| Subject: Re: No Porto, o que existe é uma dinâmica CDU |
Author:
Lusa
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Date Posted: 16/04/05 17:16:37
In reply to:
Lusa
's message, "Jerónimo de Sousa promete lutar contra "executivos homogéneos"" on 16/04/05 16:18:23
Autárquicas: Não há negociação com PS para coligação no Porto - Jerónimo Sousa
Porto, 16 Abr (Lusa) - O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, deu hoje a entender, em Gaia, estar praticamente excluída a hipótese de haver uma coligação entre CDU e PS para a Câmara do Porto nas próximas eleições autárquicas.
Jerónimo de Sousa, que falava aos jornalistas à margem da cerimónia de apresentação dos candidatos da CDU à Câmara e Assembleia Municipal de Gaia, afirmou "não existir nenhuma vontade formal" de coligação.
O secretário-geral do PCP referiu também que, apesar de existirem "concerteza manifestações de vontade", quem decide são as direcções nacionais dos partidos e que no encontro que manteve quarta- feira com o PS, em Lisboa, não esteve em cima da mesa o tema coligação para o Porto.
"Não esteve em cima da mesa nenhuma conversa, nenhuma negociação ou até qualquer referência" em relação a uma coligação no Porto, sustentou.
Para Jerónimo de Sousa, no Porto, o que existe é uma dinâmica CDU, tendo já sido apresentado o candidato à presidência da autarquia, o vereador Rui Sá.
O comunista considerou que "começou de forma atribulada" a possível coligação, afirmando que a própria direcção regional do partido "está já acostumada" a ouvir declarações de grande vontade.
Jerónimo de Sousa criticou ainda o Bloco de Esquerda que, disse, por "complicar, dramatizar e fazer falsas acusações contra a CDU, dificultou qualquer processo de negociação e entendimento".
O candidato socialista à presidência da Câmara do Porto, Francisco Assis, manifestou a intenção de formar uma coligação de esquerda.
Contudo, o Bloco de Esquerda já se demarcou, pela voz de João Teixeira Lopes, que afirmou "estar absolutamente excluída qualquer coligação".
Em relação à possível reedição de coligação à Câmara de Lisboa, Jerónimo de Sousa admitiu haver dificuldades, mas disse estar animado para apresentar "um projecto alternativo e transformador para a cidade" no próximo encontro com o PS.
"O factor tempo transforma-se num elemento político importante, tendo em conta as dinâmicas que cada força quer criar. O tempo vai pesar muito num desfecho ou não da coligação" em Lisboa, concluiu, lamentando que o PS "se tenha atrasado bastante a responder às solicitações do PCP".
JAP/PF.
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