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Date Posted: 08:36:50 03/28/05 Mon
Author: Valdênia Almeida
Subject: Semana 5 - Panorama Geral das Teorias de Aquisição

LIG 905 – Seminário de Tópico Variável em LA ao Ensino de Língua Estrangeira
Profa. Dr. Vera Menezes
Aluna: Valdênia Carvalho e Almeida

O texto apresenta oito teorias de aquisição de segunda língua originadas de duas visões de aquisição: a nativista e a ambientalista. As teorias ambientalistas pregam que as experiências de um organismo são mais significantes no seu desenvolvimento do que contribuições inatas. Já as teorias nativistas afirmam que a capacidade de aprender uma língua é inata ao ser humano. Então, o autor apresenta seis teorias ligadas à visão ambientalista e duas nativistas.

A primeira teoria seria da zona de desenvolvimento proximal de Vygotsky. Na visão desse autor a interação social tem um papel importante no processo de aprendizagem. Assim, uma criança desenvolve sua aprendizagem de uma língua através da interação com outras crianças, adultos e com elas mesmas.

Outra teoria seria o behaviorismo de Skinner. A visão behaviorista prega que o desenvolvimento de uma língua é o resultado de hábitos. Nessa perspectiva, o conhecimento é o produto da interação com o ambiente através do condicionamento de estímulo e resposta. Dessa forma, quando o aprendiz recebe um reforço positivo, após sua resposta a um estímulo, ele aprende a língua facilmente.

Na terceira teoria apresentada temos a visão de Piaget de que a aquisição de uma língua resulta, principalmente, de fatores externos ou interações sociais. Segundo o autor, esses fatores e interações acontecem desde o momento do nascimento do ser humano.

Em seguida, nos é apresentada a teoria cognitiva que é baseada em trabalhos de psicólogos como Piaget. Os cognitivistas enfatizam a importância do significado, do conhecimento e da compreensão. De acordo com eles, a aprendizagem é um processo significativo de se relacionar novos eventos ou itens com conceitos cognitivos já existentes.

A quinta teoria, a teoria do discurso, foi resultada da teoria do uso da língua. Essa teoria enfatiza que o desenvolvimento de uma língua deveria ser visto como a forma com que o aprendiz descobre o significado da língua através da comunicação. Assim, nessa visão, a aprendizagem de uma língua ocorre quando o aprendiz sabe como e quando usar a língua em várias situações.

Nos exemplos de teorias nativistas temos a teoria da gramática universal e o modelo monitor. A teoria da gramática universal afirma que o processo de aprendizagem de uma língua é inato. De acordo com a GU o insumo recebido por um aprendiz não é o suficiente para que haja aquisição.

Assim como a teoria da GU, a teoria do modelo monitor de Krashen também acredita na capacidade inata do ser humano de aprender uma língua. O modelo monitor consiste de cinco hipóteses: 1) a hipótese da aquisição vs aprendizagem. Para Krashen aquisição se dá em ambiente natural devido à exposição do aprendiz à LA, enquanto aprendizagem ocorre no ambiente formal de instrução; 2) a hipótese da ordem natural na qual a aquisição das estruturas gramaticais acontece em uma ordem pré-determinada; 3) a hipótese do insumo compreensível como essencial para que as pessoas adquiram uma língua. Esse insumo deve estar um pouco acima do nível de desenvolvimento do aprendiz; 4) a hipótese do monitor que está relacionada ao processo de aprendizagem de Krashen e não ao de aquisição. Para Krashen a “fluência”em uma segunda língua é resultante do processo de aquisição e não do processo de aprendizagem; 5) a hipótese do filtro afetivo que é ajustável de acordo com o nível de ansiedade e outros fatores afetivos que afetam a aprendizagem do aluno. Um aprendiz com o filtro afetivo baixo recebe mais insumo e interage com maior segurança, logo este aluno aprende mais.

As oito teorias trazem suas contribuições e mostram que professores e metodologistas devem levar em consideração as diferentes visões acerca da aquisição de uma língua que não seria apenas uma questão ambientalista, mas também nativista.

O texto de Gitsaki também nos fala de teorias de aquisição de segunda língua. Todas as teorias revisadas pela autora apresentam a aquisição de L2 como sendo um processo gradativo.

No início do seu trabalho, a autora discorre acerca da avaliação de teorias que teria dois critérios básicos: a adequação da definição e o poder de explicação da teoria. A adequação da definição se refere aos conceitos e sua correspondência com a realidade externa e o poder de explicação é medido pela correspondência da teoria com os fatos que a referida teoria se propõe a explicar.

Gitsaki inicia a apresentação das teorias pelo modelo monitor de Krashen e suascinco hipóteses já discutidas no resumo acima. Em seguida, a autora aborda a teoria da interlíngua de Selinker. A interlíngua seria um estágio linguístico no qual o aprendiz de uma segunda língua se encontra. O estágio da interlíngua seria uma gramática temporária sistematizada e composta por regras. Essas regras são o produto de cinco processos cognitivos: 1) Generalização. Processo no qual o aprendiz generaliza regras e características de L2; 2) Transferência de Treinamento. Alguns componentes da interlíngua são resultantes do ensino queo aprendiz recebe do professor; 3) Estratégias de Segunda Língua. Algumas regras da interlíngua ocorrem devido ao uso de determinadas estratégias de aprendizagem; 4) Estratégias de Comunicação em Segunda Língua; 5) Transferência. Algumas regras da interlíngua são provenientes de transferências que o aprendiz faz de sua L1 para L2.

Outra teroia apresentada pela autora é o modelo Multidimensional. De acordo com o modelo, o estágio de aquisição é determinado por duas dimensões: o estágio desenvolvimental do aprendiz e a orientação sociopsicológica.

A última teoria apresentada é a aculturação ou pidginização. Segundo Shumann a aquisição de L2 é apenas um aspecto da aculturação e o nível de aculturação do aprendiz em relação a língua alvo é que vai controlar seu nível de conhecimento da língua. Nessa perspectiva, a aquisição de L2 é influenciada pela grau de distância social e psicológica entre o aprendiz e a cultura da língua alvo.

O conheciemnto acerca destas e outras teorias se faz necessário, pois cada teoria oferece uma perspectiva diferente em relaçao ao complexo processo de aquisição.

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