| Subject: Enfermeiros em greve amanhã contra aumento da idade da reforma |
Author:
Lusa
|
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
Date Posted: 28/06/05 18:38:54
In reply to:
CGTP-IN
's message, "O QUE É PRECISO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA" on 27/06/05 19:46:44
Medida "afecta qualidade e segurança" dos cuidados prestados
Enfermeiros em greve amanhã contra aumento da idade da reforma
28.06.2005 - 17h34 Lusa
Os quatro sindicatos dos enfermeiros convocaram para amanhã uma greve contra a decisão do Governo de aumentar a idade de reforma dos funcionários públicos, alegando que o prolongamento afecta a qualidade e a segurança dos cuidados prestados.
Guadalupe Simões, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), sublinha que o "Estado é responsável por garantir a salvaguarda dos enfermeiros face ao risco e penosidade da profissão", de acordo com legislação datada de 1996, e que os profissionais de enfermagem "têm direito a exercer nas melhores condições físicas e psíquicas".
A paralisação, convocada no início de Junho, associa o SEP, o Sindicato dos Enfermeiros, o Sindicato dos Enfermeiros da Região Centro e o Sindicato dos Enfermeiros da Região Autónoma da Madeira.
Para a sindicalista, o aumento da idade da reforma proposta pelo Governo, dos 57 para os 65 anos, põe em risco a segurança com que é exercida a actividade dos enfermeiros, pois "as condições do exercício da enfermagem nos hospitais não mudaram significativamente, apesar da alteração nas necessidades de cuidados de saúde".
A responsável lembrou que o "aumento do envelhecimento da população determina a necessidade de um aumento dos cuidados de enfermagem a doentes mais dependentes", bem como "o aumento das doenças crónicas e incapacitantes e das doenças infecto contagiosas".
Desde 1991 que os 37.500 enfermeiros portugueses que exercem na administração pública (de um total de 44 mil inscritos na Ordem dos Enfermeiros) podem reformar-se com 57 anos de idade e 35 de serviço.
Segundo o SEP, o Estado "tem o dever, para com os cidadãos, de garantir a possibilidade dos enfermeiros se aposentarem nas condições que hoje têm, dando continuidade ao reconhecimento das condições particularmente penosas inerente ao exercício da profissão de enfermagem, que vem sendo referido e consagrado em legislação desde 1967".
Numa conferência de imprensa em Lisboa, no início de Junho, para esclarecer as motivações da greve geral, o Sindicato dos Enfermeiros (SE) mostrou o seu descontentamento por nunca ter sido ouvido pelo primeiro-ministro. "Bastava termos sido ouvidos para não serem cometidos erros deste quilate", afirmou José Azevedo, presidente do SE, acrescentando que "dizer que um enfermeiro de 65 anos pode dar injecções e comprimidos é uma ignorância total do primeiro-ministro".
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
| |