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Date Posted: 03:22:47 03/28/05 Mon
Author: Tatiana Diello
Subject: Semana 5 - Panorama geral sobre teorias de aquisição

UFMG
PosLin
DISCIPLINA: LIG 905 Seminário de Tópico Variável de Lingüística Aplicada – 2005/1o
Professora: Vera Menezes.
Aluna: Tatiana Diello Borges.
Semana 5 (28.03 a 01.04).
Panorama geral sobre teorias de aquisição.


Kiymazarslan pretende ao longo do texto discutir as teorias de aquisição de línguas e avaliar suas implicações para a Lingüística Aplicada e também para uma possível teoria de ensino de língua estrangeira ou de segunda língua.
A autora em um primeiro momento apresenta duas perspectivas que guiaram e ainda guiam as teorias de aquisição de línguas. Tais perspectivas são ambientalista (environmentalist) e nativista ( nativist). A primeira clama que fatores ambientais são mais dominantes na aquisição da língua. Já a segunda argumenta que boa parte da capacidade de aprender uma língua é inata. Kiymazarslan ressalta que tanto os seguidores da visão ambientalista quanto da nativista não negam a importância dos fatores ambientais e inatos no processo de aquisição de línguas.
Em um segundo momento, a autora discute oito diferentes teorias de aprendizagem de línguas, mencionando que estas foram especialmente influenciadas pelas escolas de pensamento lingüístico e psicológico. Ei-las: 1a) Vygotsky’s Zone of Proximal Development: de acordo com esta teoria, a aquisição é entendida como o resultado da interação social; 2a) Skinner’s Verbal Behavior: a visão behaviorista de aquisição da língua afirma que o desenvolvimento desta é o resultado de uma série de hábitos; 3a) Piaget’s View of Language Acquisition: sob esta perspectiva, o aprendizado de línguas resulta principalmente de fatores externos ou de interações sociais; 4a) Cognitive Theory: The Language Acquisition View: a teoria cognitiva no tocante à aquisição de línguas argumenta que esta pode ser automaticamente alcançada; 5a) The Discourse Theory: esta teoria resultou da teoria de uso da língua. Segundo esta, a aquisição de línguas ocorrerá de maneira bem-sucedida quando os aprendizes souberem como e quando utilizar a língua em diversos ambientes comunicativos; 6a) The Speech Act Theory: de acordo com esta visão, dizer algo é uma maneira de realizar tarefas; 7a) The Universal Grammar Theory: tal teoria é essencialmente uma teoria de aquisição de primeira língua. Nesse sentido, tenta explicar o aprendizado relativamente rápido de L1 com base em uma “exposição mínima” ao input externo; 8a) The Monitor Model: este modelo é um exemplo de teorias nativistas e é composto por cinco hipóteses – a aquisição-aprendizado, a ordem natural, o input, o monitor, e o filtro afetivo.
Kiymazarslan finaliza o texto afirmando que se pode perceber que nenhuma das teorias apresentadas é completa e que a maioria delas precisa se desenvolver mais. Entretanto, ressalva a autora, cada teoria é importante devido a suas implicações e porque proporcionam informações valiosíssimas no que diz respeito a como uma língua é adquirida e como o ensino desta(s) deveria(m) ocorrer.

Gitsaki em seu texto também trata de teorias de aquisição de segunda língua.
Na primeira parte do artigo, a autora apresenta os critérios de classificação e avaliação das teorias.
Tais teorias podem ser classificadas de acordo com a forma e com o conteúdo. No tocante à forma, elas podem ser determinadas como dedutivas, as quais possuem conceitos e construtos que são vistos como verdadeiros sem terem sido comprovados e indutivas, que ao contrário das dedutivas, são baseadas empiricamente. No que se refere ao conteúdo, as teorias são separadas em macro e micro. A primeira apresenta um amplo escopo e cobre uma vasta extensão dos fenômenos que envolvem o aprendizado de línguas e a segunda, contrariamente, lida com fenômenos específicos e possui um escopo mais limitado.
No que diz respeito à avaliação das teorias de aquisição de segunda língua, dois critérios são fundamentais: definitional adequacy e explanatory power. O primeiro se refere aos conceitos da teoria e a correspondência destes na realidade externa e o segundo é medido por meio da correspondência da teoria em relação aos fatos que esta deve explicar.
No segundo momento do texto, Gitsaki apresenta algumas teorias de aquisição de segunda língua. Ei-las: The Monitor Model: este modelo é um exemplo de teorias nativistas e é composto por cinco hipóteses – a aquisição-aprendizado, a ordem natural, o input, o monitor e o filtro afetivo; Teorias sobre Interlíngua: as diversas abordagens sobre o estudo de interlíngua concordam em dois pontos: (1o) existem duas características básicas no que se refere aos sistemas desta: sistemáticas e dinâmicas; e, (2o) o escopo dessas abordagens também é comum: interlíngua é entendida como um tipo de gramática temporária que gradualmente progride em relação à gramática da língua-alvo; Teorias sobre a Gramática Universal: essas teorias foram produzidas com o objetivo de fornecer explicações para evidências empíricas e elas eram primariamente preocupadas com os mecanismos internos que levavam à aquisição de aspectos formais da língua-alvo e com as semelhanças e as diferenças entre adquirir uma determinada língua como primeira ou segunda; Teorias Cognitivas: teorias de aquisição de línguas sob uma perspectiva cognitiva entendem aquisição como uma automatização gradual de habilidades através de estágios de reestruturação e conexão entre informações novas e o conhecimento já adquirido; Modelo Multidimensional: de acordo com este modelo, o estágio do aprendiz de aquisição da língua-alvo é determinado por duas dimensões: o estágio de desenvolvimento e a orientação social e psicológica do aluno; e, Teoria de Aculturação e Pidginization: sob este ponto de vista, a aquisição de segunda língua é altamente afetada pelo grau de distância social e psicológica entre o aprendiz e a cultura da língua-alvo.
Assim como Kiymazarslan, Gitsaki finaliza o artigo afirmando que embora as teorias sejam primariamente preocupadas em fornecer explicações acerca de como as línguas são adquiridas, nenhuma delas pode oferecer uma explicação abrangente de todo o processo de aprendizagem de segunda língua. Mas, por outro lado, lembra a autora, cada uma contribui com diferentes aspectos para o entendimento do complexo processo de aquisição.

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