| Subject: Re:Aas promessas de regionalização do PS voltam todos os quatro anos |
Author:
Fernando
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Date Posted: 1/05/05 11:50:28
In reply to:
Filipe Santos Costa
's message, "Re: Carrilho apresentou o seu projecto para a capital e Coelho atacou forte o PCP" on 1/05/05 10:17:46
"O empenhamento dos autarcas do PS no projecto da regionalização foi patente não só ontem, em Lisboa, como na sexta-feira à noite, no Porto."
As andorinhas voltam todas as primaveras, as promessas de regionalização do PS voltam todos os quatro anos. Eles, os PS's tiveram o pássaro na mão - a lei tinha sido aprovada pelo PS e pelo PCP - no governo Guterres, depois, naquele negócio iníquo, feito nas costas da Assembleia da República e até do Grupo Parlamentar do PS (pelo menos foi do que se queixaram...) do acordo de Guterres e Marcelo para levarem a referendo o aborto e a regionalização, deixaram o pássara fugir! E entretanto a regionalização até era uma obrigação constitucional...
Preparemo-nos pois, mais uma vez, para a hipocrisia de os ouvirmos a exigir a regionalização! É fruta da época.
>apoio à regionalização
>
>O empenhamento dos autarcas do PS no projecto da
>regionalização foi patente não só ontem, em Lisboa,
>como na sexta-feira à noite, no Porto, onde foi
>igualmente apresentado o manifesto autárquico.
>Francisco Assis, candidato do PS à Câmara do Porto,
>defendeu o "regresso à ideia das regiões
>administrativas" e a valorização das áreas
>metropolitanas do Porto e Lisboa, as únicas que
>"objectivamente existem no País". Assis considera
>fundamental a regionalização nos locais "onde são mais
>claros os efeito do centralismo de Lisboa".
>
>Apresentado como um dos protagonistas de uma nova
>geração de políticas do poder local, Assis prometeu um
>"choque" para solucionar problemas como o desemprego e
>o "apagamento económico e político" a nível nacional.
>"Não nos vamos render ao fatalismo, temos de fazer de
>novo do Porto um centro de produção de conhecimento."
>Não é aceitável, sublinhou , "a coexistência do
>Primeiro e do Terceiro Mundo na mesma cidade". E a
>área metropolitana terá de deixar de ser "um lugar de
>miséria e opressão". A inversão desta tendência, disse
>Assis, passa por uma política metropolitana que
>fomente "respostas conjuntas" para problemas comuns.
>
>"Pancada" no manifesto
>
>O manifesto autárquico não agradou a alguns autarcas
>presentes, na Alfândega do Porto. As críticas mais
>duras partiram de Alberto Souto. O presidente da
>Câmara de Aveiro referiu que o documento "não deve
>servir de cartilha a programas eleitorais". Muito do
>que vem expresso no manifesto carece de inovação, ou
>já está em marcha em diversas autarquias. É o caso,
>lembrou, do emprego social ou da dinamização do
>associativismo.
>
>Alberto Souto manifestou-se contra o reforço dos
>poderes das assembleias municipais, mas é a favor da
>limitação dos mandatos, "factor qualificativo da
>democracia", desde que essa medida inclua também os
>deputados. As críticas do autarca de Aveiro forçaram
>Jorge Coelho, na intervenção de encerramento, a
>afirmar que o manifesto "é apenas um documento
>inicial, sem verdades oficiais, preparado para levar
>pancada numa perspectiva positiva".
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