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Subject: Re: Do MUD--Juvenil para o PCP


Author:
Maria José Oliveira, Público, 05/03/05
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Date Posted: 5/03/05 11:20:47
In reply to: Maria José Oliveira, Público, 05/03/05 's message, "Conceição Matos A memória incólume" on 5/03/05 9:26:17

Do MUD--Juvenil para o PCP

Maria José Oliveira, Público, 05/03/05

Trabalhou no sector dos teares da CUF, depois numa fábrica de cortiça e chegou a lavar garrafas para pirolitos. Maria da Conceição Rodrigues de Matos Abrantes, uma de cinco irmãos, nasceu em São Pedro do Sul, em 1936. Três anos depois, os seus pais deixaram a terra natal e a família mudou-se para o Barreiro. Mais concretamente, para o bairro das Palmeiras, onde os seus irmãos e pais partilhavam uma "barraca de madeira" - "havia apenas uma cozinha e um quarto", recorda, em conversa com o PÚBLICO numa das salas do Centro de Trabalho Vitória, na Avenida da Liberdade, em Lisboa.

Conceição começou a trabalhar ainda muito nova e cedo despertou para a necessidade de intervir politicamente.

Fê-lo pela mão de um dos seus irmãos, Alfredo Matos, que a levou a integrar o MUD-Juvenil (Movimento da Unidade Democrática). Foi com ele que Conceição se aventurou a driblar a GNR: "Fazíamos inscrições nas paredes e, à noite, distribuíamos panfletos numa zona onde os operários da CUF passavam durante a manhã, a caminho do trabalho."

Na passagem do MUD-Juvenil para o PCP basta apontar um nome: Domingos Abrantes. Conheceram-se na década de 50, entraram na clandestinidade em 1962 (após a libertação de Abrantes do Forte de Peniche), casaram quando ele estava preso (também em Peniche), em 1968, regressaram juntos à clandestinidade em 1973 e voltaram a Portugal a 30 de Abril de 74. Nunca mais se separaram.

Conceição Matos passou a ser funcionária do partido no decénio de 60, tendo-se reformado somente há três anos. Desde então que continua a "colaborar" nas acções do partido, trabalhando diariamente no Centro de Trabalho Vitória. "O amor ao partido é o mesmo que sentia quando sofri as torturas. Não mudou nada." M.J.O.

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Subject Author Date
É preciso que nunca se esqueçaobservador curioso 5/03/05 17:10:50


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