Author:
Isabel Braga, Público
|
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
Date Posted: 20/03/05 9:21:37
In reply to:
Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP
's message, "Sobre a reunião do Comité Central" on 19/03/05 21:35:07
PCP anuncia "para breve" acordo com PS em Lisboa
Isabel Braga, Público, 20/03/05
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou ontem, em conferência de imprensa, que estará para breve um encontro entre a direcção do seu partido e a direcção do PS para a reedição da coligação para à Câmara Municipal de Lisboa (CML).
Anunciando que "não está considerada" a apresentação de um amoção de censura ao programa de Governo do PS, que amanhã e depois é debatido na Assembleia Jerónimo de Sousa, que falava numa conferência de imprensa na sede do partido, convocada para divulgar os resultados da reunião do Comité Central (CC), fez depender um acordo autárquico na capital com o PS da "disponibilidade" dos socialistas "para corrigir algumas malfeitorias do executivo de direita" na CML e ainda da "definição das bases programáticas que uma coligação poderia ter". Só depois, sublinhou, "podem ser discutidos candidatos e lugares".
O CC manifestou-se ainda contra a proposta socialista de realização do referendo à Constituição Europeia em simultâneo com as eleições autárquicas, em Outubro, porque isso seria "reduzir o referendo ao tratado europeu a uma mera formalidade", afirmou Jerónimo de Sousa.
Passando ao programa do Governo, considerou que "segue de perto o programa eleitoral do PS" e "não responde às necessidades do país, dos trabalhadores e das populações", nem "à vontade real de mudança apontada pelos resultados eleitorais". Nesse programa "faltam as indispensáveis rectificações das medidas mais graves" avançadas pelo Governo PSD-PP", a lei de bases da segurança social, a entrega de hospitais a privados e do regime de trabalho da administração pública.
Para o líder do PCP, o programa do Governo tem "orientações políticas negativas" como uma gestão orçamental restritiva, orientada para o cumprimento do Pacto de Estabilidade, a alteração das leis eleitorais para o Parlamento e autarquias, a aceitação da Constituição Europeia e da Estratégia de Lisboa, o adiamento da regionalização e o aumento da idade da reforma. "O CC considerou muito preocupante que se continue a insistir na teorias dos sacrifícios e da austeridade dos trabalhadores" frisou.
Para o PCP, uma demonstração de que "os sacrifícios não são para todos fica bem patente nos resultados líquidos dos bancos e empresas seguradoras em 2004, terem sido mais 16 por cento do que no ano anterior (...), enquanto se favorece o congelamento de salários e aumenta a pobreza e o desemprego". Isabel Braga
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
|