| Subject: PCP acusa Pina Moura e Iberdrola de prepararem assalto à Galp |
Author:
Lusa
|
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
Date Posted: 19/06/05 8:29:50
In reply to:
Ruben de Carvalho
's message, "Os profissionais e os pedantes" on 18/06/05 9:52:42
Energia: PCP acusa Pina Moura e Iberdrola de prepararem assalto à Galp
Porto, 18 Jun (Lusa) - O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou hoje o Governo de preparar, "pela mão de Pina Moura", "novo processo de assalto à Galp", em conjunto com o capital internacional, nomeadamente a empresa eléctrica espanhola Iberdrola.
Para o dirigente comunista, a "nova reestruturação que o governo PS anuncia como um novo impulso à liberalização do mercado da energia (Ó) perspectiva-se como uma nova etapa na entrega de mais fatias de poder ao grande capital nas empresas do sector".
Jerónimo de Sousa, que intervinha em Matosinhos, no final de um seminário organizado pelo PCP sobre "A importância da refinação do petróleo e da refinaria do Porto para a região e para o País", defendeu "uma forte intervenção do Estado no sector energético".
"Para o PCP, impõe-se uma intervenção forte do Estado, não só enquanto legislador ou agente regulador ou fiscalizador, mas também como actor importante na esfera económica do aprovisionamento, da transformação e distribuição dos produtos derivados do petróleo", afirmou.
Defendeu ainda que "todo o processo de privatização da Petrogal é contrário aos interesses do País" e acusou a multinacional italiana de, após a sua entrada no capital da petrolífera nacional, ter pretendido "o fecho da refinaria de Matosinhos de forma a garantir a colocação dos seus próprios produtos petrolíferos".
Considerando que esta acção representa "mais um ataque ao tecido produtivo do país", Jerónimo de Sousa defendeu uma reestruturação da petrolífera nacional no sentido da sua verticalização, contrariando o desmembramento da empresa por áreas de negócios.
"Portugal não tem há anos uma política energética digna desse nome e o que existe como alternativa é apenas uma política do capital financeiro e monopolista que no essencial se traduz na aquisição de activos e na obtenção de elevados dividendos", e pelo "abandono do planeamento energético e desmembramento do sector público".
"Não é possível mudar a caótica situação do sector energético sem a paragem imediata de todos os processos de privatização, sem que o Estado se reassuma como produtor e autoridade nas diversas esferas de actividade do sector e sem uma reorganização empresarial das diversas fileiras energéticas", defendeu Jerónimo de Sousa.
PF.
Lusa/Fim
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
| |