| Subject: "Perante a não aceitação por parte do PS das questões que estiveram na origem do pressuposto... |
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Lusa
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Date Posted: 22/04/05 22:51:18
Autárquicas/Lisboa: PCP recusou aceitar PS como partido maioritária da coligação
Lisboa, 22 Abr (Lusa) - O PCP rompeu hoje as negociações com o PS para uma coligação de esquerda na Câmara Municipal de Lisboa, porque recusou aceitar que os socialistas tivessem a maioria dos lugares nas listas para a autarquia.
Nas cartas trocadas hoje pelos dois partidos, a que a agência Lusa teve acesso, o dirigente socialista Marcos Perestrello propôs à direcção do PCP que o PS tivesse uma posição "maioritária" nas listas autárquicas "face aos restantes", tendo em conta os resultados dos socialistas nas últimas eleições legislativas.
Embora adiantasse na carta que a posição dos comunistas deveria ter em conta o seu "papel histórico" na capital, Marcos Perestrello especificou que a posição maioritária do PS teria de traduzir-se "em número de vereadores, de deputados municipais e de presidentes de juntas de freguesia, sendo reservado ao PCP o lugar de segundo partido".
O mesmo membro da Comissão Permanente do PS propôs que a direcção de campanha fosse constituída por sete elementos: quatro socialistas, dois do PCP e um do Bloco de Esquerda.
Na mesma carta, adiantou que estes pontos deveriam ser discutidos numa reunião entre os dois partidos na terça-feira, sendo pela primeira vez alargada ao Bloco de Esquerda.
Na resposta, o dirigente do PCP Jorge Cordeiro considerou "inteiramente compreensivas as pretensões do PS em poder dispor de uma hegemonia de posições e de um papel determinante na coligação".
"Como são legítimas e compreensíveis as razões que levam o PCP a considerar que a sua subalternização na coligação não dará garantias suficientes de concretização de um projecto político alternativo para a cidade", responde Jorge Cordeiro.
Jorge Cordeiro refere depois que "a impossibilidade real de uma coincidência de opiniões em questões essenciais, agravadas pela escassez de tempo para um processo mais demorado que eventualmente as pudesse resolver", levam o PCP a "considerar esgotado um processo de diálogo que, a continuar, só poderia traduzir num acumular de atrasos prejudiciais para ambos os partidos e favorecedor da dinâmica da candidatura do PSD, que se deseja derrotada".
"Perante a não aceitação por parte do PS das questões que estiveram na origem do pressuposto de uma nova reunião, não vemos por isso razões para a sua realização", acrescenta o dirigente comunista sobre a proposta do PS para um novo encontro na próxima terça-feira.
PMF.
Lusa/Fim
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