exemplo. Essas são empresas de marketing que, além de serem orientadas pelo mercado, também oferecem o planejamento do marketing como produto.
Tudo é marketing numa imobiliária. Não obstante, muitas dessas empresas nos surpreendem comportando-se como se ainda estivéssemos nos primórdios da revolução industrial.
Corretores de imóveis autônomos, grupos de corretores e empresas imobiliárias, num mercado tão e cada vez mais competitivo, devem ser a vanguarda no desenvolvimento de conceitos de marketing e utilização de modernas e apropriadas ferramentas de marketing.
Para que isso aconteça é preciso estabelecer um conjunto de ações planejadas para vencer tanto a desinformação como a resistência ao novo e criar uma expectativa favorável às mudanças e à cooperação. Essa reversão de expectativas se obtém através de uma estratégia de comunicação, em consonância com o mundo atual e que se utilize de todos os meios de que se possa dispor.
Não se assimila de uma só vez tudo o que é necessário para interiorizar novos conceitos e trabalhá-los no cotidiano. A todo momento se suscitam dúvidas que precisam ser esclarecidas rapidamente. A todo momento alguém está experimentando situações novas que exigem respostas criativas e todas essas experiências precisam ser do conhecimento de todos.
A Internet, de um lado e a Central de Operações Imobiliárias de outro, bem como os recursos da telemática constituem grandes facilitadores para o intercâmbio de conhecimento e a busca de novos conhecimentos. Mas a interação com esses novos meios requer de uma acurada estratégia de comunicação que contemple a realização de cursos, seminários, workshops e campanhas publicitárias.


www.novasociedade.com.br – 01/06/99

Os cenários de marketing

Paulo Cannabrava Filho

O moderno conceito de planejamento estratégico recolhe a visão holística do universo proposta pela filosofia contemporânea. Em outras palavras, se o homem, o planeta, o cosmo, constituem uma totalidade integrada, assim também a empresa é vista como um todo harmônico integrado com a sociedade e com o universo.
Há alguns anos, quando se decidia fazer uma hidrelétrica ou uma estrada, um complexo comercial ou um projeto de desenvolvimento urbano, estudava-se a viabilidade, a factibilidade e a rentabilidade e mandava-se fazer. Hoje isso não é mais possível. Não se implanta um projeto sem um estudo de impacto ambiental e a aprovação do mesmo por autoridade federal. Aqui o mais importante é a população afetada pelo projeto.
A preocupação para com o ser humano e a natureza passou a ser referencial obrigatório de qualquer empreendimento, mesmo de pequeno porte. Daí a necessidade de uma acurada estratégia de comunicação social para integrar a população ao projeto.
Para atuar com sucesso no mundo moderno, o planejador deve estar atento a todos os espaços que compõem o universo de marketing objeto de sua estratégia.
O primeiro espaço é o da empresa com todos os seus integrantes. O conceito de disputa de vida-ou-morte dentro das empresas dá lugar ao da colaboração solidária. A comunicação vertical, impositiva, do patrão para o empregado, deve dar lugar à comunicação horizontalizada, democrática, interativa, em que todos participam criativamente, dando e recebendo conhecimento e construindo um novo conhecimento.
Logo vem o espaço da comunidade que circunscreve os limites físicos da empresa; seguem o espaço do bairro, do município, do estado, do país, do continente, do hemisfério, do mundo. Em cada espaço trabalha-se com diferentes cenários determinados pelos componentes culturais, sociais, econômicos e políticos com infinidades de variáveis e matizes.
A corrente de sucesso da moderna empresa é aquela cujos elos integram os diferentes cenários do universo de marketing. É a integração entre as pessoas da empresa, entre a empresa e os consumidores e fornecedores, entre a empresa e o público que constitui a sementeira de novos consumidores; com as autoridades que criam leis que modificam os cenários e assim por diante. Essa integração cria o clima de confiança e gera a energia necessária para obter a mais ampla colaboração entre todos, o que se traduz em bom ambiente de trabalho e em bons negócios.
Diante dos velhos conceitos e mitos sobre como conduzir empresa e como abordar o mercado, esses objetivos constituem o grande desafio dos dias de hoje. Com esses novos paradigmas são o fundamento da nova utopia que tem como objetivo construir, nesta Era do Aquário que se inicia, um mundo em paz com os homens e com a natureza.
O instrumento fundamental para se construir esse novo mundo é a comunicação. Hoje não se implanta um projeto sem planejar a comunicação. O planejamento estratégico de uma empresa de marketing é o planejamento da comunicação.

www.novasociedade.com.br – 01/06/99

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