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Subject: Re: Carrilho apresentou o seu projecto para a capital e Coelho atacou forte o PCP


Author:
Filipe Santos Costa
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Date Posted: 1/05/05 10:17:46
In reply to: PEDRO MARQUES 's message, "«é um hipótese que pode vir a estar em aberto, desde que nos sejam dadas condições»." on 1/05/05 10:09:31

Coelho lança acusações ao PCP

Dirigente do PS acusa comunistas de "fazer fretes à direita" no plano autárquico

Filipe Santos Costa, DN, 1/05/05

Sozinhos em Lisboa. Carrilho apresentou o seu projecto para a capital e Coelho atacou forte o PCP

O coordenador autárquico do PS, Jorge Coelho, lançou ontem críticas duras ao PCP, partido com o qual ainda há poucos dias estava a negociar uma coligação com vista às eleições para a Câmara de Lisboa. Referindo-se à Área Metropolitana de Lisboa (AML), Coelho identificou o PCP com o "imobilismo" e apontou o partido de Jerónimo de Sousa como um dos grandes adversários dos socialistas.

O dirigente socialista enumerou dois casos em que o PCP se aliou ao PSD - na Câmara de Sintra, onde é "a muleta" do presidente Fernando Seara, e na Assembleia Municipal do Barreiro, onde "fez uma coligação com o PSD" contra o socialista Eduardo Cabrita - e lançou a acusação "Isto não é ser de esquerda, é fazer fretes à direita."

Apesar das críticas, Coelho mostrou-se confiante que, em Lisboa, apesar de não haver coligação pré-eleitoral com os comunistas, pode haver um entendimento depois das eleições. "Gostei da frase do Jerónimo de Sousa, que amigo não empata amigo, o que quer dizer que somos amigos", disse o coordenador da Comissão Permanente do PS, num colóquio das Novas Fronteiras para a apresentação do manifesto autárquico do partido.

Falando no mesmo encontro, ontem à tarde, Manuel Maria Carrilho, o candidato socialista à câmara da capital, ignorou o acordo falhado com o PCP e concentrou baterias na gestão de Pedro Santana Lopes e Carmona Rodrigues. Para o candidato do PS, o balanço dos últimos quatro anos "é tão penoso" que nem o PSD apoiou a recandidatura de Santana Lopes. No entanto, "não conseguiram encontrar nenhum candidato melhor" do que o número dois de Santana. Uma dupla que, acusou, "se limitou a um errático carrossel de anúncios, decisões pouco ou nada fundamentadas e pouco ou nada avaliadas nas suas consequências". Carrilho prometeu "um novo paradigma" para Lisboa, com mais investimento na reabilitação do que na nova construção e "tolerância zero ao estacionamento selvagem".

apoio à regionalização

O empenhamento dos autarcas do PS no projecto da regionalização foi patente não só ontem, em Lisboa, como na sexta-feira à noite, no Porto, onde foi igualmente apresentado o manifesto autárquico. Francisco Assis, candidato do PS à Câmara do Porto, defendeu o "regresso à ideia das regiões administrativas" e a valorização das áreas metropolitanas do Porto e Lisboa, as únicas que "objectivamente existem no País". Assis considera fundamental a regionalização nos locais "onde são mais claros os efeito do centralismo de Lisboa".

Apresentado como um dos protagonistas de uma nova geração de políticas do poder local, Assis prometeu um "choque" para solucionar problemas como o desemprego e o "apagamento económico e político" a nível nacional. "Não nos vamos render ao fatalismo, temos de fazer de novo do Porto um centro de produção de conhecimento." Não é aceitável, sublinhou , "a coexistência do Primeiro e do Terceiro Mundo na mesma cidade". E a área metropolitana terá de deixar de ser "um lugar de miséria e opressão". A inversão desta tendência, disse Assis, passa por uma política metropolitana que fomente "respostas conjuntas" para problemas comuns.

"Pancada" no manifesto

O manifesto autárquico não agradou a alguns autarcas presentes, na Alfândega do Porto. As críticas mais duras partiram de Alberto Souto. O presidente da Câmara de Aveiro referiu que o documento "não deve servir de cartilha a programas eleitorais". Muito do que vem expresso no manifesto carece de inovação, ou já está em marcha em diversas autarquias. É o caso, lembrou, do emprego social ou da dinamização do associativismo.

Alberto Souto manifestou-se contra o reforço dos poderes das assembleias municipais, mas é a favor da limitação dos mandatos, "factor qualificativo da democracia", desde que essa medida inclua também os deputados. As críticas do autarca de Aveiro forçaram Jorge Coelho, na intervenção de encerramento, a afirmar que o manifesto "é apenas um documento inicial, sem verdades oficiais, preparado para levar pancada numa perspectiva positiva".

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Replies:
Subject Author Date
Re:Aas promessas de regionalização do PS voltam todos os quatro anosFernando 1/05/05 11:50:28


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