| Subject: Re: Primeiro nacionalize-se a nossa indústria |
Author:
asterix
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Date Posted: 10/04/05 10:52:31
In reply to:
comunista atónito
's message, "Primeiro nacionalize-se a nossa indústria" on 8/04/05 23:43:19
-És de marte?
-E que tal ir até ao Vale do Ave, Famalicão, Guimarães e leres aos trabalhadores têxteis o artigo da dr.Ilda Figueiredo e de seguida fazeres o teu comentário, eu queria ver, como de lá saias!
´Só então será nossa. Depois fechem-se as fronteiras e
>abram-se as alfândegas. Grande nóia. Este PCP perdeu o
>norte.
>
>
>>URGÊNCIAS
>>
>>Ilda Figueiredo*, Semanário, 08/04/05
>>
>>(...) Relativamente ao sector do têxtil e vestuário,
>>insistimos que é preciso conhecer a importância da
>>fileira têxtil portuguesa, a sua evolução recente, com
>>médias empresas dinâmicas e abertas ao exterior, com
>>técnicos jovens e capacidade de inovação, apostadas na
>>formação dos seus trabalhadores, para ver da
>>importância de salvaguardar esta capacidade de
>>produzir, criar riqueza, contribuir para o
>>desenvolvimento de vastas zonas do País,
>>designadamente no Norte e na zona da Covilhã.
>>
>>A intervenção constante que temos feito tornou-se mais
>>premente com a progressiva liberalização a nível
>>mundial, para evitar os impactos negativos na
>>destruição de empregos, no encerramento de empresas e
>>na deslocalização de multinacionais.
>>
>>Sabe-se como a liberalização do comércio internacional
>>de têxteis e de vestuário, decorrente do fim do Acordo
>>Têxtil e de Vestuário, a 1 de Janeiro deste ano, e a
>>integração da China nas regras da OMC, desde Dezembro
>>de 2001, aumenta a preocupação com a situação que se
>>vive em Portugal.
>>
>>É urgente que se accione de imediato a cláusula de
>>salvaguarda específica para produtos finais mais
>>sensíveis em Portugal (fatos de treino, têxteis lar,
>>têxteis para a indústria automóvel e do calçado,
>>blusas, malhas, lanifícios, etc.) de acordo com o
>>parágrafo 1 do regulamento (CE) nº 138/2003, como
>>propusemos no Parlamento Europeu e na Assembleia da
>>República.
>>
>>Industriais e técnicos do sector insistem, e com
>>razão, que a União Europeia não pode continuar a
>>privilegiar os grupos económicos e financeiros
>>europeus interessados em colocar a alta tecnologia na
>>Ásia e promover, depois, as importações de produtos
>>finais (confecções e vestuário) para a Europa, à custa
>>do sector têxtil nos países do sul da União Europeia,
>>designadamente em Portugal.
>>
>>É inaceitável que a Comissão Europeia, que até agora
>>não interveio no accionar da cláusula de salvaguarda
>>para a têxtil portuguesa, na área dos produtos finais
>>das diversas confecções e vestuário mais sensíveis à
>>concorrência asiática, já tenha actuado na defesa de
>>meia dúzia de grandes empresas britânicas e alemãs da
>>indústria química, criando barreiras à importação de
>>filamentos contínuos derivados do petróleo
>>(poliamidas, poliesters, etc.), que são
>>matérias-primas essenciais para a indústria portuguesa
>>de confecções e lanifícios, que assim fica sujeita a
>>custos muito mais elevados e sem capacidade de
>>concorrência com as importações de produtos finais,
>>produzidos na Ásia, com matérias-primas próprias e,
>>logo, mais baratas.
>>
>>Entretanto, as linhas orientadoras propostas pela
>>Comissão, em vez de terem em conta, desde já, os
>>pedidos de importação, apenas prevê uma intervenção na
>>base de importações reais, o que pode criar problemas
>>irresolúveis para a indústria portuguesa.
>>
>>Por isso, exige-se do Governo português uma posição
>>firme na salvaguarda da nossa indústria, do direito de
>>produzir, com uma aposta clara na produção, na defesa
>>e apoio às micro e OME, ao emprego com direitos e ao
>>desenvolvimento de vastas regiões do nosso país.
>>
>>*Deputada do PCP no PE
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