Author:
comunista atónito
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Date Posted: 8/04/05 23:43:19
In reply to:
Ilda Figueiredo
's message, "Exige-se do Governo português uma posição firme na salvaguarda da nossa indústria..." on 8/04/05 22:35:31
´Só então será nossa. Depois fechem-se as fronteiras e abram-se as alfândegas. Grande nóia. Este PCP perdeu o norte.
>URGÊNCIAS
>
>Ilda Figueiredo*, Semanário, 08/04/05
>
>(...) Relativamente ao sector do têxtil e vestuário,
>insistimos que é preciso conhecer a importância da
>fileira têxtil portuguesa, a sua evolução recente, com
>médias empresas dinâmicas e abertas ao exterior, com
>técnicos jovens e capacidade de inovação, apostadas na
>formação dos seus trabalhadores, para ver da
>importância de salvaguardar esta capacidade de
>produzir, criar riqueza, contribuir para o
>desenvolvimento de vastas zonas do País,
>designadamente no Norte e na zona da Covilhã.
>
>A intervenção constante que temos feito tornou-se mais
>premente com a progressiva liberalização a nível
>mundial, para evitar os impactos negativos na
>destruição de empregos, no encerramento de empresas e
>na deslocalização de multinacionais.
>
>Sabe-se como a liberalização do comércio internacional
>de têxteis e de vestuário, decorrente do fim do Acordo
>Têxtil e de Vestuário, a 1 de Janeiro deste ano, e a
>integração da China nas regras da OMC, desde Dezembro
>de 2001, aumenta a preocupação com a situação que se
>vive em Portugal.
>
>É urgente que se accione de imediato a cláusula de
>salvaguarda específica para produtos finais mais
>sensíveis em Portugal (fatos de treino, têxteis lar,
>têxteis para a indústria automóvel e do calçado,
>blusas, malhas, lanifícios, etc.) de acordo com o
>parágrafo 1 do regulamento (CE) nº 138/2003, como
>propusemos no Parlamento Europeu e na Assembleia da
>República.
>
>Industriais e técnicos do sector insistem, e com
>razão, que a União Europeia não pode continuar a
>privilegiar os grupos económicos e financeiros
>europeus interessados em colocar a alta tecnologia na
>Ásia e promover, depois, as importações de produtos
>finais (confecções e vestuário) para a Europa, à custa
>do sector têxtil nos países do sul da União Europeia,
>designadamente em Portugal.
>
>É inaceitável que a Comissão Europeia, que até agora
>não interveio no accionar da cláusula de salvaguarda
>para a têxtil portuguesa, na área dos produtos finais
>das diversas confecções e vestuário mais sensíveis à
>concorrência asiática, já tenha actuado na defesa de
>meia dúzia de grandes empresas britânicas e alemãs da
>indústria química, criando barreiras à importação de
>filamentos contínuos derivados do petróleo
>(poliamidas, poliesters, etc.), que são
>matérias-primas essenciais para a indústria portuguesa
>de confecções e lanifícios, que assim fica sujeita a
>custos muito mais elevados e sem capacidade de
>concorrência com as importações de produtos finais,
>produzidos na Ásia, com matérias-primas próprias e,
>logo, mais baratas.
>
>Entretanto, as linhas orientadoras propostas pela
>Comissão, em vez de terem em conta, desde já, os
>pedidos de importação, apenas prevê uma intervenção na
>base de importações reais, o que pode criar problemas
>irresolúveis para a indústria portuguesa.
>
>Por isso, exige-se do Governo português uma posição
>firme na salvaguarda da nossa indústria, do direito de
>produzir, com uma aposta clara na produção, na defesa
>e apoio às micro e OME, ao emprego com direitos e ao
>desenvolvimento de vastas regiões do nosso país.
>
>*Deputada do PCP no PE
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